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9ª leitura do desafio "Christmas in the Books 2017"

Categoria 14) Lê uma biografia ou uma história de vida

2ª Leitura do "Holocausto em Janeiro"

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Opinião:

Para uma entusiasta do tema, este é certamente um dos primeiros livros a ser lido, mas por incrível que pareça nunca tinha lido "O Diário de Anne Frank", nem sequer o tenho para ler, por isso quando vi esta edição ilustrada fiquei com imensa curiosidade.

 

Quer este tema nos agrade ou não, acho que é indiscutível que todos conhecemos a história de Anne Frank, tal como escreveu o autor, "se quiséssemos verter todo o texto para uma versão gráfica sem saltar uma só palavra, honrando a carta que Anne escreveu, teríamos de trabalhar sobre mais de 3500 páginas, o que nos levaria a grande parte de uma década." Por isso acho que as 160 páginas são muito bem conseguidas, quer no desenvolvimento da história, quer nas ilustrações de David Polonsky, os vários relatos que Anne foi escrevendo no seu diário, a sua vida antes e durante a estadia no anexo em Amesterdão, o final, esse todos sabemos como termina...

 

Pois eu sabia o antes e o após, mas desconhecia o durante, aquele período em que oito pessoas têm de conviver num espaço reduzido, cada um com a sua personalidade, três jovens privados de crescerem num ambiente normal de juventude, a racionalização de comida, o medo de ser descoberto... 

Sempre imaginei a Anne como sendo uma rapariga mimada e egoísta, mas agora só consigo sentir admiração por esta jovem incompreendida e que em muitos aspectos é bastante avançada, quer para a sua idade, quer para o seu modo de pensar e quer até para a sua época.

 

Até hoje, nunca se descobriu como o anexo secreto foi descoberto, existem algumas teorias, mas nenhumas certezas, eu pessoalmente fiquei bastante frustrada, depois de quase dois anos escondidos serem descobertos, quando a guerra se aproximava a passos largos do final, não consigo imaginar qual seria o estado de espírito destes moradores, para encarar o pior desafio de todos até então, a sua descoberta, prisão e consequentemente a morte...

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Como já confessei não tenho o "Diário de Anne Frank", mas para complementar esta leitura, li este livro que (eu acho) é uma edição que só se vende na "Anne Frank House", o museu em memória de Anne. Achei bastante útil, em poucas páginas temos uma breve apresentação dos factos históricos do antissemitismo que envolveu a II Guerra Mundial, curiosamente, esses factos são apresentados com alguns exemplos da actualidade. O que é o quê! E o que não devemos voltar a fazer! Mas inevitavelmente todos nós sabemos que as minorias estão sempre em desvantagem. Que mais se pode fazer para que tal não volte a acontecer?

 

 

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Cabe a cada um de nós, cidadãos livres, apelar e praticar o bem, quer seja para nós, quer para com os outros pelo, no passado foram uns, no presente e futuro poderemos ser nós...  

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publicado às 15:00

Resumo do Desafio... "Christmas in the Books 2017"

por Tânia Tanocas, em 12.01.18

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E cá estamos para a conclusão do desafio que durante os últimos três meses acompanharam as minhas leituras.

Ao todo li 9 livros completos, ainda iniciei a leitura da categoria 4, mas não terminei a tempo de ser contabilizado, fiquei com o título de "Urso Polar", mas acima de tudo um desafio muito divertido e criativo, cheio de interactividade que tive muito prazer em participar.

 

(Para conhecer a minha opinião sobre os livros referidos, basta clicar na respectiva imagem)

Falta o link da opinião da categoria nº14, porque ainda não foi elaborada...

 

CATEGORIAS:

1| Árvore de Natal - A árvore de Natal é dos maiores símbolos natalícios presente na casa de pessoas de todo o mundoLê um livro sobre famílias


2 | Boneco de Neve - Neve é sinal de invernoLê um livro que te lembre o inverno.

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3 | Posto dos Correios - É neste local a que chegam milhões de cartas de crianças a pedir os seus presentes de natalLê um livro epistolar (um livro em forma de carta).

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4 | Estação Meteorológica - O inverno é uma estação do ano tempestuosa. Lê um livro que sai da tua zona de conforto.

5 | Casa do Pai Natal A nossa casa é a nossa zona de conforto, o nosso espaçoLê um livro perfeito para um dia frio e chuvoso.

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6 | Celeiro das Renas - As renas são animais que ajudam o Pai Natal a distribuir os presentes por esse mundo fora. Lê um livro que fale de uma viagem.

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7 | Fábrica dos Brinquedos - É neste local que são feitos os brinquedos para as crianças. Lê um livro em que as crianças sejam o ponto principal da história

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8 | Casa dos Duendes - Os duendes são figuras mitológicas que ajudam o Pai Natal. Lê um livro que contenham algum elemento de fantasia.

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9 | Biblioteca - Esta é a casa dos livros. Lê um livro sobre livros.

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10 | Cozinha de Natal - É aqui se preparam as melhores iguarias e doces do NatalLê um livro que seja “doce” para ti. 

11 | Armazém dos Presentes - Aqui estão guardados os presentes para serem oferecidos às crianças na noite de NatalLê um livro que te foi oferecido. 

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12 | Loja de Natal - No Natal gostamos de oferecer presentes aos nossos amigosLê um dos últimos livros que compraste. 

13 | Praça central - Esta é a cidade Natal dos Livros. Lê um livro que se passe no Natal.

14 | Pai Natal - O Pai Natal é uma das figuras mais emblemáticas do Natal em todo o mundoLê uma biografia ou uma história de vida.

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publicado às 22:30

8ª leitura do desafio "Christmas in the Books 2017"

Categoria 2) Lê um livro que te lembre o inverno

1ª Leitura do "Holocausto em Janeiro"

 

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Opinião:

Este tema é sempre uma leitura que me lembra o Inverno, já é insuportável atravessar esta estação com alguma comodidade, agora imaginem sem qualquer tipo de conforto e a fugir (ou preso) numa guerra.

  

Em traços gerais depois de ter lido "Aristides de Sousa Mendes - Um Homem Bom" de Rui Afonso, esta leitura ficou muito abaixo do que esperava, mas afinal o que esperava eu de um livro com 139 páginas!?

 

Fiquei bastante satisfeita de ver que este é um livro recomendado para o Plano Nacional de Leitura, leitura simples e que nos conta o essencial da decisão de Aristides em salvar milhares de vidas humanas, sem qualquer restrição.

A sensação que tive é que este livro retrata os (breves) passos de duas famílias (Kruger e Rubinstein) que fugiram da guerra até chegar ao Consulado Português em Bordéus, uma dessas famílias a do RABINO KRUGER, foi crucial para apelar e incentivar o Consûl a passar os vistos da liberdade mesmo sem a permissão de Salazar.

 

Uma batalha interior que o próprio Aristides travou com ele próprio, tinha nas mãos o poder de salvar estas almas indefesas, mas também tinha na sua mão a responsabilidade de cuidar da sua própria família. Uma decisão nada fácil, que teve um desfecho bastante amargo para quem colocou a voz da consciência há frente das ordens dos seus superiores. 

 

Queria ter dado uma pontuação bem mais alta, mas não estaria a ser justa. Ainda assim, acho que este é um livro perfeito para quem quer conhecer a história de Aristides de Sousa Mendes (ainda que muito abreviada), um Português que salvou milhares de vidas da quase morte certa, tendo ele depois uma vida completamente miserável...

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publicado às 21:24

Aquisições literárias... Dezembro

por Tânia Tanocas, em 03.01.18

Dezembro, é sempre sinónimo de algumas aquisições, mas poucos gastos para o meu bolso 😛.

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Prendas de familiares no Natal...

 

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 Gosto bastante destes relatos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, estavam a 1.75€ cada um, gastei 8.75€...

 

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A Wook andou a fazer durante algum tempo 20% nos livros, aproveitei para adquirir estes, 4€ cada um...

 

Aproveito esta última aquisição de 2017 para vos mostrar que por aqui não passo o meu tempo livre só na companhia dos livros, os puzzles também ocupam uma grande parte do meu tempo e este ano certamente terei muito por onde escolher e me ocupar...   

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Falta referir que o mano, ofereceu um cheque prenda, ainda não foi descontado, mas já tem destino, conto tudo nas aquisições de Janeiro... 

Acho que terminei o ano de 2017 com excelentes aquisições, de certeza que irei passar um 2018 na melhor das companhias... 

Beijokas 

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publicado às 16:00

Em Janeiro, vamos (voltar a) ler... Holocausto

por Tânia Tanocas, em 01.01.18

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Vou iniciar o ano de 2018 com um projecto que já é repetente do ano passado o "hol72", mas nunca é demais lembrar este período (terrível) da nossa história, então porque não dedicar alguns minutos da nossa atenção a este tipo de leituras, muitos dos sobreviventes já não estão vivos para contar, mas deixaram um extenso legado para que nós nunca esqueçamos... 

 

Vou participar não só no projecto da Dora (#hol73) como também no da Sara Cristina (#vozesdoholocausto) e da Isa (#leiturasdoholocausto3) e mais uma vez estarei aqui (com todo o meu sentimento) a dar o meu contributo a estes projectos...

 

O ano passado, passei o mês todo só com leituras do tema, confesso que para o final já estava a ser penoso, por isso vou optar por não abusar do tema só neste mês, durante o resto do ano quando ler sobre o tema usarei as respectivas "astags" do projecto. 

 

Como sempre não irei fazer tbr, à medida que vou lendo vou actualizado por aqui... 

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publicado às 10:30

Olá 2018... Adeus 2017...

por Tânia Tanocas, em 01.01.18

FELIZ 2018....

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publicado às 00:00

Tag... "Ano Novo"

por Tânia Tanocas, em 31.12.17

Despeço-me de 2017 com uma tag, vi-a no blogue "Por detrás das palavras" e como a autora colocou o pessoal à vontade para responder (sintam-se à vontade para a levar e responder), cá estou eu a despedir-me de 2017 em grande... 😉

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Relógio | A contagem decrescente aproxima-se.
Que livro querias ter lido este ano, mas não conseguiste?

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Mais um ano se passou e o desejo e vontade de ler "Para Onde Vão Os Guarda-Chuvas" de Afonso Cruz vai transitar (mais uma vez 😞) para o próximo ano (só não sei quando será o próximo?! 😏)...

 

Passas | Adoradas por uns, detestadas por outros, são elas que abrem a passagem ao pedido dos desejos.
Que livro queres muito ler no próximo ano?

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Podia repetir o livro referido na resposta anterior, mas já deixei de prometer para não o desiludir (nem me desiludir 😌)... Sendo assim quero muito ler o novo livro da Luize Valente que vai ser lançado a 12 de Janeiro, adorei "Uma Praça em Antuérpia", e tenho as expectativas bastante elevadas, de certeza que será a minha primeira aquisição de 2018...

 

Champanhe | A companhia das passas nos festejos da entrada do novo ano.
Há algum autor que queiras "conhecer" no próximo ano?

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Existem muitos... Tenho o objectivo de ler mais clássicos, por isso Jane Auster, Alexandre Dumas e Machado de Assis, estão debaixo de olho (e na prateleira 😍)...

 

Fogo de artifício| Aos primeiros segundos do novo ano milhares de pontos coloridos iluminam os céus.
Qual o livro mais bonito que leste em 2017? (Pode ser pela edição, pela história, pelas personagens...)

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Adoro esta capa e tem tudo a ver com o conteúdo, uma autentica lufada de ar fresco, sem dúvida que foi um dos livros mais bonitos que li em 2017, quer seja pela edição, história e com personagens genuinamente deliciosas.

 

Lingerie | Azul, vermelha, amarela... Tudo depende daquilo que queres atrair para o próximo ano.
Indica três metas literárias para 2018!

Para 2018 não vou fazer nenhuma lista inicial, vou continuar a participar nos desafios literários que vão surgindo durante o ano (nos vários blogues, YouTube e grupos do Goodreads), sempre com o objectivo de:
✳ Ler 50 livros (tem sido sempre a meta escolhida) e assim contribuir para baixar a pilha cá de casa.
✳ Ler (mais) clássicos.
✳ Ler (muito mais) autores portugueses.

 Meta Extra: Comprar menos livros... 😜

 

São estes alguns dos meus desejos literários para 2018 e o rescaldo de 2017... 

E vocês já fizeram os vossos? Feliz 2018 🎉

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publicado às 18:00

Livros... Favoritos e Desilusões de 2017

por Tânia Tanocas, em 30.12.17

Vamos começar pelas minha sete "desilusões". Não existe nenhuma ordem preferencial, vou colocar de acordo com a data em que efectuei as leituras... Para ver a minha opinião completa é só clicar nas imagens...  

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Chegou a vez dos meus 14 "favoritos", tal como as "desilusões" não existe nenhuma ordem preferencial, vou colocar de acordo com a data em que fiz as leituras... Para ver a minha opinião completa é só clicar nas imagens...  

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Sete "desilusões" em 64 leituras acho que até que não foi mau de todo... 

E vocês, o ano de 2017 deixou marcas literárias?... Feliz 2018... Beijokas...

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publicado às 16:00

Goodreeds - My Reading Challenge 2017

por Tânia Tanocas, em 29.12.17

Resumo do ano de 2017 em termos de leituras

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 (Clicar na imagem)

 

Não correu nada mal, ultrapassei o objectivo de ler os 50 livros a que me propus no inicio de 2017, acho que em muito se deve aos vários desafios que fui fazendo ao longo do ano, pois foram incentivos que se mostraram bastante produtivos para alcançar a minha meta...

 

E este foram os vários desafios que "ditaram" e acompanharam as minhas leituras.

O meu muito obrigado a quem os realizou. 

Janeiro: Conclusão do projecto #hol72

Março: Conclusão do projecto #marçofemenino

Abril: Projecto de Abril... #livrosnoecra

Maio: Projecto de Maio... #adaptações

Junho / Julho e Agosto: Balanço Final do desafio #bookbingoleiturasaosol

Setembro: Projecto de Setembro... #SeptemberThrills

Novembro e Dezembro: Projecto... "Christmas in the Books 2017"

Durante o ano, fui seguindo o desafio das "52 semanas / 52 livros", correu muito bem, mas não completei as seguintes categorias: 9 - (Um livro de ficção científica) / 39 - (Coloca num copinho o nome de 10 livros que estejam na pilha e queiras ler e tira um papelinho sem olhar) / 43 - (Ler um livro que termine uma trilogia ou saga).

 

E assim se passou mais um ano literário, apesar de a minha pontuação ter uma média de 3.7*, considero que foi um ano bem passado, viajei para vários sítios, com personagens marcantes e passei horas fantásticas. Espero que 2018, se não for melhor, pelo menos que seja igual... 

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publicado às 17:00

"Restos Humanos" de Elizabeth Haynes - Opinião

por Tânia Tanocas, em 28.12.17

7ª leitura do desafio "Christmas in the Books 2017"

Categoria 5) Lê um livro perfeito para um dia frio e chuvoso

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Opinião:

Autora de um dos melhores thrillers psicológicos que eu alguma vez já li (No Canto Mais Escuro), nunca mais foi editado mais nenhum dos seus livros em Portugal, entretanto já li (em BR) a "Vingança da Maré", mas não me encantou a 100%, mesmo assim resolvi insistir e decidi pegar neste com a esperança de que fosse o livro perfeito para um dia frio e chuvoso, confesso que não foi amor às primeiras páginas, as primeiras 80/90 páginas não me estavam a cativar, depois parece que surgiu um "clik" e logo a leitura fluiu de forma quase obsessiva. 

 

Achei a premissa bastante interessante e a estória que de início parecia não estar a fazer sentido logo se revelou bastante indispensável. Deste o início sabemos quem é o nosso psicopata (acho que este é o nome correcto para identificar o Colin), um homem com uma vida normal, mas com algumas patologias psicológicas bastantes macabras. 

Annabel, trabalha como analista de sistemas, funções meramente administrativas nas instalações de uma esquadra de polícia. 

A premissa é bastante audaz, vários corpos estão a ser encontrados já em estado de decomposição nas suas casas, não existem indícios de crime, mas a quantidade de corpos descobertos chama a atenção de Annabel, que descobre um padrão, padrão esse que ela bem conhece... 

 

Até onde sabemos quem são os nossos vizinhos, até que ponto os conhecemos, será até que sabemos se estão bem? A solidão é uma voz, que na maior parte das vezes não se ouve e neste mundo cada vez mais tecnológico essa voz vai sendo cada vez mais silenciada. 

Gostei do desenvolvimento do livro, vamos sabendo o que levou cada uma destas pessoas a definhar, acompanhamos o papel de Colin e consequentemente como Annabel vai passar pelo mesmo processo, sem que se dê conta de que está a um passo do abismo. 

 

Achei a escrita bastante pormenorizada, de tal forma que a maior parte das vezes nos deixa com aquela sensação de claustrofobia. 

Até que ponto um assassino pode ser considerado assassino, quando as mortes ocorrem por espontânea vontade dos seres humanos encontrados mortos? 

Será que estas mortes vão permanecer impunes e no esquecimento, tal como as suas vidas foram esquecidas? 

Muito bom, para onde está a caminhar a espécie humana, este livro coloca imensas questões para parar e reflectir... 

 

"Você conhece os seus vizinhos?

— Conheço, sim! Já faz alguns anos que moro na mesma casa, e somos bons amigos. Mas no último lugar em que morei, não era nada assim. Vivi lá durante cinco anos e não tinha a menor ideia de quem morava ao lado. E acho isso uma pena…

— Hum, sei. É mesmo, e não parece haver razão alguma para isso. Só precisamos ser cordiais e fazer um esforço para conhecer as pessoas. Não é preciso fazer amigos se não estiver a fim, mas nunca se sabe quando precisaremos uns dos outros, afinal de contas…

— E a população está envelhecendo, não é mesmo? Acho que daqui a alguns anos haverá muito mais idosos morando sozinhos, e ter vizinhos nos quais possam confiar é muito importante..."

 

"— Embora talvez ninguém desconfiasse de verdade, caso você fosse sumindo aos poucos — disse ela, alguns minutos depois.

— Sumindo de onde?

— Do Facebook. Quer dizer, se você tivesse a intenção de se afastar da sociedade, então, aos poucos, pararia de postar coisas no Facebook, não é? E, algum tempo depois, ninguém notaria sua ausência. Ou talvez notassem, e então poderiam enviar uma mensagem, um e-mail, mas se não recebessem resposta… bem, a maior parte dos nossos contactos não é realmente nosso amigo, não é? Amigos próximos, quero dizer. E aqueles que são, bem, e se você lhes dissesse que estava indo morar no exterior? Ou que seu computador quebrou, ou algo parecido? Quantos meses levaria até alguém se preocupar de verdade com por onde você anda?

— Eu não estou no Facebook — respondi."

 

"Você nunca se dá conta do que é a solidão até que ela começa a rastejar dentro de você, como uma doença; é algo que vai acontecendo progressivamente com você. E é claro que o álcool não ajuda: você bebe para esquecer como é uma merda viver assim e então, quando para de beber, tudo fica infernalmente pior. Então você continua bebendo para tentar apagar tudo."

 

"Ninguém olha nos seus olhos. E eu percebi que fazia anos e anos que ninguém havia mantido contacto visual comigo, e a última a fazer isso provavelmente foi Bev. Então, o que significava isso? O que podia significar? Se as pessoas pararem de olhar para você, você para de existir? Isso quer dizer que você não é mais uma pessoa? Isso quer dizer que você já está morto?"

 

"Aqueles que procuro são os que parecem estar vestindo as roupas com que foram dormir na noite anterior. Aqueles que saem à noite, por não conseguirem suportar as multidões. Não fazem compra durante o dia, pois acham que o som de crianças berrando pode perfurar seus tímpanos e lhes dar vontade de chorar também. Saem para as compras à noite, quando está calmo, escuro e ninguém os irá encarar, ninguém irá reparar neles, ninguém dirigirá um segundo olhar para eles. Percorrem o supermercado como se fossem invisíveis, porque é assim que se sentem. Em seus carrinhos haverá comida congelada, basicamente, pois só fazem compras uma vez por mês, se tanto. Levam uma lista na mão, por não quererem voltar, no caso de esquecerem de alguma coisa. Não estabelecerão contacto visual. Não falarão com ninguém."

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Esta foi a última opinião de 2017, a minha 64ª leitura, acho que posso afirmar que finalizei o ano em beleza... 

Para o ano há mais...  Beijokas... 

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Elizabeth Haynes é analista dos serviços secretos da polícia britânica. No Canto mais Escuro, que marca a sua brilhante estreia na ficção, foi traduzido em 27 línguas e editado em países como o Brasil, China, Japão, Alemanha ou Estados Unidos, e deixa antever uma promissora carreira literária. Haynes vive em Kent com o marido e o filho.

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publicado às 23:30


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