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Opinião:

Uma autora de sucesso, não é a primeira vez que nos cruzamos, já tinha lido "O Mistério do Beco sem Saída", e gostei bastante, já não posso dizer o mesmo deste livro pois não me conquistou. Não fiquei fã do detective Pitt.

 

Quando existe alguém a desenterrar cadáveres todos ficam em alerta, principalmente quando um desses cadáveres é de um Lord abastado. Será uma forma de enviar uma mensagem para alguém ou talvez encobrir algo mais complicado!

 

Achei a estória com muitas personagens, com nomes tão pomposos que me deixou constantemente perdida, a única utilidade é que baralha por completo as hipóteses de desvendar o culpado e os motivos.

 

Mesmo assim gostei de conhecer os meandros da aristocracia de uma Londres vitoriana, a forma como desdenham dos mais desfavorecidos, a maneira prepotente de levar a vida, achei até interessante juntar e apresentar o lado mais fraco com o lado mais forte.

 

Não tenho mais livros da autora e sem querer desmotivar ninguém, para mim a experiência com a Anne fica por aqui.

 

"Todos nós temos facetas que preferimos não admitir. Facetas que racionalizamos com todo o tipo de argumentos que explicam por que razão são erradas nos outros mas perfeitamente justificadas no nosso caso."

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Anne Perry nasce em Outubro de 1938 em Londres e viveu no estrangeiro durante alguns anos, antes de se instalar na sua actual casa em Portahomack, na Escócia. 
É considerada uma das mais conceituadas escritoras da literatura policial das últimas décadas. No centro das suas histórias encontra-se a Inglaterra vitoriana, fechada como um casulo, num conjunto de rígidas regras de conduta social. 
Escreve duas séries distintas, uma protagonizada por Thomas Pitt, um detective da polícia de origem social modesta, e por Charlotte, uma jovem de boas famílias, e a outra pelo detective amnésico William Monk. Ambas as séries são inspiradas em personalidades da época e os casos em que os detectives se envolvem conservam reminiscências de crimes realmente acontecidos. Anne Perry desvenda-nos, de forma magistral, todo o complexo universo vitoriano.

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publicado às 13:00

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Opinião:

Arnaldur Indridason, já não é uma estreia para mim, li "A Voz", mas não fiquei muito gulosa, achei fraquinho no meio de tanto potencial, mas desejava dar ao autor uma segunda oportunidade e apesar do autor ter outro livro "O Mistério do Lago", este foi o escolhido para a derradeira segunda oportunidade.

 

Confesso que depois de várias leituras medianas, estava sedenta de uma leitura que me preenchesse e sem estar nada à espera eis que surge esta misteriosa estória que nos agarra quase sem darmos conta.

 

Mais uma vez o inspector Elendur é o nosso protagonista, depois de ter sido encontrado um osso humano vamos ter várias linhas de investigação, até porque o crime terá sido realizado à vários anos, tornando quase impossível de desvendar.

 

Em simultâneo com a investigação, Elendur vai travar uma dura prova na sua vida particular, a filha Eva vai lutar pela vida. Enquanto a investigação se revela um caso de violência doméstica e corrupção, Elendur vai também recapitulando a sua vida, até ao ponto de ruptura a que ela chegou.

 

Gostei muito deste livro, não só em relação ao tema, mas a maneira como ele é desenvolvido, houve momentos que pensamos que a conclusão está para breve, mas o autor consegue colocar o suspense até às últimas páginas. 

 

Não tenho mais livros do autor, mas fiquei bastante entusiasmada em ler mais. Não sei se os outros livros será uma continuação da relação familiar do protagonista, mas gostava muito de saber como é a continuação da sua vida pessoal.

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Arnaldur Indridason (Reiquejavique, 1961) é historiador, jornalista e crítico literário e de cinema. Durante vinte anos trabalhou para o Morgunbladid, o mais importante diário da Islândia, antes de se dedicar à escrita a tempo inteiro. Com traduções disponíveis em mais de quarenta línguas, os seus romances rapidamente se tornaram bestsellers. A sua vasta obra tem recebido inúmeros prémios, entre os quais se destacam o The Glass Key (2002 e 2003), atribuído pela Associação Escandinava do Romance Policial, e o CWA Gold Dagger.

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publicado às 17:30

"A Cidade Ilhada" de Milton Hatoum - Opinião

por Tânia Tanocas, em 01.11.17

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Opinião:

Este livro surgiu porque recentemente reeditaram um livro deste autor (Dois Irmãos), Milton Hatoum já conquistou variados prémios e queria muito conhecer a sua escrita e como este livro estava a um preço simpático não hesitei em o acolher.

 

Sinceramente não gostei, não me disse nada, nem tão pouco consegui tirar grandes ilações destes 14 contos. Estava com alguma curiosidade, gosto de ler sobre um Brasil mais rural, fugindo do reboliço das grandes cidades e da violência brasileira, mas tirando três contos que gostei (Varandas da Eva, Dois poetas da província e Encontros na península), uma ou outra frase interessante o resto foi muito penoso de ler e compreender.

 

Se surgir a oportunidade gostava de ler um livro do autor sem ser de contos, mas não faço grande questão, talvez quando o namorado ler o "Dois Irmãos" me entusiasme, ou perca de vez a vontade, conforme a sua opinião...

 

"E já não era jovem. A gente sente isso quando as complicações se somam, as respostas se esquivam das perguntas. Coisas ruins insinuavam-se, escondidas atrás da porta. As gandaias, os gozos de não ter fim, aquele arrojo dissipador, tudo vai se esvaindo. E a aspereza de cada ato da vida surge como um cacto, ou planta sem perfume. Alguém que olha para trás e toma um susto: a juventude passou. "

 

" Um jovem encara a velhice como se fosse uma pura abstração. E eu vejo a juventude como uma quimera... Um tempo quase fora de tempo. "

 

" A viagem, além de tornar o ser humano mais silencioso, depura o olhar. "

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Milton Hatoum nasceu em Manaus, em 1952. É autor dos romances Relato de um certo Oriente (Cotovia, 1999) e Dois irmãos (2000), ambos galardoados com o Prémio Jabuti, e publicados também nos Estados Unidos, Alemanha, Espanha, França, Grécia, Inglaterra, Itália, Holanda e Líbano.

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publicado às 10:00

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Opinião:

Quem viu o filme "A Lista de Schindler" vai de certeza reconhecer o personagem deste livro. O seu nome é Leib Lejzon, embora seja conhecido como Leon Leyson, um dos sobreviventes de Oskar Schindler.

 

O objectivo deste livro é de certa forma um agradecimento a Oskar, o autor tem esperança que ele se torne parte integrante da nossa memória, tal como ele foi parte integrante da dele.
Mas não só, Leon quer partilhar a história da sua vida e de como ela se cruzou com a de Schindler, por isso o livro inicia com a apresentação da sua família e como eram os tempos antes e durante a guerra, no geral todos os que puseram as suas vidas em perigo para salvar a sua merecem aqui um reconhecimento, aos olhos de Leon todos são heróis.

 

Foi a primeira vez que li o relato de alguém que (sobre)viveu num gueto, apesar de não ser um relato longo tem o essencial para perceber as condições desumanas a que eram sujeitos.

 

É incrível as voltas que deu a vida do autor, o que teve de passar até ao dia em que foi incluído na lista de Schindler, como tantos judeus sofreu para poder sobreviver e com uma escrita bastante acessível temos bem a noção de como foi o sofrimento destas vítimas, que Leon teve uma segunda oportunidade e que a aproveitou da melhor forma possível constituindo uma família.

 

Na minha opinião este livro é mais uma excelente opção do Plano Nacional de Leitura o livro é recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma, com descrições na medida certa em termos de sensibilidade, vai com toda a certeza fazer os nossos jovens (e adultos) terem a noção e compreenderem o que foi o Holocausto, contado por um sobrevivente que infelizmente já faleceu, mas que deixou este relato para jamais ninguém se esquecer.

 

"Aos olhos dos nazis, nós, judeus, éramos um único grupo odiado, o exato oposto do ideal louro e de olhos azuis dos «arianos» puros. Na realidade, esse alegado contraste não era de todo real. Muitos judeus tinham olhos azuis e cabelo loiro, e muitos alemães e austríaco, incluindo Adolfo Hitler, tinham olhos e cabelos escuros. Mas o dogna nazi metia os judeus todos no mesmo saco, como o odiado inimigo dos arianos. Para eles, ser judeus não tinha a ver com aquilo em que acreditávamos, mas com a nossa alegada raça.
Aquilo não fazia sentido para mim e cheguei a perguntar-me como podiam os próprios nazis acreditar em tais condições. Se se tivessem dado ao trabalho de olhar realmente para nós, teriam visto seres humanos tal e qual como eles: alguns com olhos azuis, alguns com castanhos. Teriam visto famílias tal e qual como as suas: filhos e filhas, mães e pais, médicos, advogados, professores, artesãos e alfaiates, indivíduos de todas as classes."

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Leon Leyson (1929-2013), de seu verdadeiro nome Leib Lezjon, nasceu a 15 de Setembro de 1929, em Narewka, uma cidade a nordeste de Varsóvia. Após a Segunda Guerra Mundial, passou três anos num campo de refugiados perto de Frankfurt, na Alemanha. Partiu para os Estados Unidos em 1949, onde se radicou. Alistou-se no Exército durante a Guerra da Coreia e mais tarde tornou-se professor de artes industriais no ensino secundário em Hunting Park, na Califórnia, profissão que exerceu durante 39 anos. Foi distinguido pela Universidade Chapman pelo seu trabalho de educador e na sua qualidade de testemunha do Holocausto. Faleceu no início de 2013, um dia depois de entregar o manuscrito final deste livro à editora.

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publicado às 22:30

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Opinião:

Aproveite a disponibilidade do autor, que gentilmente colocou à disposição dos leitores este livro em formato ebook, em troca pediu que os leitores dessem uma opinião deste seu trabalho.

 

A verdade é que comecei a ler e só parei no fim, a vontade de saber o que acontecia a seguir fez com que devorasse a estória em algumas horas, só por isto o autor já conquistou a minha atenção.

Achei o enredo bastante arriscado e eu que até gosto de finais felizes, estava a torcer para que o desfecho fosse o mais infeliz possível.

 

Se algum dia me passar pela cabeça (espero bem que não) cometer um homicídio já tenho aqui dicas que não posso desprezar, algumas nem me passavam pela cabeça, por isso fiquei a pensar que eu seria uma assassina fácil de apanhar. Não tenho dúvidas de que é preciso muito sangue frio para se matar, houve momentos em que senti essa frieza do assassino e isso só acontece quando um autor consegue criar personagens fortes que me cativam.

 

Quantos de nós não vibrava, ou ainda vibra com séries de televisão tipo CSI, pois é, ali aparece sempre um fio de cabelo, uma unha, uma beata, uma patilha mascada, etc, tudo no sitio certo para apanhar o assassino, mas aqui tudo é diferente não é a televisão, é apenas uma possibilidade da realidade, por mais que o polícia, ou inspector tenha a certeza de que sabe quem é o assassino vê-se na encruzilhada de não o poder acusar por falta de provas.

 

Nota-se na sua escrita, a pouca "experiência", mas é com o tempo que se aprende a melhorar, existem aqueles autores experientes que escrevem um livro óptimo e depois é sempre a descair... Também achei que houve algumas repetições desnecessárias, tive pena de ter terminado como terminou, estive sempre à espera de uma reviravolta, mas ela nunca surgiu, (imaginei uma que até era capaz de ser interessante) e por fim acho que o autor tem que aprofundar mais as suas pesquisas para que a credibilidade daquilo que escreve crie impacto no leitor, sem o deixar com aquela sensação de que lhe estão a atirar areia para os olhos.

 

Não deixem de ler este "Manual de um Homicida", vão-se surpreender de como a realidade é tão injusta. Não hesitarei em acompanhar a evolução do autor, nunca se sabe que surpresas o futuro nos reserva. 

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Gonçalo J. N. Dias nasceu em Lisboa em 1977, é licenciado em Eng.ª do Ambiente e Recursos Naturais, em Castelo Branco. Vive actualmente no País Basco, Espanha. 
Em Fevereiro de 2016, lançou o seu primeiro romance: O Bom Ditador - O Nascimento de um Império. Primeiro livro de uma trilogia que foi o livro português mais descarregado em Amazon no mês de Abril. Em consequência, foi traduzido, até à data, a três  idiomas mais: Inglês, Espanhol, Italiano. 
Em Setembro lançou o seu segundo romance: Manual de um Homicídio. 
Actualmente está a trabalhar na 2ª parte do Bom Ditador. 
Além de ser um autor independente, é um perito em sobreiros e estudo de aves

 

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publicado às 22:00


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