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Aquisições Literárias... Maio

por Tânia Tanocas, em 31.05.17

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Cada livro comprado no OLX por 1€ (cada)

 

Há muito que queria fazer esta colecção da Sophia de Mello Breyner Andresen, já os li a todos e são livros que me reportam para a minha infância, falta adquirir "O Cavaleiro da Dinamarca" que vai ficar para outra oportunidade, já que a pessoa a quem comprei só tinha estes. 

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Ando muito curiosa para conhecer a escrita do Possidónio Cachapa, o mês passado adquiri o "Materna Doçura", (que ainda não li) e este mês consegui o "Segura-te ao Meu Peito em Chamas" também por 1€.

"Filhos do Abandono" comprei em leilão no Facebook por 5.50€.

A pechincha do mês foi o "Abraço" do meu "adorado" José Luís Peixoto por 3€. 

 

Este mês até que não foi muito mal, mas estou já a pensar na Feira do Livro de Lisboa, nem quero pensar na desgraça do próximo mês, ou talvez não!...  

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publicado às 16:58

Myself... #3

por Tânia Tanocas, em 26.05.17

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publicado às 22:26

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Opinião:

Não é novidade que gosto deste género de leituras, o espanto é que foi a primeira vez que realmente um relato desta natureza mexeu comigo, por isso desde já quero alertar, que este livro não é mesmo para qualquer pessoa, o livro é curto, mas recheado de factos completamente desumanos e inconcebíveis, ao chegar à página 34 tive mesmo de fechar o livro e ir espairecer.

 

Dá-me a sensação de que Lygia ao escrever este livro tão curto, não quis estar constantemente a contar as mesmas atrocidades que sofreu, ela própria comenta que não queria ser repetitiva, até porque tem a sensação de que novamente ninguém acreditará nela, mas acho que as 144 páginas são mais do que suficientes para valorizar todo o sofrimento que esta mulher passou, principalmente a coragem que teve em falar e escrever.

 

Tenho uma enorme consideração por quem passou por qualquer tipo de violência, não imagino o que sentem estas pessoas quando os seus abusadores saem impunes, neste caso, não imagino o que Lydia sentiu quando os seus carrascos não tiveram a punição devida. 

 

Lydia Gouardo e os irmãos, sofreram nas mãos do (presumível) pai e madrasta, as piores maldades que possam passar por uma mente completamente maluca. 

Bruno de 7 ano, Nadia de 3 e Lydia de 4, têm o mesmo sobrenome que o pai, mas o primeiro contacto que tiveram com ele foi no momento em que foram retirados à força de uma família de acolhimento e levados para aquele que seria o seu futuro infernal.

 

As crianças desde logo vão saber qual o peso de serem maltratados, um maltratar doentio, completamente fora da nossa imaginação...
As crianças não vão à escola, não têm contacto com ninguém, submetidas frequentemente à fome, à sede, violência sexual, psicológica. O velho e a velha (como as crianças lhes chamam) são pessoas que sabem bem como afastar os olhares mais coscuvilheiros, até como intimidar as pessoas que tentem abordar a sua vida, chega inclusive a apelidar Lygia de maluca e deficiente para os médicos.

 

A parte que menos gostei, a determinada altura, Bruno foge e mais tarde resgata a irmã Nadia, deixando Lygia para trás, ambos já são maiores de idade, poderiam ter auxiliado a irmã, mas nenhum aparece... 
Percebo a influência do pai e até o pânico que sentiriam dele, mas não consigo imaginar deixar o meu irmão às mãos de um casal de monstros e levar a minha vida como se já estivesse tudo bem, talvez a vida de Lygia tivesse tido um rumo bem diferente se os irmãos tivessem-se unido contra tudo e contra todos.

 

Lygia tentou de tudo para se fazer ouvir e tentar parar aquele martírio, falou com polícias, morou ao pé de técnicas sociais, teve internada em hospitais, (pelo menos 8 vezes), teve vizinhos que ouviam os seus gritos, súplicas e choros, durante 28 anos Lydia tentou abrir os olhos de quem não queria ver, mas em troca só recebeu o silêncio dos outros.

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Lydia Gouardo nasceu em 1962. Durante vinte e oito anos de cativeiro, teve seis filhos do homem a quem chamava pai. Só com a morte deste alcança a liberdade.

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publicado às 17:04

Primeira leitura do desafio #adaptações

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Opinião:

Há medida que ia lendo esta estória, (mesmo que em quase nada se assemelhe) lembrei-me do filme "Torino" e da representação de Clint Eastwood, um homem amargurado que tem uma estima fervorosa ao seu carro do que às pessoas que o rodeiam.

 

Não foi fácil sentir empatia com o Ove, apesar de tentar compreender ao máximo os seus argumentos, a sua revolta, amargura e até algumas más maneiras fizeram com que repudiasse ao máximo esta personagem. Achei o enredo e a forma como foi contada a estória bastante verosímil, com uma mensagem bastante forte, em suma uma bonita lição de vida.

 

Ove, tem 59 anos e é confrontado com a "proposta" de uma reforma antecipada, a partir daqui tudo se desenrola de uma forma bastante revoltosa para ele. O que vai fazer com as horas do dia, lhe parecem segundos e teimam em passar lentamente, tudo é motivo para ele fazer uma reivindicação, não encara o modo de vida dos seus vizinhos de forma normal, é bastante autoritário e prima pela disciplina.

 

Tudo isto é o reflexo de uma vida vivida à custa de muitos trambolhões, enganos, incompreensões, cujo único amparo e benevolência é a sua esposa mas até isso deixa de existir cedo demais.

Apesar de tudo, Ove nunca deixa de ser presunçoso, antipático, sovina, mas vai conseguir sentir a força dos afectos, a importância da amizade, mas jamais renunciara às suas convicções.

 

Achei curioso ler este livro depois de ler o "Por Treze Razão", pois se num temos uma adolescente que não consegue lidar com as repercussões dos actos na sua vida, neste livro temos um homem amargurado porque também ele passou por bastantes provações, a única diferença é que a adolescente opta por terminar com a sua vida, e Ove cria uma espécie de capa para lidar com as suas vicissitudes, tornando-o num homem insociável.

Se Hannah Baker tivesse conseguido criar a sua capa protectora e seguido a sua vida, talvez quando fosse mais velha teria sido um Ove em versão feminina! De facto é impossível não pensar...

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Trailer da adaptação (2017):

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Fredrik Backman é um blogger, colunista e escritor sueco. Este seu romance de estreia tornou-se um bestseller imediato na Escandinávia e já vendeu mais de 5 milhões de exemplares em todo o mundo, encontrando-se traduzido em 43 línguas. 

Entre outros, venceu em 2017 o Vision’s Author of the Year Award. A adaptação cinematográfica pelo realizador Hannes Holm granjeou duas nomeações para os Óscares de 2017, incluindo a categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

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publicado às 16:22

Myself... #2

por Tânia Tanocas, em 18.05.17

 

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publicado às 17:05

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