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Opinião:

Quem viu o filme "A Lista de Schindler" vai de certeza reconhecer o personagem deste livro. O seu nome é Leib Lejzon, embora seja conhecido como Leon Leyson, um dos sobreviventes de Oskar Schindler.

 

O objectivo deste livro é de certa forma um agradecimento a Oskar, o autor tem esperança que ele se torne parte integrante da nossa memória, tal como ele foi parte integrante da dele.
Mas não só, Leon quer partilhar a história da sua vida e de como ela se cruzou com a de Schindler, por isso o livro inicia com a apresentação da sua família e como eram os tempos antes e durante a guerra, no geral todos os que puseram as suas vidas em perigo para salvar a sua merecem aqui um reconhecimento, aos olhos de Leon todos são heróis.

 

Foi a primeira vez que li o relato de alguém que (sobre)viveu num gueto, apesar de não ser um relato longo tem o essencial para perceber as condições desumanas a que eram sujeitos.

 

É incrível as voltas que deu a vida do autor, o que teve de passar até ao dia em que foi incluído na lista de Schindler, como tantos judeus sofreu para poder sobreviver e com uma escrita bastante acessível temos bem a noção de como foi o sofrimento destas vítimas, que Leon teve uma segunda oportunidade e que a aproveitou da melhor forma possível constituindo uma família.

 

Na minha opinião este livro é mais uma excelente opção do Plano Nacional de Leitura o livro é recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma, com descrições na medida certa em termos de sensibilidade, vai com toda a certeza fazer os nossos jovens (e adultos) terem a noção e compreenderem o que foi o Holocausto, contado por um sobrevivente que infelizmente já faleceu, mas que deixou este relato para jamais ninguém se esquecer.

 

"Aos olhos dos nazis, nós, judeus, éramos um único grupo odiado, o exato oposto do ideal louro e de olhos azuis dos «arianos» puros. Na realidade, esse alegado contraste não era de todo real. Muitos judeus tinham olhos azuis e cabelo loiro, e muitos alemães e austríaco, incluindo Adolfo Hitler, tinham olhos e cabelos escuros. Mas o dogna nazi metia os judeus todos no mesmo saco, como o odiado inimigo dos arianos. Para eles, ser judeus não tinha a ver com aquilo em que acreditávamos, mas com a nossa alegada raça.
Aquilo não fazia sentido para mim e cheguei a perguntar-me como podiam os próprios nazis acreditar em tais condições. Se se tivessem dado ao trabalho de olhar realmente para nós, teriam visto seres humanos tal e qual como eles: alguns com olhos azuis, alguns com castanhos. Teriam visto famílias tal e qual como as suas: filhos e filhas, mães e pais, médicos, advogados, professores, artesãos e alfaiates, indivíduos de todas as classes."

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Leon Leyson (1929-2013), de seu verdadeiro nome Leib Lezjon, nasceu a 15 de Setembro de 1929, em Narewka, uma cidade a nordeste de Varsóvia. Após a Segunda Guerra Mundial, passou três anos num campo de refugiados perto de Frankfurt, na Alemanha. Partiu para os Estados Unidos em 1949, onde se radicou. Alistou-se no Exército durante a Guerra da Coreia e mais tarde tornou-se professor de artes industriais no ensino secundário em Hunting Park, na Califórnia, profissão que exerceu durante 39 anos. Foi distinguido pela Universidade Chapman pelo seu trabalho de educador e na sua qualidade de testemunha do Holocausto. Faleceu no início de 2013, um dia depois de entregar o manuscrito final deste livro à editora.

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publicado às 22:30

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Opinião:

Aproveite a disponibilidade do autor, que gentilmente colocou à disposição dos leitores este livro em formato ebook, em troca pediu que os leitores dessem uma opinião deste seu trabalho.

 

A verdade é que comecei a ler e só parei no fim, a vontade de saber o que acontecia a seguir fez com que devorasse a estória em algumas horas, só por isto o autor já conquistou a minha atenção.

Achei o enredo bastante arriscado e eu que até gosto de finais felizes, estava a torcer para que o desfecho fosse o mais infeliz possível.

 

Se algum dia me passar pela cabeça (espero bem que não) cometer um homicídio já tenho aqui dicas que não posso desprezar, algumas nem me passavam pela cabeça, por isso fiquei a pensar que eu seria uma assassina fácil de apanhar. Não tenho dúvidas de que é preciso muito sangue frio para se matar, houve momentos em que senti essa frieza do assassino e isso só acontece quando um autor consegue criar personagens fortes que me cativam.

 

Quantos de nós não vibrava, ou ainda vibra com séries de televisão tipo CSI, pois é, ali aparece sempre um fio de cabelo, uma unha, uma beata, uma patilha mascada, etc, tudo no sitio certo para apanhar o assassino, mas aqui tudo é diferente não é a televisão, é apenas uma possibilidade da realidade, por mais que o polícia, ou inspector tenha a certeza de que sabe quem é o assassino vê-se na encruzilhada de não o poder acusar por falta de provas.

 

Nota-se na sua escrita, a pouca "experiência", mas é com o tempo que se aprende a melhorar, existem aqueles autores experientes que escrevem um livro óptimo e depois é sempre a descair... Também achei que houve algumas repetições desnecessárias, tive pena de ter terminado como terminou, estive sempre à espera de uma reviravolta, mas ela nunca surgiu, (imaginei uma que até era capaz de ser interessante) e por fim acho que o autor tem que aprofundar mais as suas pesquisas para que a credibilidade daquilo que escreve crie impacto no leitor, sem o deixar com aquela sensação de que lhe estão a atirar areia para os olhos.

 

Não deixem de ler este "Manual de um Homicida", vão-se surpreender de como a realidade é tão injusta. Não hesitarei em acompanhar a evolução do autor, nunca se sabe que surpresas o futuro nos reserva. 

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Gonçalo J. N. Dias nasceu em Lisboa em 1977, é licenciado em Eng.ª do Ambiente e Recursos Naturais, em Castelo Branco. Vive actualmente no País Basco, Espanha. 
Em Fevereiro de 2016, lançou o seu primeiro romance: O Bom Ditador - O Nascimento de um Império. Primeiro livro de uma trilogia que foi o livro português mais descarregado em Amazon no mês de Abril. Em consequência, foi traduzido, até à data, a três  idiomas mais: Inglês, Espanhol, Italiano. 
Em Setembro lançou o seu segundo romance: Manual de um Homicídio. 
Actualmente está a trabalhar na 2ª parte do Bom Ditador. 
Além de ser um autor independente, é um perito em sobreiros e estudo de aves

 

Blog do autor

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publicado às 22:00

"O Júri" de John Grisham - Opinião

por Tânia Tanocas, em 31.10.17

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Opinião:

Não sou grande fã de advogados e situações que envolvem tribunais e julgamentos, mas quando vi que envolvia um caso contra as tabaqueiras fiquei logo interessada.

 

Como cliente habitual das tabaqueiras, fiquei bastante interessada nas alegações da defesa e da acusação e tal como os jurados houve momentos que me empolguei e outros em que não consegui afastar o tédio.

 

O problema é que houve muita marosca (dentro e fora daquele tribunal) que me deixou ainda mais desacreditada com a justiça. Felizmente nunca tive problemas judiciais, espero nunca os ter, porque a minha confiança está em limites muito fraquinhos.

 

Gostei do desfecho final, é caso para se dizer que se fez justiça, mesmo que tenha sido manipulada.

 

Há medida que lia o livro, ficava com a sensação de já ter visto estas situações em algum lugar, e não me enganei, este livro deu origem a um filme (já visualizado à alguns anos) com o mesmo nome, protagonizado por John Cusack, já não me lembrava do filme, só um ou outro flashback que em nada afectou o decorrer da leitura.

 

"A nicotina cria dependência. A dependência significa lucro. A sobrevivência do tabaco depende de cada geração adquirir o hábito."

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John Grisham, nasceu no Arkansas a 8 de Fevereiro de 1955. Antes de se tornar escritor a tempo inteiro licenciou-se em Direito, exerceu advocacia e tornou-se profundo conhecedor do sistema jurídico americano. Inspirou-se na sua experiência profissional em toda a sua obra literária que se inicia em 1989 com a publicação de Tempo de Matar. É autor de vinte e três romances.
Com mais de 250 milhões de exemplares vendidos e traduzido para mais de 29 línguas, é um autor que ocupa permanentemente os lugares cimeiros nas listas dos livros mais vendidos. A sua enorme popularidade e a mestria da escrita fazem de John Grisham um autores com intensa actividade na escrita de guiões cinematográficos e de séries televisivas.

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publicado às 21:45

"O Terceiro Gémeo" de Ken Follett - Opinião

por Tânia Tanocas, em 31.10.17

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Opinião:

Genética e tecnologia, dois ingredientes que não me entusiasmam, mas que mesmo assim se revelaram interessantes para me agarrar ao livro. Dei comigo até a pensar até que ponto a ficção se mistura com a realidade.

 

Jeannie estuda a hipótese de a criminalidade ser genética, para corroborar a sua tese faz estudos em gémeos que se oferecem voluntariamente. Aquando um incêndio a sua amiga Lisa é violada, tudo toma proporções drástica quando Lisa identifica o violador, um conhecido de Jeannie.

 

A firma onde Jeannie elabora a sua investigação está prestes a fazer uma parceria milionária, poderá as antigas investigações comprometer esta ligação?

 

Tudo se desenvolve de uma forma avassaladora e imprevisível, é nisto que o autor me fascina, torna um tema delicado numa investigação que não deixa ninguém impune, colocando até questões bastantes delicadas.

 

Foi uma agradável surpresa e estou ansiosa para ler mais livros do autor.

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Ken Follett nasceu a 5 de Junho de 1949, em Cardiff, no País de Gales, e licenciou-se em Filosofia no University College, em Londres. Começou a sua carreira como jornalista no South Wales Echo e, mais tarde, no London Evening News. Trocou a profissão de jornalista pela de editor e continuou a escrever no tempo livre. A sua primeira obra foi publicada em 1978 sob o título Eye of the Needle, um thriller que venceu o Edgar Award e deu origem a um filme. Vive em Londres com a mulher, a deputada Barbara Follett, e os seus dois Labrador retrievers. Tem estado associado a diversas associações para a promoção da literacia e da leitura; é membro da Welsh Academy e Fellow da Royal Society of Arts. Follett é um grande apreciador de Shakespeare e um músico amador.

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publicado às 21:32

"Pura Coincidência" de Renée Knight - Opinião

por Tânia Tanocas, em 30.10.17

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Opinião:

Muita parra, pouca uva... 

 

Não gostei da maneira como é narrado... Não senti empatia com nenhum dos personagens... Esperava outra coisa do enredo... Foi dos últimos tempos a leitura mais penosa que fiz...

 

Foi um livro que entrou e saiu da minha whish várias vezes, havia opiniões favoráveis e outras mais modestas, mas acabei por o adquirir por um preço jeitoso, queria ter a minha própria opinião e sinceramente a coisa não correu lá muito bem...

 

A estória até quase metade do livro, não desenvolve muito, depois parece que arranja asas e voa, mas quase que a despachar para chegar até ao fim...

 

O enredo e os factos apresentados até que não são maus de todo, mas não sei explicar, talvez tenha sido a maneira como a autora apresentou a narrativa, ou talvez eu não tenha apreciado a sua escrita, deixou-me com a amarga sensação de que deveria ter confiado mais nos meus instintos...

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Renée Knight trabalhou para documentários da BBC antes de se voltar para a escrita. Ela teve programas de TV e filmes encomendados pela BBC, Channel Four e Capital Films. Em Abril de 2013, formou-se na Faber Academy, escrevendo um romance. Mora em Londres com seu marido e dois filhos.

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publicado às 21:45

"O Jardim dos Segredos" de Kate Morton - Opinião

por Tânia Tanocas, em 30.10.17

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Opinião:

Tinha três livros na estante desta autora (O Segredo da Casa de Riverton, As Horas Distantes e O Jardim dos Segredos) nunca tinha lido nada da Kate e volta e meia ouvia boas opiniões acerca dos seus livros, li algumas opiniões e este foi o livro (que estava à minha disposição) que reuniu mais interesse.

 

Tenho de dar a mão à palmatória, de facto a autora consegue não só criar uma estória interessante, como prende a nossa atenção até não haver mais páginas para ler.
Gosto bastante dos enredos que nos transportam do presente ao passado e vice versa,  quando incluem estórias (segredos) de famílias é a cereja em cima do bolo.

 

Só tive pena que a verdade tivesse sido descoberta já tarde para alguns personagens. Houve também em determinados momentos que achei que a autora não desenvolvia, ou talvez fosse a minha ânsia de saber como tudo terminava.

 

Confesso que no fim pensei, se este era dos melhores livros da autora, como é que vou encarar os outros? Tenho de me lembrar (quando os ler) de não levar as espectativas muito elevadas.

 

Sem sombra de dúvidas uma autora que me surpreendeu, que me entusiasmou ao ponto de abrir o livro a cada instante livre, confesso que inicialmente as suas...., páginas me intimidaram, mas depois já só queria mais uma poucas para não me deparar com a palavra "fim"...

 

"Tens de aprender a destrinçar entre histórias e a realidade... Os contos de fadas costumam terminar demasiado cedo. Nunca mostram o que se passa depois, quando o príncipe e a princesa cavalgam para fora da página."

 

"...ninguém gosta verdadeiramente de manter segredos. A única coisa que torna um segredo divertido é saber que não se devia ter contado."

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Kate Morton cresceu nas montanhas do Sudoeste de Queenland, na Austrália. Licenciou-se em Teatro e, mais recentemente, em Literatura Inglesa. Kate vive com o marido e os dois filhos em Brisbane, num palacete do século XIX repleto de mistérios. Os seus livros estão publicados em 31 países.

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publicado às 21:35

"O Espaço Vazio" de Dick Haskins - Opinião

por Tânia Tanocas, em 30.10.17

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Opinião:

A estória começou bem, mas depois (a meu ver) foi perdendo alguma credibilidade. 

 

Logo na primeira página, em nota de autor é referido que a estória retratada no livro nunca foi enunciada em literatura policial, pensei logo que iria ser uma boa surpresa.

 

Não quero dizer que seja uma má estória, se calhar eu é que não achei grande piada à conclusão, se calhar até existem vários exemplos com a explicação deste caso, uma coisa é certa o autor em 1962 consegue explorar um caso que de certeza é pioneiro.

 

Acerca do enredo o autor pede que não sejam revelados pormenores e eu vou respeitar a sua vontade, deixando ao próximo leitor a oportunidade de julgar por si.

 

Sem dúvida que irei ler os próximos livros de Dick Haskins, apesar de não ter gostado desta estória, gostei muito da escrita do autor e isso é mais do que suficiente para não me sentir defraudada, além de que tenho um enorme respeito por estar diante da obra do autor português (vivo) mais internacional a partir da década de 60. 

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Dick Haskins (pseudónimo de António Andrade Albuquerque), nascido em Lisboa, a 11 de Novembro de 1929, e defensor do princípio de que um escritor nasce com a vocação para escrever, António de Andrade Albuquerque (que usou o pseudónimo de Dick Haskins nas obras do género policial) sentiu inclinação para a produção literária desde a adolescência.

Em 1961, foi editado pela primeira vez no estrangeiro – em Espanha e de seguida em diversos países da América do Sul, do Estados Unidos à Nova Zelândia, da Alemanha à Grécia, da África do Sul à Colômbia -, é certamente o mais internacional dos escritores portugueses.

Títulos como A Sétima SombraO Fio da MeadaFim-de-Semana com a Morte (adaptado ao cinema) ou O Último Degrau marcaram um percurso único no romance policial português.

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publicado às 21:33

"Um Amor Perdido" de Alyson Richman - Opinião

por Tânia Tanocas, em 29.10.17

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Opinião:

Tive conhecimento deste livro à pouco tempo e logo despertou a minha atenção, quando recebi este livro, uns dias antes de terminar "O Apelo do Anjo" fiquei com preguiça de ir escolher uma nova leitura aos que já estavam na estante (tarefa que implica algumas horas) e como estava já ali decidi pegar logo nele.

 

Até à página 107, foi um romance fofinho, que em nada me fez sentir desolada em comparação com outros livros acerca desta temática.

A estória é comovente e triste, mas faltou revelar mais pormenores da componente que originou este drama em milhões de pessoas, por incrível que pareça nem uma lágrima surgiu no decorrer da leitura, talvez o meu calejar em relação ao tema não me tenha deixado desfrutar a 100% deste livro, já li tanta coisa sobre II guerra mundial e holocausto, que começo a ficar "imune" quando os livros abordam o tema de uma maneira mais romântica.

 

A autora refere que numa ida ao cabeleireiro ouviu alguém comentar sobre a história de uma avó da noiva e o avô do noivo, que só se tinha conhecido no casamento, quase instantaneamente compreenderam que já tinham tido um passado juntos, esta conversa de cabeleireiro e outros exemplos de vida deram o mote para este romance.

 

Acredito que se o tivesse lido há alguns anos atrás teria com toda a certeza apreciado a sua estória, achei demasiado focado no romance do que propriamente nas atrocidades cometidas e vividas.
Mesmo assim foi uma leitura constante, a ânsia de chegar ao fim esteve sempre presente.

 

"Sempre nos disse que há dois tipos de mulheres. A primeira precisa da luz do diamante para brilhar, ao passo que a beleza da segunda é iluminada pela luz pura da sua própria alma."

 

"Tornara-me obstetra porque me fartara de ser perseguido pela morte. Havia qualquer coisa de tranquilizador no facto de as minhas mãos serem as primeiras a tocar num novo ser humano, ao ser trazido ao mundo. Anunciar uma nova vida ao mundo é um privilégio, garanto-vos, é um milagre, de cada vez que acontece."

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Alyson Richman é a autora de vários romances, mas só "Um Amor Perdido" está traduzido em Portugal. Os seus livros foram traduzidos para 20 línguas. Alyson gosta de viajar, cozinhar, andar de bicicleta e fazer balé. Actualmente mora em Nova York com o seu marido e dois filhos.

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publicado às 23:39

Projecto... "Christmas in the Books 2017"

por Tânia Tanocas, em 27.10.17

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O desafio vai decorrer entre 1 de Novembro de 2017 a 7 de Janeiro de 2018

 

Vocês nem imaginam a minha reacção quando vi este desafio, estas meninas têm cá uma imaginação. 

Das mesmas organizadoras do projecto "Book Bingo", que me acompanhou por todo o Verão, pois é, a Isa (vídeo), a Tita (vídeo) e a Sara (blog) organizam mais um desafio no grupo do Goodreads "Leituras Partilhadas", para que tenhamos uma época Natalícia mais livrólica e reconfortante... 

O desafio vai ter uma astag oficial - #Christmasinthebooks2017 (usar e abusar).

As regras também são as mesmas, as categorias são adequadas há quadra, vai haver três níveis de participação, mas a parte fofa do desafio é a interactividade que as moderadoras do grupo criaram para os leitores irem eliminando as etapas.

Nem por um momento hesitei em participar, vou até elevar a minha ambição e candidatar-me a "Duende Trabalhador" e propor-me a ler entre 10 a 14 livros. 

 

CATEGORIAS:

1| Árvore de Natal - A árvore de Natal é dos maiores símbolos natalícios presente na casa de pessoas de todo o mundo. Lê um livro sobre famílias

2 | Boneco de Neve - Neve é sinal de inverno. Lê um livro que te lembre o inverno.

3 | Posto dos Correios - É neste local a que chegam milhões de cartas de crianças a pedir os seus presentes de natal. Lê um livro epistolar (um livro em forma de carta).

4 | Estação Meteorológica - O inverno é uma estação do ano tempestuosa. Lê um livro que sai da tua zona de conforto.

5 | Casa do Pai Natal - A nossa casa é a nossa zona de conforto, o nosso espaço. Lê um livro perfeito para um dia frio e chuvoso.

6 | Celeiro das Renas - As renas são animais que ajudam o Pai Natal a distribuir os presentes por esse mundo fora. Lê um livro que fale de uma viagem.

7 | Fábrica dos Brinquedos - É neste local que são feitos os brinquedos para as crianças. Lê um livro em que as crianças sejam o ponto principal da história

8 | Casa dos Duendes - Os duendes são figuras mitológicas que ajudam o Pai Natal. Lê um livro que contenham algum elemento de fantasia.

9 | Biblioteca - Esta é a casa dos livros. Lê um livro sobre livros.

10 | Cozinha de Natal - É aqui se preparam as melhores iguarias e doces do Natal. Lê um livro que seja “doce” para ti. 

11 | Armazém dos Presentes - Aqui estão guardados os presentes para serem oferecidos às crianças na noite de Natal. Lê um livro que te foi oferecido. 

12 | Loja de Natal - No Natal gostamos de oferecer presentes aos nossos amigos. Lê um dos últimos livros que compraste. 

13 | Praça central - Esta é a cidade Natal dos Livros. Lê um livro que se passe no Natal.

14 | Pai Natal - O Pai Natal é uma das figuras mais emblemáticas do Natal em todo o mundo. Lê uma biografia ou uma história de vida. 

 

NÍVEIS:
Rena Trapalhona - 1 a 4 livros
Urso Polar - 5 a 9 livros
Duende Trabalhador - 10 a 14 livros

 

REGRAS:

Apenas conta um livro por cada categoria
Os contos individuais não são contabilizados
Podem ser contabilizados ebooks e audiobooks
São contabilizados apenas 1 Mangá/BD/GN
Desafio decorre de 1 de Novembro de 2017 e 7 de Janeiro de 2018
Objectivo: completar o máximo de categorias da Cidade Natal

 

Não se esqueçam de ir espreitar e interagir com a Cidade Natal... E vocês vão entrar no espírito natalício? Inscrevam-se aqui... 

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publicado às 21:42

Décima primeira leitura do #bookbingoleiturasaosol

Categoria: "Clássico Português"

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Opinião:

Esta categoria deu-me "pano para mangas", isto é, não foi fácil encontrar uma leitura que me enchesse as medidas (compreenda-se cérebro), a prova disso é que iniciei a leitura de dois livros e só à terceira é que decidi apostar neste...

 

Acho que ainda não estou madura o suficiente para encarar os livros e mensagens dos nossos escritores mais antigos e importantes, mas não desisto, há-de haver uma altura em que irei ter o prazer de fazer estas leituras.
Mas fiquei a pensar, se eu com 36 anos, não me seduz, nem compreendo (ainda) este tipo de livros, como é que querem que os nossos jovens gostem de ler, quando são obrigados a realizar (obrigatoriamente) estas leituras na escola?!

 

Mas vamos ao que interessa, este é um livro de contos de uma autora que eu adoro e admiro, pessoalmente, desconhecia que tinha no seu repertório livros deste género, porque Florbela Espanca é reconhecida pelos seus registos poéticos.

 

O primeiro conto, conquistou a minha atenção logo nas primeiras frases, uma alentejana a descrever a zona dos clérigos no Porto, para quem pensava que só iria encontrar contos de aldeia e planícies alentejanas fiquei bastante surpreendida.

 

O que já não me surpreendeu foi a nostalgia, angústia e até alguma frustração, melancolia e incompreensão da sua escrita, já o notamos nos seus sonetos e nestes contos também os encontramos bem presentes.

 

Composto por 18 contos, subdivididos em duas partes, em "As Máscaras do Destino" uma série de contos totalmente dedicados ao irmão, Apeles Espanca, que morreu tragicamente num acidente de aviação a 6 de Junho de 1927, "O Dominó Preto" é como que um reinicio para invocar a morte do irmão, mas também encontramos apontamentos biográficos em relação à sua maneira de ver o amor, escritos em diversas idades e com determinados temas e contextos, é inegável que houve uns que gostei mais do que outros, mas no geral Florbela Espanca não desapontou e adorei conhecer a escrita da autora sem ser na vertente poética.

 

Não é minha intenção analisar ao pormenor os escritos da autora, se nem os entendidos na matéria conseguem definir bem quem era a Florbela, eu de certeza que não vou arriscar a fazê-lo... Gosto de pensar que simplesmente, foi uma mulher que nasceu e viveu na época errada.

 

"A hipocrisia humana é um abismo sem fundo..." (Mulher de Perdição)

 

"As almas das poetisas são todas feitas de luz, como as dos astros: não ofuscam, iluminam..." (À Margem de um Soneto)

 

"Tantos anos esperara por ele em vão! E havia de rejeitar aquela esmola da vida, ela que dá tão poucas?!" (Amor de Outrora)

 

Um dos meus sonetos favoritos da autora:

Eu
Eu sou a que no mundo anda perdida, 
Eu sou a que na vida não tem norte, 
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte 
Sou a crucificada... a dolorida... 

 

Sombra de névoa ténue e esvaecida, 
E que o destino amargo, triste e forte, 
Impele brutalmente para a morte! 
Alma de luto sempre incompreendida!... 

 

Sou aquela que passa e ninguém vê... 
Sou a que chamam triste sem o ser... 
Sou a que chora sem saber porquê... 

 

Sou talvez a visão que Alguém sonhou, 
Alguém que veio ao mundo pra me ver 
E que nunca na vida me encontrou! 

 

Florbela Espanca, do "Livro de Mágoas" 

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Florbela Espanca (Vila Viçosa , 8 de Dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930)[1], baptizada como Flor Bela Lobo, e que opta por se auto-nomear Florbela d'Alma da Conceição Espanca , foi uma poetisa portuguesa. A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização, feminilidade e panteísmo.

 

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publicado às 23:31

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