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Palavras (quase) perfeitas… "Melancolia"

por Tânia Tanocas, em 29.03.17

Vi este desafio (Palavras (quase) perfeitas) em Fevereiro no blog Chic'Ana (acho que todos vós a conhecem, mas nunca é demais irem lá espreitar), achei interessante e decidi participar este mês. Vamos lá ver o que é que sai daqui!!!

 

Para começar percebi que Março brindou-me com uma palavra, cujo significado admiro. Pois é, parece estranho ou invulgar, mas adoro sentir-me melancólica e toda a mística há volta desta palavra.

 

 

Melancolia

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 Imagem daqui

E foi isto o que surgiu da minha Melancolia...  

Por agora é só, passo a palavra para todos vós 

Beijokas   

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publicado às 13:10

Desabafo... #3

por Tânia Tanocas, em 29.03.17

 

Sabem aqueles anúncios de detergentes que dizem fazer milagres nas nódoas, etc? (Não é meu propósito desabafar sobre as “desilusões” que já levei à conta de ir atrás da fórmula mágica.)

 

É certo que não me importo de pagar mais caro por um determinado produto, mas fico enfurecida quando fazem o mesmo que todos os outros, (quase) nada

 

Tudo isto para dizer que fiquei “furibunda” quando vi que os CTT, a partir de 4 de Abril vão subir o preço dos serviços de correspondências, correio editorial e encomendas em 2,4%. 

 

Tal como no exemplo dos detergentes, não me importo de pagar mais, mas será muito complexo pedir um serviço em proporção dos preços que praticam?!

 

Serviço esse que tem decaído ao longo dos anos e o pior é que não têm uma concorrência para eu poder escolher.

 

“O negócio das cartas não está a passar por dias bons, com a principal distribuidora nacional a ver os seus lucros a diminuir. Em 2016, os resultados líquidos dos CTT encolheram 13,7% face ao ano anterior, prejudicados pela queda no tráfego de correio endereçado.”

 

É sempre assim, "paga o justo pelo pecador".

 

Notícia retirada daqui.

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publicado às 09:25

"Jogos da Fome" de Suzanne Collins - Opinião

por Tânia Tanocas, em 26.03.17

Sexta leitura para o desafio #marçofeminino

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Opinião:

Acho que não existe quase ninguém que não saiba a premissa deste livro, ou até já o tenha lido, confesso que não é dos meus temas favoritos, mas passados quase 8 anos, resisti à tentação (várias vezes) de ver o filme e só consegui dominar-me porque queria ter o prazer de ler o livro antes de ver o filme.

 

Foi uma leitura fluida e compulsiva, com poucos momento mortos, infelizmente (a meu ver) com algumas repetições, mas nada que destrua as boas horas passadas nestes Jogos da Fome.

 

Um pouco agonizante o infortúnio anual destes 12 distritos às mãos do Capitol, mas não é sempre assim? Fiquei com a sensação de não ser um tema assim tão "distópico", cada vez mais estamos como cobaias de diversão para as altas chefias, o "Big Brother" há muito que deixou de ser uma novidade, estando cada vez mais presente no nosso dia a dia e vale de tudo para ganhar-mos vantagem sobre os nossos adversários.

 

Por isso gostei muito da personalidade da Katniss, e do Peeta, dois jovens puros e humildes que só traem os seus valores em casos de necessidade. A maneira como os Produtores instigam a violência para conseguir mais audiência é mais uma forma de fazer ver que muitas das vezes, os actos e respectivas reacções não dependem só de nós.

 

Estou curiosa para saber os desenvolvimentos seguintes, mas não vou já retomar a leitura, até porque pode não parecer, mas para mim foi um livro duro, muito violento até, agora em breve irei ver o filme e perceber se o filme consegue captar os mesmos sentimentos da mesma forma que o livro conseguiu.

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Suzanne Collins é autora de literatura infantojuvenil e argumentista de programas televisivos infantis, nomeadamente da Nickelodeon. Em conjunto, os seus livros já venderam mais de 87 milhões de exemplares, sendo a sua obra mais conhecida a trilogia Os Jogos da Fome, com a qual conquistou os leitores dos mais de 50 países onde se encontra publicada, tornando-se bestseller à escala mundial.
Considerado o melhor livro de ficção juvenil de 2008 pelo New York Times e pela Publishers Weekly

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publicado às 23:35

"Uma Duas" de Eliane Brum - Opinião

por Tânia Tanocas, em 26.03.17

Quinta leitura para o desafio #marçofeminino

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Opinião:

Por norma escreve-se e lê-se o lado bom entre o relacionamento de pais e filhos, este livro é uma (boa) excepção. Aqui não há metáforas bonitas para escamotear a verdade que se quer contar, não existe clichés de "viveram felizes para sempre", aqui encontramos a realidade tal e qual como ela é, ficando tão paranóicos e agonizados tanto ou mais quanto as personagens desde excelente livro.

 

Quantos de nós vimos idosos largados à sua mercê, quer seja isolados nas suas casas, quer em lares, alguns tão solitários quanto as suas casas. Dos filhos só uma curta visita de tempos a tempos (algum desse tempo alastra-se por anos a fio). Logo vem ao nosso pensamento, como é que um filho faz isto aos seus próprios pais? Pois é, como se costuma dizer "só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro", ninguém quer saber o que sentem os filhos que fazem tais actos, ninguém acredita naquele ditado que eu concordo a 100 %, "filho és, pai serás" e é aqui que entra a mãe (Maria Lúcia) que através do poder das palavras, começa a escrever textos em que relata a sua infância, adolescência e fase adulta, numa forma de tentar dar a entender ao leitor que só é assim devido a algumas vicissitudes da sua própria vida, nunca houve um diálogo sério com a filha, as duas se afastam porque a mãe nunca soube o que era o poder do amor e a sua forma de amar era tão sem sentido que a filha também acabou por nunca se sentir amada.

 

Atenção, não quero com isto dizer que concordo com o abandono dos idosos, também para lá caminho e não sei o que me acontecerá, mas em vez de criticar, talvez seja melhor primeiro compreender algumas acções, quantas delas surgem em contextos pouco esclarecidos que se arrastaram por longos anos, sem que ambos (pais e filhos) manifestam desejo de remediar o assunto, originando assim casos de solidão na parte mais fragilizada...

 

Dou-me bem com os meus pais, mas nos últimos anos o desgaste da minha tolerância em relação ao meu pai anda em níveis que nunca pensei alcançar, situações que ele condenava nos pais está a fazer o mesmo aos filhos. Para tentarem compreender, a minha relação com o meu pai, foi sempre tipo uma relação de imposição, porque era ele que governava a casa, porque morava debaixo do tecto dele, porque só ele é que tinha e tem razão e desde que achou que o álcool é que é o seu melhor amigo tem sido insuportável, resumindo nunca foi uma relação de amor (não duvido que ele goste de mim, mas nunca o demonstrou), mas sim de um negócio em que ele acha que despendeu o seu dinheiro e tempo na minha educação, saúde e que agora sou eu que lhe tenho de valer com algum retorno da maneira que ele quer. E atendendo ao facto de ter sido sempre uma miúda que não deu grandes dores de cabeça, é com alguma consternação que não compreendo as suas atitudes, infelizmente também não sei como controlar as minhas e com muito receio em relação ao futuro, sinto que é uma obrigação e não algo que se faça naturalmente para demonstrar o meu amor por ele.

 

Bem, tudo isto para realçar que percebo perfeitamente o sentimento de Laura para com a sua mãe, sentimento e acções que a autora soube caracterizar muito bem.

 

Este livro foi uma experiência muito enriquecedora, não se deixem enganar pela capa rosa fofinha, pois vão ter uma leitura dura e crua, o livro é pequeno mas tive que o pousar várias vezes. Tenho lido alguns ebooks em PT/BR e este (até agora) tenho mesmo muita pena de não haver em Portugal e vou de certeza imprimir porque quero sentir a sensação de ler estas palavras perpetuada numa folha de papel.

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Eliane Brum é jornalista, escritora e documentalista. Trabalhou 11 anos como repórter do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, e 10 como repórter especial da Revista Época, em São Paulo. Desde 2010, actua como freelancer. Actualmente, escreve artigos para os jornais El País (português e espanhol) e The Guardian (inglês).
Publicou seis livros – cinco de não ficção e um romance -, além de participar de colectâneas de cronicas, contos e ensaios.

 

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publicado às 23:34

"Um Grito de Socorro" de Casey Watson - Opinião

por Tânia Tanocas, em 26.03.17

Quarta leitura para o desafio #marçofeminino

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Opinião:

Mais uma escritora nova, perita em desenvolver um dos meus temas preferidos, crianças tristes, traumatizadas, mal amadas, feridas emocionalmente, a receita perfeita para eu continuar a afirmar de que existem muitas crianças que simplesmente não deviam sequer ter nascido e que muita mulher não devia ser capaz de gerar vida humana.

 

Ingredientes:

Uma menina de 12 anos, com um corpo de 19, com visíveis sinais de rebeldia, mal educada e que padece de uma doença chamada de Addison.
Uma família de acolhimento, já com alguma experiência.
Um filho de 19 anos que tem Síndrome de Asperger.

 

Preparação:
Juntem todos os ingredientes numa casa em lume brando e vá "remexendo" lentamente.
Por fim, pode não ter uma receita perfeita ou saborosa, mas certamente terá uma sensação de dever cumprido.

 

Casey neste seu relato demonstra perfeitamente a incompetência de avaliação em relação a este caso, quais as necessidades que casa crianças precisa de acordo com o seu passado.

 

Gostei particularmente da necessidade de transmitir como era verdadeiramente o comportamento da Sophia alternando as suas acções entre o angelical e o demoníaco, fazer crer que não é qualquer pessoa que se sujeita a acolher estas crianças. Muitas das vezes Casey desculpava as acções de Sophia, porque detectou (quase) logo que aquela menina carecia de outro tipo de ajuda que não a dela (apesar de a informação disponibilizada ser escassa), mas mesmo assim nunca atirou a toalha ao chão.

 

Se já era fã de Torey Hayden, encontrei em Casey Watson outra forma de ajuda para quem mais precisa de carinho, compreensão e acima de tudo muito amor. Tenho muita estima e consideração por estas mulheres que sujeitam-se a si e as suas famílias para dar algum conforto a estas crianças.

 

Este caso, também despertou a minha atenção, porque não são só as famílias pobres que negligenciam e provocam estas situações, muitas das vezes falta de amor não é sinónimo de falta de dinheiro.

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Casey Watson é uma mãe de acolhimento especializada em casos extremamente problemáticos. Ela e o marido recebem crianças com passados traumáticos. Enquanto estão ao seu cuidado, estas crianças são orientadas através de um programa comportamental que lhes permitirá voltar à sua família biológica ou entrar no sistema de acolhimento convencional.

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publicado às 23:33

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