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Primeira leitura para o #bookbingoleiturasaosol

Categoria: "Esquecido na estante" 

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Opinião:
Dos 629 livros que tenho para ler (só em papel ), decidi que o livro 125 já estava à muito esquecido na estante e decidi pegar neste pequeno grande miminho.

Desengane-se quem achar que este é um livro "fofinho" que fala de um velho que só lê romances de amor, esta pequena novela, é como um estalada à civilização que se intromete e destrói aquilo que deveria preservar e adorar.

"António José Bolívar ocupava-se de as manter à distância, enquanto os colonos devastavam a floresta construindo a obra prima do homem civilizado: o deserto."

Primeiro, achei que é bastante educativo em termos de preservação das nossas florestas (neste caso, uma das mais importantes, a Amazónia), a fauna e a flora são tão, ou mais importantes do que o progresso, as pessoas caçam o essencial para sobreviver, vivem na pacatez do seu dia a dia, a sabedoria é imensa, não compreendem os colonos que por outro lado também não compreendem o estilo de vida dos habitantes destes lugarejos, muitas das vezes, para seu belo prazer devastam o sossego destes sítios sem terem a consciência de que o fazem...

António José Bolívar é um velho, que conseguiu sobreviver na floresta graças ao conhecimento que adquiriu ao longo da sua vida com os índios, vive numa pequena aldeia (El Idilio), onde duas vezes por ano o dentista Rubicundo Loachamín surge para "remediar" os pacientes das suas mazelas bucais, exactamente como o funcionário dos correios, que raramente leva correspondência para os habitantes.
É por ocasião de uma dessas visitas que se desenrola a acção, o humor sarcástico do médico, dá logo a entender a antipatia que sente em relação ao poder político, a sua condescendência para com os pacientes também não é a mais saudável, mas é dos poucos que aparece para lhes auxiliar em alguma coisa...
O velho António José Bolívar e o médico começaram uma ligação que se revelou bem mais importante do que qualquer valor monetário deste mundo, nesse dia algo acontece, e as consequências vão levar o velho a desfolhar o livro do seu passado e dar-nos a conhecer o seu conhecimento da floresta e amor pelos romances (só de amor).

O autor dedica este livro (que foi prémio Tigre Juan) a Chico Mendes, um dos mais lídimos defensores da Amazónia, que "a muitos milhares de quilómetros e de ignomínia um bando de assassinos armados e pagos por outros criminosos mais importantes, daqueles que usam fatos de bom corte, unhas cuidadas e dizem actuar em nome do «progresso», liquidavam a vida de uma das figuras mais destacadas e consequentes do Movimento Ecologista Universal."

Certamente, um autor que desejo continuar a acompanhar, pois a sua escrita é bastante audaz, com uma mensagem muito elucidativa e educativa.
De salientar que este livro faz parte do plano nacional de leitura, apesar de ter alguns relatos mórbidos que podem chocar, acho que se enquadra totalmente no contexto da preservação e impulsionadora para amar os livros.

"Quando havia uma passagem que lhe agradava especialmente, repeti-a muitas vezes, todas as que achasse necessárias para descobrir como a linguagem humana também podia ser bela."

"O prémio também é teu, e de todos os que hão-de continuar o teu caminho, o nosso caminho colectivo em defesa deste único mundo que possuímos."

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Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Da sua vasta obra (toda ela traduzida em Portugal), destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas Mundo do Fim do Mundo, Patagónia Express, Encontros de Amor num País em Guerra, Diário de um Killer Sentimental ou A Sombra do que Fomos (Prémio Primavera de Romance em 2009), por exemplo, conquistaram também, em todo o mundo, a admiração de milhões de leitores. Em 2016, recebeu o Prémio Eduardo Lourenço.

 

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publicado às 18:36

Aquisições Literárias... Junho

por Tânia Tanocas, em 01.07.17

Além das Aquisições Literárias... Feira do Livro de Lisboa_2017, o mês seguiu o seu rumo normal, quer isto dizer, mais comprinhas... 

 

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Aquisições efectuadas no OLX

"O pacto" e a "Noite" foram adquiridos ao mesmo vendedor, os dois ficaram por 10€ já com os portes de envio.

"Todos os nomes", por 4€ já com os portes incluídos.

A escolha de Sofia", por 4.45€ já com portes de envio.

"Livro", por 6.25€ já com os portes de envio

 

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Aquisições na Note e Continente

"A casa de bonecas" estava com 50% de desconto a 8€, descontei 3€, ficou por 5€.

"O porto das almas", estava com 20% de desconto, descontei 10€, ficou por 4€.

 

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Aquisição em leilão no Facebook

"Falsa identidade" adquirido num leilão no Facebook por 5€ já com portes de envio.

"A luz de um novo dia" adquirido também em leilão no Facebook por 5.50€ já com portes de envio.

 

Em termos de vendas, encaixei 22€ na venda de quatro livros... 

Este é, e será sempre, sem dúvidas, o mês mais "desgraçado" em relação a compras literárias... 

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publicado às 15:58

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Opinião:

O que é ser peregrino? O que leva um ser humano a efectuar uma peregrinação?
Este é o mote do livro, as autoras não pretendem ser críticas do fenómeno, nem que este livro seja uma obra teológica, querem simplesmente relatar o que levam estes 13 testemunhos colocarem pés ao caminho e suportar a dor dos muitos quilómetros percorridos, dar a conhecer ao público esta "espécie de mar onde desaguam vários rios".

Quer sejam crentes, quer não, quem é que não conhece alguém que já não fez uma peregrinação? Eu conheço muitas pessoas, eu própria já fiz esse caminho várias vezes, felizmente a minha peregrinação é de apenas +- 25 quilómetros, se estes meus míseros quilómetros já me custam, não consigo imaginar o sofrimento daqueles que fazem centenas de quilómetros para chegar ao seu destino...

Quase todos eles, são relatos de promessas e agradecimentos, mas gostei particularmente do "Um católico desiludido", revi-me em muito nas suas palavras, "Sei que existe uma identidade superior chamada Deus ou Cristo, mas há alguns cânones da Igreja nos quais não me revejo... Não defendem os mais humildes e ostentam riqueza."
 
José Soares do Fundão, não vai à missa, não se confessa, eu também não, mas tenho um cantinho cá em casa reservado para a minha fé, não preciso de ir ao culto da igreja de onde vejo constantemente sair fiéis impuros, que comungam da mesma maneira com que apontam as suas palavras vis, sempre de dedo em riste para apontar os defeitos dos outros, sem colocar a mão na consciência e reflectir sobre os seus próprios pecados... Só preciso dos meus momentos de oração em silêncio, interiorizar as minhas graças e continuar a agradecer as bênçãos da minha vida.

Por isso é que o capítulo que mais detestei foi "2500€ para ir a pé", há-de haver sempre quem faça negócio com a incapacidade dos mais vulneráveis, mas, quem sou eu para condenar, as acções ficam para quem as pratica...

No geral, gostei muito desta leitura, relatos emocionantes, alguns até benevolentes, sem dúvida que é um livro curto, mas muito prazeroso...

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Sara Capelo (esquerda) é jornalista, licenciada em Ciências da Comunicação e pós-graduada em Ciência Política e Relações Internacionais. Depois de ter passado pelo Público, entrou para a Sábado, em 2008, onde permanece. Os Estrangeiros que Mandaram em Portugal é o seu primeiro livro.

Ana Catarina André (direita) é jornalista. Nasceu em 1986 e cresceu em Sobral de Monte Agraço. É licenciada em Ciências da Comunicação e mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa. Trabalha na revista Sábado desde 2008. Colaborou também com a Notícias Magazine e o Diário Económico. Em 2016, fez uma pós-graduação em Direitos Humanos na Universidade de Coimbra.

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publicado às 05:39

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Opinião:
Muito raramente leio um livro que no momento todos falam, mas não sei explicar este conseguiu fazer com que desejasse pegar logo nele e simplesmente o devorei...

O enredo é bastante complexo, assim como o tema em questão "até onde conseguiria ir para matar alguém"?!

O ser humano é cada vez mais complexo e imprevisível, as suas acções (em determinados momentos) deixam de ser racionais e tornam-se monstruosas, tentando construir os crimes perfeitos, mas será que existe o crime perfeito?
É o que vamos descobrir com os protagonistas desta estória, o que leva Lilly Kintner a vingar-se, o que passa na cabeça de Ted Severson para conspirar contra a sua mulher...
Lilly e Ted, duas personagens que se encontram por acaso (ou não) e logo estabelecem uma relação perigosa, será que o desejo de vingança se sobrepõe à razão? E terão eles êxito nos seus planos? Existe, ou não o crime perfeito?

Tenho muita vontade de vos falar mais deste livro, mas tenho a sensação de que por mais que dissesse não iria conseguir transmitir o valor dele... Só sei que o autor conseguiu fazer com que gostasse e sentisse empatia com assassinos (pelo menos neste caso).

O livro deixa-nos em constante sobressalto, tal não é a intensidade do mistério, tipo, escapas ou és apanhada, és apanhada ou escapas? E o final, completamente imprevisível e fora da nossa imaginação, todo o livro é perfeitamente eloquente e até bastante elucidativo para ninguém ceder aos próprios instintos e pensamentos sem pensar nas consequências...

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Peter Swanson é autor de três romances: The Girl with a Clock for a Heart, finalista do LA Times Book Award; Aqueles que Merecem Morrer, vencedor do New England Society Book Award e finalista do CWA Ian Fleming Steel Dagger; e Her Every Fear, o mais recente. 

Peter Swanson frequentou o Trinity College, a Universidade de Massachusetts, em Anherst, e o Emerson College. Vive em Massachusetts com a sua mulher e um gato.

Os seus livros estão traduzidos em 30 línguas.

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publicado às 18:38

Segunda leitura do projecto #adaptações

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Opinião:

Por incrível que pareça este filme fez parte do terror da minha adolescência, perdi a conta das vezes que o vi (ainda no auge das videocassetes), quem vir este filme agora, com toda a certeza vai chamar-me maluca, mas só eu sei quantas noites espreitei debaixo da cama antes de adormecer, quantas vezes ficava em pânico quando a televisão assumia aquele estado de formigueiro sem imagem, quantas vezes contei para avaliar a distância de uma tempestade.

 

Fiquei bastante contente em ler esta estória, apesar de a adaptação estar bem retratada, gostei de ler um, ou outro apontamento que não está no filme, por exemplo o envolvimento da médium Tangina, na estória surge de maneira diferente no livro, mas a essência da estória está lá toda, quer seja no livro, quer no filme, gostei muito das duas versões, apesar de já conhecer o enredo, não tirou o mérito à leitura, em determinado momento estava tão absorvida que me assustei com o toque do meu telemóvel... 

 

Sem dúvida que o Steve Spielberg se esmerou ao máximo na recriação desta adaptação (ou talvez ao contrário, não consegui perceber se este livro surgiu antes ou depois do filme), pois apesar de ter o filme muito presente, houve situações que sem dúvida eu imaginava tal como ele reproduziu, muito fiel mesmo...

 

Acho que a estória dispensa apresentações, uma família normal, que vive numa casa que esconde um segredo que vai ser revelado por meio de acções fantasmagóricas, até ao desaparecimento da pequena Carol Anne tudo parece inofensivo, depois tudo se desmorona... E quando se pensava que tudo tinha terminado, eis que surge uma nova reviravolta...  

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Trailer da adaptação (1982)

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publicado às 17:51


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