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Óscares 2017... Parte II

por Tânia Tanocas, em 26.02.17

Óscares 2017... Parte I

Óscares 2017... Parte II

 

Melhor Filme

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8 nomeações: Melhores Efeitos Sonoros / Melhor Mistura de Som / Melhor Filme / Melhor Realização / Melhor Argumento Adaptado / Melhor Direcção Artística / Melhor Fotografia / Melhor Montagem

Opinião:

Não estava à espera de gostar tanto do roteiro deste filme como gostei, sem dúvida que a comunicação, quer seja oral, escrita ou gestual, sempre foi e será um meio linguístico que se não for compreendido pode fazer com que os povos desencadeiam lutas e guerras por falta de entendimento entre eles. 
E neste universo ancestral, eu acredito que somos uma espécie que ainda tem muito que aprender e quem sabe ensinar. 
Há pessoas que quando vê um filme, a primeira coisa que salta há vista é se tem uma boa fotografia, luz, como é o guarda-roupa, a mim é a banda sonora, desde o primeiro momento que começa o filme coloco em funcionamento a minha audição e sem querer acabo por de alguma maneira relacionar a música com o filme, e este filme estava a correr tão bem, até ao momento em que começo a ouvir "The Swimmer” de Max Richter, um tema integrado no filme "Disconnect" de Henry Alex Rubin, lançado em 2012, e que adorei tanto que, acreditam ou não, depois já não consegui estar tão concentrada no desenrolar deste filme e tudo o que senti até aí, foi por água abaixo, só me conseguia lembrar das imagens referentes ao outro filme. Imaginem haver um ataque de extraterrestres e colocarem a música do filme "o tubarão" de Steve Spielberg! Ficava bem esquisito, não acham? Pois foi isso mesmo o que se passou comigo, fiquei tão irritada. 

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6 nomeações: Melhor Realização / Melhor Filme / Melhor Ator / Melhor Atriz Secundária / Melhor Argumento Original / Melhor Ator Secundário

Opinião:

Confesso que depois da desilusão de Moonlight esta foi a segunda desilusão destes óscares. 
Um tio que a determinado momento na sua vida tem um desaire que o vai mudar para sempre, tornando-o uma pessoa seca e amargurada consigo próprio e com os outros. Um sobrinho que perde o pai e se revolta com tudo e todos. Ambos com os seus sentimentos vão ser postos à prova e mesmo que não queiram vão ter de se ajudar mutuamente para conseguir recuperar (ambos) o sentido da vida. 
Pois bem, era assim que eu imaginava o desenrolar deste filme, por isso esqueçam tudo o que escrevi antes, pois não é nada disto. 
Gostei da prestação de Casey Affleck , mas (só) a postura fria, sem alma e impactante não me conseguiu convencer o suficiente para adorar este filme.

Um filme longo (2h) e pela primeira vez (recentemente) senti-me entediada enquanto assistia.

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6 nomeações: Melhor Mistura de Som / Melhor Filme / Melhores Efeitos Sonoros / Melhor Realização / Melhor Actor / Melhor Montagem

Opinião:

Já referi que adoro filmes que refiram a II Guerra Mundial e quando a isso junta-se o facto de ser inspirado em factos reais ainda melhor, não é à toa que o meu filme de guerra favorito é o "resgate do soldado Ryan" e este ficou também no mesmo patamar. 

Uma excelente produção, para contar a história de um homem que acredita (contra tudo e contra todos) nas suas convicções, fazer parte de uma guerra, mas sem utilizar nenhuma arma para se defender.
O mundo seria um local bem melhor se todos aqueles que empunham armas (quer sejam em guerras ou no dia a dia) tivessem uma consciência mais apurada.

 

Melhor Ator Secundário

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1 nomeação: Melhor Actor Secundário

Opinião:

Como é que o filme "O primeiro encontro" está nomeado para melhor filme e este filme só conta com a nomeação de actor secundário? Enfim, são estas escolhas que não consigo entender.

Adorei este filme, uma reflexão das escolhas que fazemos nas nossas vidas, a importância que damos a determinadas coisas em proveito de outras. Susan Morrow, vai descobrir o valor das suas escolhas, através de um livro escrito pelo ex marido.  

 

Melhor Filme Estrangeiro

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1 nomeação: Melhor Filme Estrangeiro

Opinião:

A vida deste casal altera subitamente, quando são obrigados a mudam de residência. 
A acção passasse em Teerão, um país devastado pela guerra que aos poucos tenta renascer. É sempre interessante ver os costumes e ideais dos outros países, principalmente os do Médio Oriente, e aqui não é excepção, basicamente uma cultura em que a mulher é constantemente renegada para segundo plano, é interessante ver que alguma da nova geração já vai tendo uma mente mais aberta, mas ainda têm muito trabalho pela frente.

Apesar de ter gostado desta produção, "A Separação", continua a ser o meu filme favorito do realizador Asghar Farhadi.

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1 nomeação: Melhor Filme Estrangeiro

Opinião:

Este filme ficou no mesmo patamar que "Toni Erdmann", duas obras difíceis de escolher para levar o Óscar, espero que seja um destes dois o escolhido. 

Apesar de adorar todo o filme que aborde o tema II guerra mundial, esta foi uma escolha de última hora, não era para o ver, porque achei que era um filme para "limpar" a imagem dos alemães no final da II GM. 
Apesar de não ser adepta de vinganças, confesso que fico um pouco intransigente quando o catalisador tem por base o holocausto. 
Este filme conseguiu transmitir aquilo que eu faria se tivesse no lugar deste coronel, as feridas ainda estavam muito à flor da pele e só se pensava em vingança, mas acredito que por mais que se queira ser igual, existe sempre um pingo de decência que virá ao de cima e nos faça pensar de maneira diferente. 
O filme acaba por ser uma lição de vida para quem procura a vingança, sem descurar o ódio, raiva, compaixão. O filme transmite um realismo tão duro que ficou gravado na minha memória.

 

Melhor Animação

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2 nomeações: Melhores Efeitos Visuais / Melhor Filme de Animação

Opinião:

 

Sendo este filme uma animação, não pude deixar de pensar em como é que ficariam algumas crianças depois de o ver, será que só eu em criança é que ficaria com pesadelos ao ver algumas cenas? 
Kubo, um rapazinho de tenra idade, só com um olho vai ter de enfrentar duas tias bruxas e um avô possuído por um demónio que lhe roubou a alma. 
Adoro animações, acho que assim continuo a alimentar a criança que à dentro de mim, e quando assisto a este tipo de filmes, gosto de perceber qual será a mensagem recebida pelas nossas crianças. Por isso é que para mim, foi um filme interessante, mas muito fantasioso para uma animação em que as lições a retirar vão muito além daquilo em que a nossa cultura acredita ou realiza.

 

Melhor Documentário (Longa Metragem)

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1 nomeação: Melhor Documentário (Longa-Metragem)

Opinião:

"Quando questionam como o povo negro aguentou a escravatura durante séculos, respondo, da mesma maneira que continua a ser escravizada hoje em dia e ninguém faz nada". 
Este documentário reporta a relação se superioridade que sempre existiu e irá existir entre brancos e pretos.
Muito bom para quem quiser conhecer um pouco da história dos EUA e de como a raça negra ainda continua a ser escravizada em função da lei e ordem.

 

Melhor Documentário (Curta-Metragem)

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1 nomeação: Melhor Documentário (Curta-Metragem)

Opinião:

Após 5 anos de guerra, mais de 400 mil sírios foram mortos e milhões deixaram o seu lar. 
Em áreas não controladas pelo regime aqueles que permanecem dependem de um grupo de voluntários dedicados a salvar todos os necessitados: Os Capacetes Brancos. 
Khalid Farah - pedreiro, Abu Omar - ferreiro, Muhammed Farah - alfaiate 
São estes os nomes dos nossos guias neste documentário, são estes homens que vão explicar como integraram esta equipa e porque não partem como tantos outros, sujeitando perder a sua vida, para ajudar o próximo. 
"Sem esperança, de que vale a Vida?"
Para estes sírios, não é fácil compreender, porque é que têm de lidar com dois males a medir forças ao mesmo tempo, o da terra que é o estado islâmico e o do ar que são os bombardeiros russos, que na ânsia de combater o mal terrestre dizimam tudo à sua volta, incluindo pessoas inocentes. 
"Salvar uma vida é salvar toda a humanidade", é este o lema desta corporação humanitária. 
Desde 2013, mais de 130 capacetes brancos foram mortos. Durante o mesmo período eles salvaram mais de 58 mil vidas. 
O documentário é curto, mas o suficiente para se ter uma ideia do que estas pessoas passam todos os dias, enquanto estamos no conforto das nossas vidas, muitas das vezes a fazer lamentações e brigas completamente sem sentido.

 

Já não vou a tempo de "opinar" antes dos óscares, mas ganhando ou não, tenho intenção de ver:

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Aguentem os corações, já falta pouco para saber quem são os vencedores e vencidos  ^_^

 

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publicado às 23:56

Óscares 2017... Parte I

por Tânia Tanocas, em 15.02.17

Este mês decidi colocar um pouco os livros de lado e "agarrar-me" ao cinema, já que vamos ter óscares, quero estar dentro do assunto para, também eu, poder ter uma opinião.

O post é baseado, unicamente, na minha opinião e gosto pessoal.

Não sou nenhuma "expert" em cinema, mas sou espectadora e como tal, quero deixar aqui umas palavras acerca desta mundialmente festa que enaltece e premeia todos aqueles que, com o seu trabalho, nos "oferecem" muitas horas de prazer. 

 

Os nomeados para melhor Filme são:

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Já visualizei os seguintes, até agora...

 

Sinopse:

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4 Nomeações: Melhor Filme / Melhor Actor Secundário / Melhor Argumento Original / Melhor Montagem

Opinião:

Vi este filme, mesmo antes de saber que iria ser nomeado para os óscares, um genial Western dos tempos modernos, para muitos poderá ser um filme bastante parado, mas acreditem muitas das vezes os silêncios falam mais do que mil palavras.

Dois irmãos tentam “driblar” o sistema financeiro, que cada vez mais asfixia as famílias com falsas promessas de facilidades e que depois de entrarmos na sua teia não há escapatória possível.

No seu encalço vamos ter o típico Xerife que tenta combater os criminosos com um humor tipicamente sarcástico.

Gostei mesmo muito deste filme e fiquei feliz de ser nomeado, neste filme é caso para se dizer: “ladrão que rouba ladrão…”

 

Sinopse:

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8 Nomeações: Melhor Realização / Melhor Banda Sonora / Melhor Filme / Melhor Actor Secundário / Melhor Actriz Secundária / Melhor Fotografia / Melhor Argumento Adaptado / Melhor Montagem

Opinião:

Confesso que estava com as expectativas muito elevadas em relação a este filme, mas sinceramente não consegui ficar maravilhada. Não sei, sabem aquela sensação de “Já acabou!!! E termina assim!!!”. Acho que o final deixou muita coisa em aberto, ou se calhar, fui eu que não compreendi a mensagem.

Gostei do desenvolvimento do personagem, consegui sentir a sua passividade, fúria, indignidade e dúvidas, mas não compreendi o desenrolar que a sua vida levou.

Estava à espera de uma evolução “cor-de-rosa”, mas a vida é mesmo assim nem sempre termina como desejamos.

 

Sinopse:

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 4 Nomeações: Melhor Filme / Melhor Actor / Melhor Actriz Secundária / Melhor Argumento Adaptado

Opinião:

Também ainda não se falava de nomeações para os óscares e já eu estava ansiosa para ver este filme, não sabia do que se tratava, mas tinha dois dos meus actores preferidos (Denzel Washington e Viola Davis) e era motivo mais do que suficiente para não perder este filme.

Só consigo dizer que fiquei arrebatada, o desempenho das personagens são simplesmente divinais e o contexto, por muito que se pense que são valores do passado, fiquei com a sensação de que poderia ser, sem sombra de dúvida a realidade de uma família qualquer dos nossos dias.

Quantos filhos se sentem incompreendidos pelos pais? E quantos, muitas das vezes são “obrigados” a ter actividades que os pais desejavam ter feito e “empurram” os seus filhos para as realizar. Quantas mulheres fecham os olhos para os devaneios dos maridos?

Um filme muito psicológico, muitas vezes desejei entrar no filme e esmurrar Troy Maxson, para ele acordar e recuperar o que estava a perder.

De todos os filmes vistos até agora, este arrebatou o meu favoritismo. É longo, mas a trama flui de tal maneira que nem se dá pelo tempo a passar.

 

Os nomeados para melhor Filme de Animação são:

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 Já visualizei os seguintes, até agora...

 

Sinopse:

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2 Nomeações: Melhor Filme de Animação / Melhor Canção Original

Opinião:

Um bom filme para fazer concorrência a Frozen, cheio de melodia misturada com animação.

Vaiana (título português) ou Moana (título original), não percebi porque alteraram o nome da personagem, eu pessoalmente gosto mais de Moana e é assim que vou recordar e escrever sobre este filme.

Acompanhamos Moana desde tenra idade (uma autêntica fofura) e logo nos apercebemos de que é uma criança destemida, é a única filha do chefe de uma longa geração de navegadores. Sempre de mente aventurosa, o maior desejo dela é explorar o mundo e navegar pelo infinito oceano, transpondo os limites do recife, a vontade do seu pai é que Moana seja a próxima chefe da tribo e continue a zelar pelos destinos do clã e ilha, mas não será esse o destino escolhido (e destinado) pela jovem.

 

Sinopse:

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1 Nomeação: Melhor Filme de Animação

Opinião:

É o favorito a ganhar o óscar e eu sou completamente da mesma opinião.

Zootrópolis é uma cidade igual a todas as outras, a única diferença são os seus habitantes, animais (presas e predadores) povoam e coabitam no mesmo espaço pacificamente.

Toda a ação gira em volta de Judy, uma coelha que decide abandonar o negócio da família na aldeia e embarcar no seu sonho de ser polícia, apesar de todas as contrariedades Judy acaba por alcançar o seu objectivo, mas vai ter de batalhar no duro para poder vingar na vida.

Gostei muito deste filme, uma boa história onde a perseverança e força de vontade são palavras-chaves.

Adorei a imaginação que tiveram ao colocar uma preguiça a desempenhar uma actividade, irritante, mas simplesmente delicioso.

 

Também vi três filmes, cujos protagonistas estão nomeados para o óscar de melhor Actriz e melhor Actor:

 

Sinopse:

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1 Nomeação: Melhor Actriz

Opinião:

Filme francês, tenho pena de não estar nos nomeados para filme estrangeiro, pois é sem dúvida um filme merecedor de um galardão destes.   

Adorei a prestação da actriz, uma mulher que tem de lidar com vários desaires na vida, começando pelo facto de ter sido violada e lidar com isso como se não fosse nada de especial. Toda a vida desta mulher foi pautada por desgraças, algumas deixaram marcas para sempre, mas foi também esses infortúnios que a fizeram ser uma mulher fria e ambiciosa.

Adorei a caracterização da personagem do filho dela, um retrato bem real, do típico menino da mamã que quer brincar aos adultos, mas às custas da mãe.

Como o cinema francês nos tem apresentado, este é mais um filme cru, sem mascarar os sentimentos ou cenas, para algumas pessoas podem ter cenas chocantes, mas não será a realidade, também ela crua.

 

Sinopse:

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3 Nomeações: Melhor Banda Sonora / Melhor Actriz / Melhor Guarda-Roupa

Opinião:

Sei que John F. Kennedy foi presidente dos Estados Unidos, casado com Jackie Kennedy, com dois filhos e morreu assassinado no Texas em 1963, de resto não conheço mais nada acerca da história dos Kennedy, por isso parti para este filme completamente às escuras.

Pensei que fosse um filme acerca da história familiar, mas não, este filme é baseado numa determina entrevista que Jackie deu há revista Life, aqui recordaremos os sete dias posteriores há morte do seu marido, uma dos objectivos de Jackie era fazer com que o seu marido fosse relembrado para sempre de forma apoteótica, enfrentando todo o sistema de segurança pessoal e até os seus devaneios pessoais.

Do pouco que conheci de Jackie, neste filme, achei uma mulher fútil que só se preocupava com as aparências e não se coibia de gastar os dólares dos contribuintes “a torto e a direito”, mas por outro lado, uma mulher fria o suficiente para tratar de toda a logística do funeral do marido assassinado há sua frente.

Da prestação de Natalie Portman, a minha primeira impressão é de que tinha sido um desempenho muito forçado, mas como já tinha referido não conhecia a Jackie, por isso fui ver a sua postura em vários vídeos e realmente pude constatar de que a actriz fez um excelente trabalho.

 

Sinopse:

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1 Nomeação: Melhor Actor

Opinião:

Este foi um dos filmes que certamente me passava ao lado, se não fossem as boas opiniões que vi, tudo derivado ao cartaz do filme, parecia uma comédia e eu não sou muito fã deste estilo de filme.

Mas não, este é o drama de um pai, que em concordância com a mulher, decide dar e transmitir uma educação diferente aos seus seis filhos. Entretanto o pai vai ter a difícil tarefa de levar a sua família de volta há (dita) sociedade normal e enfrentar desafios que irá colocar em causa tudo aquilo em que sempre acreditou e passou aos filhos.

Este filme levanta muitas questões pertinentes, eu própria pensei bastante nessas questões, questionei-me, até que ponto este pai não estaria a fazer o correcto e eu é que estaria mal.

 

Termino a primeira parte de Óscares (2017), deixando aqui o meu favorito na categoria de:

Melhor curta-metragem de animação

Piper de Alan Barillar

 Não é uma fofura... ^_^

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publicado às 23:26


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