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"Memórias de Anne Frank" de Theo Coster - Opinião

por Tânia Tanocas, em 15.01.17

Sinopse

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A minha opinião:

"Memórias de Anne Frank", confesso, quando adquiri o livro foi inteiramente na base do título... Pensava que era sobre a mesma, vítima do holocausto nazi.

 

Anne Frank, quem não conhece este nome? Quem nunca leu o seu diário? Bem, eu conheço e sei quem foi Anne Frank, mas, (falha minha) nunca li o seu diário...
E foi a pensar que estas memórias eram sobre a própria que agarrei nele.

 

Mas não, Theo Coster "aproveita-se" do facto de ter sido colega de escola de Anne Frank e decide fazer um de documentário (The Classmates of Anne Frank) com o testemunho de vários colegas de turma sobre Anne.
E é assim que pelo relato de Theo, Lenie, Hannah, Jacqueline, Albert, conhecermos alguns pormenores de como foi o conviver com Anne Frank.

 

Na minha opinião,  as memórias dos vários relatores são tão vagas em relação a Anne Frank que no fim senti-me um pouco defraudada com a leitura.

 

O mesmo já não posso dizer em relação à história de vida de cada um deles, todos passaram pela provação e sobrevivência numa guerra e isso é sempre um contributo que não devemos renegar ou esquecer.

 

Só quase no final do livro é que Theo Coster escreve o seguinte desabafo:

"Só há uns 15 anos é que houve um congresso em Amesterdão sobre as crianças escondidas e nessa altura várias crianças que viveram escondidas durante a segunda guerra mundial poderão dizer alguma coisa sobre si próprias. Até então havia a opinião de que, se a pessoa tivesse estado escondida, não tinha sofrido nada, porque os campos foram muito piores. E mesmo nesse congresso essa sensação não me abandonou: eu estive escondido, mas, juntamente com o meu pai, a minha mãe e a minha irmã, sobrevivemos. Quem são estes que aqui estão? Crianças colocadas pelos pais em algum lugar, pais que, em muitos casos, foram assassinados; eles sentem a falta dos pais, dos seus irmãos e irmãs. Quando me comparo com outras crianças que estiveram escondidas acho que a minha história não é grande coisa... O que me aconteceu não foi assim tão mau, pois não? Vivi escondido com a minha família durante três anos, conseguimos todos desenvencilhar-nos... Não é maravilhoso? "

 

Teria sido muito mais interessante o autor ter pegado neste facto (já que também ele só sobreviveu graças a ter estado escondido) e escrito um pouco mais sobre quem foram, o que sentiam e como sobreviviam essas pessoas.

 

Todos os que sobreviveram à guerra não saíram só com a vida, mas com muita dor, traumas, recordações... Em suma uma vida poupada mas, também uma alma completamente despedaçada.

 

Cada pessoa tem a sua identidade, o seu testemunho, as suas recordações, os seus sentimentos, por isso não acho justo camuflar as suas vivências por trás do nome de outra pessoa, não há que ter medo nem vergonha do que foram e do que são...

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Theo Coster

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Theo Coster foi colega e amigo de Anne Frank no liceu judeu de Amesterdão. Fabricante de brinquedos e inventor de jogos, nomeadamente do famoso "quem é quem?", foi o produtor executivo do documentário The Classmates of Anne Frank. Vive em Telavive desde 1955.

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publicado às 23:23


2 comentários

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De paranoias-de-mae a 20.01.2017 às 10:27

sempre ouvi falar deste livro. cheguei a oferecer um a uma amiga pelo natal, mas nunca o li...
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De Tânia Tanocas a 28.01.2017 às 00:57

Atenção que este não é o "Diário de Anne Frank"... ;)
Este livro é uma compilação de relatos de alguns colegas da Anne e o que fizeram para escapar da guerra...
O Diário, também ainda não o li... :P
Beijokas...

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