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Conclusão do projecto #hol72

por Tânia Tanocas, em 03.02.17

Dou por concluído com sucesso o primeiro desafio de 2017, “Holocausto em Janeiro” ou #hol72.

Este foi o desafio mais angustiante que já realizei até agora, o mês de Janeiro foi bem produtivo em termos de leituras e também de lágrimas, raiva, desespero, mas igualmente recheado de uma imensa esperança.

 

11 Livros lidos:

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Não me quis limitar a ler a chacina “só” de Judeus, por isso li um pouco de tudo, foram muitas lutas e estórias, em que umas terminaram bem e outras nem por isso. Intercalei leituras de ficção e outras reais, mas tentando nunca sair do contexto a que me tinha proposto.

Sonderkommando” de Shlomo Venezia - Os incompreendidos das câmaras de gás, que eram obrigados a ocultar e fazer o “trabalho” sujo dos nazis.

Memórias de Anne Frank de Theo Coster  – Colegas de escola de Anne Frank recordam a jovem e como sobreviveram aquela época.

O Rapaz no Cimo da Montanha de John Boyne – Como reagiria alguém que convivesse diariamente com Hitler.

Chamava-se Sara de Tatiana de Rosnay – Afinal a França não foi só vítima.

A Mala de Hana de Karen Levine – O Japão quer esquecer que foi aliado de Hitler, mas a sua população não deixa que tais actos fiquem no esqueçimento.

Sobrevivi ao Holocausto de Nanette Blitz Konig – Colega de Anne Frank, relata a sobrevivência num campo de concentração e como foi continuar com a sua vida.

Canção de embalar de Auschwitz de Mario Escobar  – A devastação e esperança da etnia cigana.

Triângulo Rosa de Rudolf Brazda, Jean-Luc Schwab – Um homossexual perseguido e condenado pela sua condição.

Um Saco de Berlindes de Joseph Joffo – Uma fuga de dois meninos com apenas 10 e 12 anos de idade.

A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata de Mary Ann Shaffer, Annie Barrows – As memórias dos habitantes de uma ilha enquanto viviam sob a ocupação nazi, um relato de esperança nos pós guerra.

Aristides de Sousa Mendes - Um Homem Bom” de  Rui Afonso – Um Português que preferiu desobedecer as ordens de um homem e ficar de bem com a sua consciência.

 

Deixei três leituras pelo caminho e umas quantas para mais tarde ler. Não que fossem más, mas naquele momento em que as encarei não me estavam a dar a devida “satisfação”, então preferi colocar em standby para mais tarde as resgatar e retirar o devido mérito que todas as obras acerca do tema merecem.

 

Leituras para retomar mais tarde:

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“Paisagens da Metrópole da Morte” de Otto Dov Kulka – Muito filosófico para altura em que peguei nele.

“O Homem em Busca de um Sentido” de Viktor E. Frankl – Não estava a conseguir compreender a mensagem do autor.

“Maus: A História de um Sobrevivente” de Art Spiegelman – Era para ser a minha última leitura, até estava a gostar, mas acho que já acusava a “sobrecarga” de ter passado o mês todo a ler sobre o tema, e a BD não estava a cativar como eu imaginei que cativasse.

 

E que reflexões concluí com estas leituras?

Que sou muito abençoada pela vida que levo, por acordar todos os dias com algum conforto, ter as minhas comunidades básicas e viver em liberdade. Os meus problemas aos olhos destes sobreviventes são uma autêntica futilidade, em que dou muito valor a quem passou pelo pior dos pesadelos, tento não me queixar e aproveitar cada segundo como se fosse o último, para tirar prazer daquilo que me faz feliz.

Todos fazemos parte de um Mundo cada vez mais incerto e minado por constante guerras e atitudes que se podem traduzir em autênticos descalabros para os vários povos que habitam a terra. Hoje, neste preciso momento, nem todas as pessoas têm a sorte de se sentirem confortáveis e em paz, tal como aconteceu a esta gente que passou pelo Holocausto e I /II Guerra Mundial, uns estarão no paraíso a beneficiar ou retraídos sem fazer nada com todas as crueldades praticadas e outros num autêntico inferno, onde cada minuto, cada segundo parece não ter fim.

 

Deixo para o fim desta minha reflexão um desejo!...

Se cabe a cada um de nós, gerações actuais e mais nova, de todas as raças e credos não deixar cair no esquecimento, nem renunciar ao que se passou há mais de 70 anos, então desejava igualmente que o senhor Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu leia, ou releia as histórias e relatos do seu povo, para que não faça o mesmo com outras religiões, raças e povos que eventualmente sofrem ou sofrerão. Um dia, foi a Europa que dizimou o seu povo, talvez um dia, seja essa mesma Europa que vai acolher os Judeus, cujo destino não está a ser bem liderado por quem os devia dignificar. Também o “Senhor” Presidente dos EUA, não deveria banalizar os soldados que se debateram, tombaram e sofreram para destruir o regime de Hitler e as suas ideologias, nem tão pouco esquecer aquele que foi o passado benemérito do povo Americano.  

 

Agradeço à Dora por ter criado este desafio, que se revelou muito gratificante, é claro que não vou parar de ler sobre o tema, quero sempre que possível ler e tentar compreender mais e mais.

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publicado às 22:03



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