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"Por Treze Razões" de Jay Asher - Opinião

por Tânia Tanocas, em 30.04.17

Terceira leitura do desafio #livrosnoecra

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Opinião:

Depois de ter lido este livro, fico um pouco chocada com alguns comentários, nomeadamente ao destacarem de que os motivos apresentados por Hannah Baker, não eram suficientemente graves para ela ter cometido o suicídio e que ela não tinha o direito de passar a "batata quente" para os colegas ao enviar aquelas fitas depois de não ter tido a coragem de ultrapassar as situações apresentadas.

 

Na minha perspectiva, os motivos apresentados são mais do que suficientes para gerar um conflito emocional em alguém que se encontra fragilizada, para muitos jovens as suas acções de divertimento para com os outros podem ser o motivo de ferir as emoções dos outros, por isso é que fazem "brincadeiras" para se insinuar, para serem vistos como heróis, independentemente da outra parte não gostar, aceitar ou serem os alvos, por norma quem fica sempre mal sem conseguir demonstrar é a pessoa visada.  Por isso é que achei bem a Hannah, ter deixado bem claro quem eram os "culpados" e quais os seus actos inconsequentes, por mais que não seja para que jamais voltem a ser repetidos a outras pessoas. Muitas vezes estas pessoas não conseguem exprimir a sua dor e vão acumulando situações que culminam em tragédias ou em revolta, raiva e ódio.

 

Mesmo assim, aconselho a lerem este livro como se fossem adolescentes, para poderem entrar ao máximo na pele da protagonista, muitas das vezes temos a tendência de analisar as situações como adultos que somos, esquecendo que a adolescência é uma caixinha de surpresas sempre em constante mudança e que basta um pingo de água para fazer crer que de uma tempestade se trata.

 

Tal como foi referido no livro, também acho que o suicídio ainda é um assunto tabu, todos sabem, alguns até pensam, mas ninguém quer discutir, porque acham sempre que quem comete tal acto é que não soube gerir a pressão e será sempre visto como um fraco.

 

Por mais que se queira, não é fácil exprimir a revolta, não é fácil dizer não quando "temos" de dizer sim para não ser excluído, não é fácil ser forte quando já estamos na merda e continuamos a caminhar como se estivesse tudo bem, não é fácil ter de sorrir quando já só queremos chorar, não é fácil abrir os olhos quando já só pensamos em fechá-los, enfim, não é fácil ser a pressa quando o(s) predador(es) coloca(m) as suas garras de fora.

 

Para mim é sempre um martírio ler sobre o suicídio, alguns livros não conseguem abordar a questão de forma convincente, outros (como este) conseguem fazer com que nunca me esqueça de que há muitos anos atrás, também eu fui uma "fraca"...

 

 Trailer da adaptação (série):

Quero muito ver a série, assim que tiver oportunidade, apesar de ter gostado do livro, algo, me diz que vou adorar ainda mais a adaptação.

 

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Jay Asher é um californiano nascido a 30 de Setembro de 1975. Tem trabalhado como livreiro e bibliotecário público, o que foi sem dúvida determinante para o início da sua carreira de escritor. 


"Por Treze Razões" é seu primeiro romance que discretamente se tornou um bestseller, por um verdadeiro fenómeno de passa-palavra, permanecendo durante um total de 45 semanas nas listas de vendas do New York Times. 

Um livro que a imprensa especializada não deixou passar despercebido, contando já com vários prémios e distinções.

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publicado às 19:01

Palavras (quase) perfeitas… "Liberdade"

por Tânia Tanocas, em 29.04.17

A palavra do mês de Abril para o desafio "Palavras (quase) perfeitas" não podia ser mais apropriada e justa.

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Nota Importante: Este exercício foi elaborado em 2016 para um trabalho do IEFP, no âmbito da conclusão do 12º ano. Acho que se adequa ao tema em questão e continua a ser a minha opinião e visão sobre o mesmo. 

 

"-Ela é tão livre que um dia será presa.
- Presa porquê?
- Por excesso de liberdade.
- Mas essa liberdade é inocente?
- É. Até mesmo ingénua.
- Então porquê a prisão?
- Porque a liberdade ofende."

Clarice Lispector 

 

 

O que é para si a Liberdade?

Liberdade para mim é uma condição humana (nem sempre adquirida) que se rege pelos actos, condições e limites, sem que haja a interferência de terceiros sobre essas acções, quer sejam elas boas ou más. Limites esses que muitas vezes são adquiridos (limites morais) e outros impostos (limites absolutos), desafiando o ser humano à sua constante superação.

Liberdade é a possibilidade de fazer o que se quer e de não fazer o que não se quer, é ter-se a oportunidade de escolher conforme as normas sociais, ou o poder de lutar para que sejam mais abertas referente à realidade actual. 

 

Todos os seres humanos são livres?

Acho que não, isso depende do contexto onde essas pessoas estão inseridas, quer sejam elas razões sócio culturais, profissionais, religiosas, muitas das pessoas profissionalmente não são livres, estão numa situação quase que imposta, por exemplo veja-se o caso dos licenciados, muitos deles estão a trabalhar em caixas de supermercado, será que foram livres de escolher? É claro que não, foram arrastados pela necessidade de ganhar sustento para as obrigações do seu dia-a-dia e de não haver colocação na sua área de trabalho. Veja-se também o caso em ambiente cultural e religioso, nomeadamente a cultura islâmica, na minha opinião também eles não são um povo livre, são regidos pelo Alcorão e é a própria religião e sociedade que os impute um lema de vida e que os incentiva desde que nascem, não sabendo viver de outra maneira, estão de tal maneira ofuscados pela “sua” liberdade que não aceitam, nem compreendem a maneira de ser livres das outras sociedades.

 

Qual a relação entre a liberdade e a dignidade do ser humano?

A liberdade e dignidade complementam-se, com base no reconhecimento enquanto ser humano.

Apesar de achar que dignidade é uma condição emocional que todos sentimos e necessitamos que já reconhecida por termos feito ou adoptarmos um certo comportamento bem-sucedido, basicamente é o respeitar e ser respeitado. Se não houver liberdade o ser humano sente-se reprimido e deixa de haver esse estado emocional, levando a que não haja motivação e até a consciência da sua dignidade. A contraposição da liberdade à dignidade constitui a desconsideração do ser humano no seu todo. A liberdade sem dignidade é uma liberdade “sem rei, nem roque”, em que se usufrui de uma coisa, sem a consciência do bem ou mal que se possa acarretar esses actos. No caso de haver confronto, ou falta de por exemplo a liberdade, deve-se dar-se valor ao respeito da dignidade.

 

Considera-se livre? Porquê?

Na sua vida quotidiana podia ter mais liberdade? Porquê? Em que sentido?

As pessoas, na nossa sociedade, devem ter a liberdade que já têm, ter mais liberdade ou ter menos liberdade?

Na minha opinião, acho que nem eu, nem ninguém é totalmente livre, devido a várias condicionantes impostas no dia-a-dia, especificamente determinações do tipo biológicos, psicológicos, económicos e social, apesar de no geral me sentir livre, sinto que essas limitações muitas das vezes travam a minha liberdade, nomeadamente a opinião dos outros, as obrigações que tenho de realizar diariamente, as responsabilidades familiares, mas será que se não existisse essas limitações, seria mais livre? Talvez não, acho que estamos constantemente a querer aquilo que não temos e insatisfeitos com o que conquistamos, não conseguimos ser livres dos nossos caprichos, mas somos livres para os conquistar, por isso, só nos sentimos livres quando as nossas necessidades não são satisfeitas. Será que ser livre é a procura constante do não temos? Acho que sim, só me considero livre se tiver um objectivo e espaço suficiente para o alcançar, no meu quotidiano se a minha liberdade for afectada durante essa procura, a minha liberdade é posta em causa, por exemplo se não me apetecer vir às aulas sei que a minha liberdade é limitada pelo número de faltas e isso vai trazer consequências, mas será que essa limitação não é uma obstrução necessária? Sim, é necessária, porque senão não havia regras na sociedade o ser humano fazia só o que lhe apetecia, seja com regras há quem não as cumpre e muitas das vezes é o descalabro total, então imagino o que seria da humanidade se não houvesse essas limitações da liberdade. A maioria das sociedades pode dar-se por satisfeita porque sabem o que é viver em liberdade, na minha opinião quem é livre não pensa na liberdade, só os escravos e os oprimidos pensam em liberdade, embora não façam a mais pequena ideia do que é.

Hoje em dia a nossa sociedade mistura liberdade com falta de responsabilidade e até falta de valores humanos e educacionais, tem de haver uma capacidade de nos guiar, de acordo com os nossos valores em paralelo com a sociedade, se agirmos em desrespeito com os outros, estamos a afectar a sua liberdade.

Por isso continuo a achar que a liberdade é a constante procura do que não se tem, os meus antepassados queriam uma liberdade, a minha geração quer mais do que eles conquistaram e há-de vir outros que quererão ainda mais liberdade.

 

Uma pessoa sem recursos económicos é livre? Justifique a resposta.

Hoje em dia, infelizmente atravessamos uma crise económica, mas será que não houve sempre essas dificuldades? É claro que sim, mas a maneira de as contornar é que eram diferentes, antes não havia tantos recursos, tantas necessidades, a maior parte delas impostas pela sociedade, era-se livre com o que se tinha, actualmente a maioria da sociedade só vê a liberdade condicionada simplesmente como um fim a obter bens materiais, esquecendo-se de que ser livre é muito mais do que aquilo que podemos “tocar”, adquirir.

Neste momento sinto-me um pouco limitada e oprimida em termos monetários, mas não deixo de ter a minha liberdade, isso depende muito de como fomos educados e como nos comportamos, face às necessidades. Veja-se o caso dos sem-abrigo, muitos deles não têm nada (comida, tecto para viver), vivem à custa da generosidade e voluntariado da sociedade, mas quando alguém se oferece para os inserir na sociedade impondo-lhes algumas regras a maioria não aceita e nem conseguem viver assim. Conheço o caso de uma família que tem 5 filhos, vivem numa habitação sem condições (não pagam renda, a casa foi cedida por caridade), não têm sequer um frigorífico para acondicionar bens de primeira necessidade para os filhos (leite) e recebem apoios monetários do estado e a ajuda de terceiros. Alegam que não têm condições económicas para os bens de primeira necessidade, mas têm telemóveis topo de gama, os miúdos têm consolas de jogos portáteis, tablet, etc. Que educação e valores estão a passar para os filhos ao viverem assim? Na minha opinião estão presos aos bens materiais impostos pela sociedade, negligenciando que o futuro dos filhos vai depender do que aprendem. Resumindo não deixam de ser livres, simplesmente vivem condicionados aos valores em que acreditam no momento (hoje tenho, amanhã, logo se vê!!!).

 

E para vocês, o que é que a palavra Liberdade vos transmite? 

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publicado às 16:46

Segunda leitura do desafio #livrosnoecra

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Opinião:

Tenho a certeza de que não existe ninguém que não conheça a estória deste livrinho, começamos logo a conta-lo às nossas crianças, nas escolas ensinam o significado destas palavras, é presença quase essencial em qualquer biblioteca particular e acima de tudo, uma pequena fábula carregada de muitas conclusões e interpretações sobre as acções e comportamentos do ser humano.

 

A Bela e o Monstro foi originalmente escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, em 1740, esta primeira versão incluía mais de cem páginas envolvendo uma fera genuinamente selvagem, mas em 1756, Jeanne-Marie LePrince de Beaumont sintetizou e transformou a obra original.

 

O conto é bastante curtinho, contém o essencial, mas quem visualizar qualquer das várias adaptações cinematográficas vai denotar algumas diferenças e até a falta de vários indícios que não estão contados no livro.

A primeira situação é que só vamos descobrir como o monstro surgiu no final, depois em nenhum momento temos objectos falantes que animam a Bela, não sabia que Bela tinha mais cinco irmãos (duas irmãs e três irmãos) e não existe nenhuma rebelião de populares para atacar o monstro.

 

Tirando estas pequenas diferenças o livro lê-se com bastante afinco e as ilustrações de Aurélie de Sousa dão um toque especial a esta leitura, a comprovar que não são só as crianças que se deliciam com estas estórias, sem dúvida uma fábula para reler até saber a estória na ponta da língua. 

Ganância, humildade, simplicidade, perseverança, dedicação, amor e amizade, são os pontos fortes desde conto, que em tão poucas páginas nos transmite uma enorme lição.

 

“Corrigimo-nos do orgulho, da cólera, da gulodice e da preguiça; mas só um milagre regenera um coração mau e invejoso.”

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Jeanne-Marie LePrince de Beaumont.JPG

 

 

Jeanne-Marie Leprince de Beaumont (1711 – 1780), professora de Francês, jornalista e escritora. Foi a autora de inúmeros contos para crianças e jovens. É considerada uma das primeiras autoras deste género literário na Europa.

 

 

 

Trailer "A Bela e o Monstro" (1991)

Adaptado, cinematografado e encenado inúmeras vezes, o conto apresenta já diversas versões, a mais recente estreou este ano (2017), a mais antiga surgiu em 1946, mas a minha preferida continua a ser a adaptação de 1991.

De salientar que apesar de gostar desta fábula, os meus contos favoritos continuam a ser Branca de Neve e a Cinderela. 

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publicado às 22:04

Projecto de Maio... #adaptações

por Tânia Tanocas, em 25.04.17

Projecto de Maio, #adaptações, idealizado pela Dora do canal “Book and Movies”

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Imagem daqui 

Achei curioso porque este projecto vai dar continuidade ao desafio #livrosnoecra que está a decorrer este mês da autoria da Daniela do blog Mente Literária, e que eu estou a participar (mesmo que a conta gotas ).

 

Sendo assim vou continuar a fazer leituras relativo ao tema, até porque (felizmente) existe muita oferta cá por casa e é sempre uma forma de conseguir “despachar” essas leituras “encalhadas”. 

 

Dos livros da TBR da Dora, tenho estes:

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Como é habitual não vou fazer nenhuma TBR, vamos ver o que o tema me vai levar a ler durante o mês 

 

Apesar de não fazer nenhuma TBR, admito que estes desafios me ajudam imenso, principalmente na escolha das leituras, já não fico infinitos minutos em frente às estantes na indecisão de escolher o que ler 

Vou usar as duas # (#adaptações e #lernoecra), pois como se enquadram os dois no mesmo tema, acho justo continuar a divulgar os dois projectos e porque não os prolongar durante o resto do ano! 

 

E vocês têm muitas #adaptações para #livrosnoecra

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publicado às 16:03

"Rapid Fire Book Tag"

por Tânia Tanocas, em 24.04.17

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Tag, vista e retirada daqui, a Cristina também tem o blog Books&Beers.

 

1. Ebook ou livro físico?
Livro físico (sempre que possível), mas não tenho problemas em ler ebook, nas noites de insónia, para não incomodar o companheiro, são os ebooks que me salvam. 

 

2. Paperback ou hardback?
Gosto dos livros em hardback, mas se não tiver não faço drama ou procurar desesperadamente.

 

3. Loja online ou loja física?
Loja online sem dúvida, fazem mais promoções e descontos do que as lojas físicas.

 

4. Trilogias ou séries?
Séries, mesmo que exista um "fio condutor", pode-se saltar livros sem grandes problemas.

 

5. Heróis ou vilões?
Heróis que procurem e punem vilões. 

 

6. Um livro que queres que toda a gente leia!
"Cidade de Ladrões" de David Benioff.

 

7. Recomenda um livro subvalorizado!

Qualquer um de Guillaume Musso.

 

8. O último livro que terminaste de ler?

"Homens, Mulheres & Filhos" de Chad Kultgen

 

9. O último livro que compraste?
"O Diário de Helga" de Helga Weiss

 

10. A coisa mais esquisita que já usaste como marcador de livros?

Fios do meu cabelo. 

 

11. Livros usados: sim ou não?
Sim, nos últimos tempos é assim que tenho arranjado os meus livros.

 

12. Top 3 de Géneros preferidos!
Thriller, Drama, Romance.

 

13. Emprestado ou comprado?
Comprado, não gosto de emprestar, nem de pedir emprestado.

 

14. Personagens ou enredo?

Gosto mais do enredo, por vezes há personagens que não me cativam, mas se o enredo for bom, até me esqueço desse pormenor. 

 

15. Livros longos ou curtos?
Os livros longos intimidam-me, mesmo que muitas das vezes o que custe é iniciar. A média de páginas dos meus livros são 300 páginas.

 

16. Capítulos longos ou curtos?
Capítulos curtos, parece que nos agarra mais ao livro do que os capítulos longos.

 

17. Nomeia os três primeiros livros de que te lembrares!
"O Rouxinol", "Vozes de Chernobyl" e "A Amiga Genial"

 

18. Livros que te façam rir ou livros que te façam chorar?
Livros que me fazem chorar, não tenho preconceitos em verter lágrimas ao ler, é sinal de que a leitura tocou nos meus sentimentos mais escondidos.

 

19. O mundo real ou mundos fictícios?
Gosto muito do Mundo Fictício, mas ultimamente tenho adorado ler cada vez mais sobre o Mundo Real, mas têm de ser temas que me cativam.

 

20. Audiobooks: sim ou não?
Não.

 

21. Costumas julgar o livro pela capa?
Infelizmente sim, pois por vezes perco excelentes leituras e vice versa.

 

22. Adaptações para cinema ou adaptações para TV?
Tanto faz, gosto dos dois.

 

23. Um filme ou série que preferiste ao livro?
Filme "Coraline", Série "O Exorcista".

 

24. Séries ou livros individuais?
Livros individuais, sou preguiçosa em seguir séries, por vezes dou por mim a baralhar tudo. 

 

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publicado às 19:35

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