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Aquisições Literárias... Setembro

por Tânia Tanocas, em 10.10.17

Só agora reparei que ainda não tinha partilhado as minhas compras de Setembro... 

Sendo assim não vamos perder mais tempo... 

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A minha colecção de clássicos da Civilização ficou quase completa com esta excelente aquisição, cada um a 5.50€, todos do mesmo vendedor... 

cada 3.50€_OLX.jpg

Cada 3.50€

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 Afonso Cruz por 5.00€, quem resiste e 7.00€

 

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Site da Bertrand 

Wook_5€.jpg

 Site Wook

 

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 1.00€ e 5.00€ respectivamente

Foram estas a minhas aquisições de Setembro, estamos a 11 de Outubro e as aquisições deste mês já vão bem encaminhadas...  

Beijokas 

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publicado às 23:47

Myself... #6

por Tânia Tanocas, em 05.10.17

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publicado às 13:15

Terminou no dia 22 (início do Outono), o desafio que seleccionou e acompanhou as minhas leituras neste Verão, o tempo não foi muito, mas aproveitei ao máximo a recta final para fazer algumas leituras e não fazer má figura, principalmente porque desde de Agosto já havia quem tivesse feito todas as categorias do cartão. 

 

Consegui fazer três linhas, mas acima de tudo e apesar do nível de concentração não estar na máxima força, principalmente em Agosto, li 11 livros (alguns com vários anos cá por casa) acho que fiz boas leituras, claro que umas foram melhores do que outras, mas nesta altura não posso, nem consigo, fazer leituras muito exigentes. 

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Categorias realizadas e respectivas opiniões:

1- Livro esquecido na estante (nesta categoria apenas contam livros que já tinhas anteriormente).

"O Velho Que Lia Romances de Amor" de Luis Sepúlveda - Opinião

2- Uma BD, Mangá ou Graphic Novel.

"Armandinho Zero" e "Armandinho Um" de Alexandre Beck - Opinião

3- Livro de um autor lusófono.

"Meu Pé de Laranja Lima" de José Mauro de Vasconcelos - Opinião

4- Livro juvenil ou young adult.

"Eu e Tu" de Niccolò Ammaniti - Opinião

5- Livro do teu género preferido.

"Noite" de Elie Wiesel - Opinião

6- Livro vencedor de um prémio literário (pode ser prémio nacional ou internacional. Não ser apenas finalista. Tem que ser vencedor. E contam tanto os livros como os autores).

"Os Níveis da Vida" de Julian Barnes - Opinião

7- Livro recomendado por alguém.

"Em Nome da Filha" de Carla Maria Almeida - Opinião

8- Livro que se passe num continente diferente do teu. 

"Mr. Clarinet" de Nick Stone - Opinião

9- Livro do género chick -lit (para quem não sabe, um romance muito fofinho).

"Refém do Amor" de Nora Roberts - Opinião

10- Um livro do/a teu/tua autor/a preferido/a.

 "O Apelo do Anjo" de Guillaume Musso - Opinião em Breve

 

11- Clássico português (nesta estão incluídos autores/as considerados clássicos, como Eça de Queiroz, Antero de Quental, Júlio Dinis, entre outros).

 "Contos" de Florbela Espanca - Opinião em Breve

 

Ficaram por realizar as seguintes categorias:

Livro com a uma capa que te lembre o Verão. 
Livro emprestado (da biblioteca, de um familiar ou amigo...etc). 
Livro adaptado a cinema ou TV. 
Livro de um autor de estreia para ti (um autor/a que nunca leste e queres muito ler). 
Livro que se passe num local onde gostarias de passar férias. 

Para quem não tem muita disponibilidade no Verão, até que não correu nada mal... 

E vocês costumam fazer mais leituras no Verão ou no Inverno? 

 

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publicado às 16:58

"Refém do Amor" de Nora Roberts - Opinião

por Tânia Tanocas, em 25.09.17

Nona leitura do desafio #bookbingoleiturasaosol 
Categoria: "Chick-lit"

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Opinião:

Nora Roberts é o exemplo claro que ao longo dos anos vamos evoluindo nas escolhas das nossas leituras, esta autora já fez parte dos meus favoritos, apesar de (ainda) ter alguns livros para ler, confesso que já não sinto o mesmo prazer e entusiasmo ao ler um dos seus livros e a prova está na classificação, foi das mais baixas que já atribuí a um livro da Nora Roberts, aliás só me lembrei desta autora e dos seus livros devido à categoria "Chek-Lit" do desafio #bookbingoleiturasaosol.

 

Neste livro, não temos grandes discrepâncias na fórmula que a autora aplica nos seus livros, basicamente é: "romance + mistério = final feliz", uma estrutura leve, mas que já não chega para me entreter, a fluidez da leitura foi (quase) constante, mas não foi o suficiente para adorar a estória, tornando até a leitura (em certos momentos) maçadora, tendo lido algumas páginas na diagonal. 

 

Phoebe MacNamara (não sei porquê, veio-me logo à cabeça o surfista da Nazaré) divorciada e com uma filha é uma das melhores negociadora de reféns, ao ser chamada para uma negociação de suicídio conhece Duncan Smith. Phoebe é de uma presença notável, Duncan não fica indiferente e avança decidido em desarmar a durona Phoebe, apesar de também ficar encantada com Duncan, não avança com grandes expectativas, as vicissitudes de ser mulher num trabalho maioritariamente dominado por homens também vai sendo explorado ao longo do livro. Phoebe vai demonstrar que é realmente muito importante ter sangue frio em situações de stress para a maioria das pessoas que são mantidas reféns...

 

De resto nada de novo, sexo, relações familiares, dúvidas e situações dramáticas, tudo ingredientes para entreter os leitores que gostem deste tipo de leituras...

 

Fico muito feliz, porque na altura certa esta autora,  entreteve e deu um grande alento às minhas leituras, levou-me a conhecer sítios lindos (principalmente a Irlanda) e a conhecer estórias maravilhosas, infelizmente para mim, o ciclo Nora Roberts termina por aqui...

 

Depois desta constatação acerca da Nora, estou convencida de que a minha lista de autores "ex-favoritos" vai crescer nos próximos tempos...
E vocês já se depararam com autores que antes adoravam e agora já não vos entusiasma?

2-estrelas.jpg 

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Nora Roberts é considerada um verdadeiro fenómeno editorial. Desde o dia em que começou a escrever histórias a lápis, o sucesso nunca mais a largou. Muitos dos seus mais de 150 livros foram já adaptados ao cinema e estão traduzidos em cerca de 26 idiomas. 
Com mais de 250 milhões de cópias dos seus livros e mais de 100 livros na lista do New York Times até à data, Nora Roberts é indiscutivelmente a escritora de ficção feminina mais célebre e amada dos dias de hoje.

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publicado às 17:04

"Mr. Clarinet" de Nick Stone - Opinião

por Tânia Tanocas, em 20.09.17

Oitava leitura do desafio #bookbingoleiturasaosol
Categoria: "Passado num continente diferente"

Leitura também inserida no desafio #septemberthrills

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Opinião:

Este é um dos livros, que quem ler a sinopse jamais vai imaginar o conteúdo avassalador que o espera.
Aconteceu comigo, pensei que seria uma investigação de rapto, que com toda a certeza teria alguma peripécias e perigos pelo meio, mas o que fui lendo revelou-se uma ficção inserida na dura realidade da vida dos haitianos.

 

Haiti, um país inserido na América Central, referente ao continente americano, um país que estamos habituados a ver como paradisíaco, com paisagens únicas, mas a realidade diária deste povo é bem diferente e por incrível que pareça este livro aborda de forma exemplar a sua (sobre)vivência desumana, a economia deste povo é a mais pobre do continente americano.

 

Conhecemos Max Mingus que vai ser aliciado a partir para o Haiti em busca de um menino, alegadamente, raptado, apesar do falhanço e destino dos seus antecessores, Max aceita a missão, mas vai enveredar por caminhos altamente minados. Na cultura do povo haitiano ainda persiste o culto da magia negra, o chamado vudu, rituais, os feiticeiros "ajudam" aqueles que não encontram mais nenhuma esperança do que submeter-se a este tipo de lavagens cerebrais. Inclusive, Mr. Clarinet retrata uma peculiar superstição, acerca de um mostro que hipnotiza crianças quando toca clarinete, acabando por as raptar.

 

Para ser bem sucedido Max, vai ter de lidar com o fanatismo deste culto e o que descobre vai deixar qualquer um de boca aberta, com consequências nunca antes imaginadas.
Cheguei ao fim deste livro com o terrível pensamento: até que ponto a realidade mistura-se com a ficção, ou vice versa?! Tive de fazer algumas pesquisas extras, pois alguns factos abordados eram demasiados fantasiosos (a meu ver) para serem verosímeis, mas infelizmente correspondem à realidade.

 

Também ficamos com uma noção de como é que aquele país foi liderado pelos vários governantes e acima de tudo como é que chegou ao ponto de ruptura, quer seja política e social. Compreende-se perfeitamente o porquê de haver tantas pessoas a querer uma oportunidade noutro local, que não a sua terra natal.

 

O autor escreve de uma forma, em que a descrição da miséria é tão realista que por momentos, senti o cheiro da podridão, mas acima de tudo a indignidade que se apoderou de mim foi o suficiente para (diversas vezes) ter uma bola na garganta e pousar o livro. Esta leitura tem uma das cenas mais fortes que eu alguma vez li, uma descrição de uma tortura extremamente diabólica.

 

Apesar de tudo, foi um livro que conseguiu deixar-me constantemente empolgada na sua estória, querendo chegar ao fim o mais rápido possível.
Chocou-me o seu conteúdo, conhecer o Haiti desta forma deixou-me triste, bastante triste...

 

Nick Stone, deixou em aberto o rumo de Max Mingus, rumo esse que eu adorava acompanhar, mas infelizmente não existe mais nenhum livro do autor em Portugal, de salientar que este livro faz parte da já extinta editora "Difel", colecção Nocturnos, uma colecção que eu adoro.
Tenho pena de só agora ter conhecido o Max, principalmente, das várias vezes que hesitei ao pegar nele, mas acho que ainda fui bem a tempo...

 

"A tradição oral consegue manter coisas vivas com mais facilidade do que os livros. O papel arde."

 

"As mulheres fazem o trabalho todo neste país excepto mandar. Se mandassem, o Haiti não estaria na merda em que está."

 

"Os mentirosos tropeçavam em inconsciência e impossibilidades, por vezes nos pormenores mais insignificantes, nas pontas soltas que, quando puxadas, destruíam toda a tapeçaria."  

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Nick Stone nasceu em Cambridge a 31 de Outubro de 1966, filho de pai escocês e mãe haitiana, fez formação na Universidade de Cambridge.

Mr. Clarinet foi o seu primeiro livro no mundo da escrita, acabou por ser o vencedor do Ian Fleming Steel Dagger, para o melhor thriller de 2006.

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publicado às 22:20


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