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"Eu e Tu" de Niccolò Ammaniti - Opinião

por Tânia Tanocas, em 19.07.17

Quarta leitura do #bookbingoleiturasaosol
Categoria: "Juvenil / YA"

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Opinião:

Este livro baralhou por completo a escolha da categoria a preencher, inicialmente, estava destinado ao prémio literário, mas depois de o ler achei que se encaixava perfeitamente na categoria Juvenil / YA.

 

"Mimetismo batesianoverifica-se quando uma espécie animal inóquia usufrui da sua semelhança com uma espécie tóxica ou venenosa que vive no mesmo território, chegando mesmo a imitar a sua coloração. Deste modo, na mente dos predadores, a espécie imitadora é associada à espécie perigosa, aumentando assim, a sua possibilidade de sobrevivência."

 

O livro inicia 10 anos depois dos acontecimentos, retornando de seguida ao passado.
O nosso protagonista é Lourenzo, um jovem de..., anos vai relatando como é o seu dia a dia no liceu (particular) e em seguida a transferência para uma escola pública, o jovem tem e sempre teve problemas de relacionamento na escola, sente-se bem com o seu isolamento, mas isso acarreta consequências para a sua vida, um dia vê um documentário sobre os insectos miméticos e começa a comportar-se como eles.

 

É um garoto que é tão sufocado pela protecção maternal que um dia conta-lhe que uma amiga o convidou para uma semana de férias na montanha. A mãe fica de tal maneira extasiada que ele não tem coragem de dizer que se trata de uma mentira...

 

Lourenzo, vai assim ter uma semana em que se sente feliz, a fazer aquilo que ele gosta e acima de tudo, Lourenzo vai poder ser quem realmente ele é , mas alguém vai descobrir a sua mentira e estragar o seu paraíso. Esse alguém também deseja ajuda e compreensão, será que Lourenzo vai ser capaz de suportar uma intrusa e dar-lhe o devido auxílio necessário?

 

Gostei da premissa do livro, mas achei que lhe faltou bastante por contar e desenvolver, fiquei com a sensação de que estava a ler o guião de um capítulo de novela e que abruptamente terminou, deixando o espectador em suspenso...
Acima de tudo, acho que é uma leitura que se adequa aos leitores mais jovens, nem que seja para terem a noção de entreajuda e de como enfrentar alguns problemas sociais...

 

"Porque é que tinha de andar na escola? Porque é que o mundo funcionava assim? Nasces, vais à escola, trabalhas e morres. Quem tinha decidido que aquele era o modo certo de viver? Não se podia viver de maneira diferente?"

 

"Mas, quanto mais eu encenava esta farsa, mais diferente me sentia. O abismo que me separava dos outros tornava-se cada vez maior. Sozinho senti-me feliz, com os outros tinha de fingir.
Este facto, por vezes, afligia-me. Teria de os imitar para sempre?"

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Niccolò Ammaniti nasceu em Roma, cidade onde vive, e é um dos mais conceituados autores italianos da actualidade. Os seus livros são enormes sucessos de vendas internacionais e estão publicados em quarenta e quatro países.

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publicado às 17:40

Primeira leitura do desafio #livrosnoecra

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"Vidas Opostas" ou "Vidas Duplas", seriam os títulos que eu daria a este livro...

Muitos caracterizam esta leitura de chocante, por vezes bastante pornográfica, eu acho que é simplesmente realista, mas que deixa algum amargo na boca.

É certo que o livro tem muitas personagens, cada uma com os seus desaires e frustrações, mas é um acompanhamento que vai fluindo sem grandes dificuldades.

De salientar que à excepção dos pais, vamos acompanhando a vida de adolescentes e como eles lidam com as novas tecnologias.

 

Adultos - Kent, Dawn, Patrícia, Don, Rachel, Traceye Jim.

  • Dois casais, um que enfrenta uma crise no casamento e com a ajuda das novas tecnologias vão alcançar fora de casa aquilo que já não existe na união, outro que tem uma relação estável, mas que divergem numa situação.
  • Um pai desesperado que não sabe como lidar com o divórcio, nem tão pouco como dar ânimo ao filho.
  • Duas mães, uma obcecada em divulgar para os outros pais os perigos da Internet, em consequência faz um constante controlo á filha, a outra mãe gere um web site "semi" pornográfico da filha menor.

 

Adolescentes - Tim, Hannah, Chris, Allison, Brandy, Danny e Brooke.

  • Uma filha sufocada pelo controlo excessivo da mãe, que contorna a fiscalização de forma hábil.
  • Um filho transtornado com a partida da mãe e que se refugia num jogo online.
  • Um casal de namorados que deseja iniciar a vida sexual.
  • Uma jovem que segue sites online, com o intuito de manter e ocultar o seu problema de anorexia.
  • Uma rapariga que deseja deixar de ser virgem a todo o custo.
  • Um jovem que está tão viciado em pornografia online que não consegue fazer sexo “normal” ou ter orgasmos, sem a ajuda desses vídeos.

 

Relações frágeis, quer aquelas que se esmoreceram com o passar dos anos, quer as que estão a dar os primeiros passos, vidas desfeitas pela separação, anorexia, fantasias sexuais, pornografia e tudo a desenvolver-se diariamente com a ajuda da Internet.

Vidas descaracterizadas pela ânsia de ser-mos mais do que somos, pais que negligenciam os filhos e as suas próprias relações, filhos que se "auto-dominam" de "experts" em relação ao sexo, as novas tecnologias, usando-as sem controlo, facilitando o contacto entre a presa e o predador.

Utilizar a Internet para reter informações de como se tornar magra, ao ponto de ver técnicas para induzir os vómitos aliados à sua já extrema magreza, ou ver e incentivar a pornografia em todas as variantes.

 

Vamos agora às partes (para mim) negativas do livro e que influenciaram a minha avaliação.

  • Detesto futebol americano, não conheço as regras, nem acho piada a este desporto, e uma grande parte do livro centrasse em acompanhar a equipa, em que alguns protagonistas fazem parte dela ou da claque.
  • Mas que final é este? É o mesmo que ser-mos convidados a ir a casa de um amigo e de repente, sem justificações ser-mos postos porta fora. Personagens que ficaram com as suas estórias suspensas sem nenhum final que nos deixe um fio condutor. Reacções que despertaram atitudes que me deixaram completamente "WTF" quando cheguei há última página.

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 Trailer da adaptação no cinema

Homens, Mulheres & Filhos foi dirigido pelo aclamado Jason Reitman e actores bastante conhecidos, Adam Sandler, Jennifer Garner, Emma Thompson, Judy Greer e Ansel Elgort (o jovem actor que interpretou o personagem Gus no filme "A culpa é das estrelas").

Ainda não vi o filme, mas estou bastante curiosa para ver como termina e como os personagens vão expôr os seus problemas.

 

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Chad Kultgen (nasceu em 16 de Junho de 1976) é um romancista e jornalista americano. Publicou peças de opinião no The Huffington Post , e foi um escritor de pessoal para Hits e o Weekly World News .

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publicado às 18:57

Sétima e Oitava leitura para o desafio #marçofeminino

Esta opinião será um dois em um, porque nenhuma destas leituras me suscitou o prazer de fazer comentários separados. 

Duas escritoras completamente desconhecidas para mim, cujos livros já divagavam nas estantes à algum tempo e por puro acaso, dois livros de contos (pensava que o Aqua Toffana, não fosse contos).

 

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Opinião:

Dois contos, que nos colocam lado a lado com os (psedo) assassinos. Podemos sentir o que sentem, a raiva, o desespero, a impotência de controlar os seus actos. Pessoas mentalmente perturbadas que nos tentam deixar sem nenhum controlo nas nossas emoções mais escondidas.
Apesar de no Aqua Toffana os contos serem virados mais para o meu gosto e até ter "suportado" minimamente toda a leitura, não me conseguiu convencer.
Da Patrícia Melo, não tenho e dificilmente terei, mais nenhum livro para ler.

 

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Opinião:

Almudena Grandes também não me encantou, apesar de ter gostado de apenas dois dos sete contos que compõem o livro, ao contrário de Aqua Toffana, aqui vemos textos muito distintos uns dos outros, a própria autora faz uma breve introdução a explicar a origem destes contos e o porquê de todas as protagonistas serem mulheres. 
Desta autora tenho ainda para ler "Os Ares Difíceis", pode ser que me renda aos seus encantos neste romance.

 

Tenho pena, mas sinceramente, não achei piada ou interesse a nenhum deles. 

 

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publicado às 21:51

"O Meu Nome É..." de Alastair Campbell - Opinião

por Tânia Tanocas, em 12.03.17

Primeira leitura do desafio #marçofeminino

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Opinião:

Primeiro tiro no escuro e pode-se dizer que foi mesmo no escuro, não é que eu pensava que o escritor deste livro fosse uma mulher! Passou-se o mesmo com Toni Morrison, pensava que era um homem e afinal é uma senhora.

Sou péssima com nomes de autores, personagens, digamos que a única coisa que muitas das vezes perdura dos livros que leio são as histórias, fico sempre baralhada quando tenho de ligar as histórias aos autores, e acho que foi isso que me induziu em erro, tinha uma grande ânsia de ler este livro, por causa do tema que aborda, que nem me dei ao trabalho de ir confirmar o género do autor.

Mas é um senhor este autor, por isso acabo por provocar (sem querer) uma pequena batota para o desafio #marçofeminino, salva-se a personagem que é feminina. 

 

Mas vamos ao que interessa, como já referi, há muito que tinha interesse em ler esta história, infelizmente tenho um caso de alcoolismo muito directo na família, caso esse em que muitas das vezes não sei como lidar, já que a pessoa em questão não assume que tem esse problema e vai devastado tudo à sua volta. Ele sente-se "poderoso" e quem está à sua volta sente-se impotente.

 

Ponto positivo para o livro que faz referência ao facto de ter de ser o próprio alcoólico a detectar que tem um problema e que o quer resolver, senão nada feito.

Logo nas primeiras páginas, tive a sensação de que a vida de Hannah não ia ser nada fácil, mas nada fazia prever que na página 24 existisse uma frase com apenas 4 palavras que a meu ver tirou-me o "brilho" e entusiasmo da restante leitura e matou naquele momento a minha abordagem para com o resto do livro.

 

Não gostei da maneira que o livro está desenvolvido, pois a cada capítulo lido, o que me veio sempre à cabeça era que estava a assistir em directo a um programa de jornalismo sensacionalista, onde existe uma pessoa que teve um final triste e em que o jornalista vai explorando a vida desta, com entrevistas a tudo o que é gente conhecida da vítima, foi o ex namorado a sério, o professor de natação, o tio, o pai da melhor amiga, o agente da polícia, etc. Para mim tirou a credibilidade e respostas que eu achava que iria encontrar para conseguir lidar com este flagelo que ataca cada vez mais pessoas e cada vez mais novas.

 

Resumindo, foi uma leitura que a meu ver é interessante para quem quer ter algum conhecimento acerca do tema, despistar algumas dúvidas, ou perceber (um pouco) de como as pessoas alcoólicas se sentem e os seus comportamentos, lembrando sempre que cada caso é um caso, mas muito pouco esclarecedor para quem tem de lidar directamente com o problema e não sabe como.

 

Relembrando que este é um livro de ficção, mas como tinha as expectativas elevadas, senti-me um pouco defraudada. Mesmo assim gostei de conhecer a Hannah, uma rapariga que na ânsia de se livrar de várias angústias, envereda por um problema ainda maior e mais perigoso e de ver abordado os "lóbis" das bebidas alcoólicas, muito interessante esta parte do livro. 

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Alastair Campbell nasceu em Yorkshire em 1957. Estudou Línguas e Literaturas Modernas em Cambridge e começou a sua carreira no Jornalismo. Quando Tony Blair se tornou presidente do Partido Trabalhista, convidou-o para ser seu secretário de imprensa. Mais tarde foi seu porta-voz oficial e depois director de comunicação e estratégia, tendo trabalhado com Blair entre 1994-2003. Agora é presidente da Leukaemia Research, e dedica-se à escrita.

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publicado às 17:26

"O Livro do Hygge" de Meik Wiking - Opinião

por Tânia Tanocas, em 23.02.17

Sinopse:

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A minha opinião:

A Dinamarca foi eleito em 2016 e já por várias vezes o país com a população mais feliz do mundo, este livro quer nos demonstrar como é que este povo, (que vive desprivilegiado pela meteorologia, com Invernos rigorosos e pouca luz solar) consegue ser o mais feliz.

 

Uma amiga (do coração) enviou-me uma sms com o seguinte: "Tânia tens de ler este livro porque acho que temos uma costela dinamarquesa!". E foi assim que este livro veio parar às minhas mãos, até porque sai (e muito) do meu género de leituras, ela sabe disso, temos gostos literários diferentes, mas é por isso mesmo que adoro "discutir" com ela determinados assuntos, acho que ela consegue ver as coisas de maneira diferente da minha e isso é que é interessante neste mundo dos livros.

 

Logo no dia que recebi o livro comecei a ler as primeiras páginas (só para ter uma noção do que se tratava, pois não contava fazer já a leitura) e quando me apercebi já tinha lido 105 páginas, o livro tem textos curtos acompanhado com algumas fotografias, por isso é fácil passar página à página num ápice.

O conceito Hygge dos dinamarqueses é basicamente o que designamos por "cool", o que está na moda (não em termos literal da palavra, mas de actos praticados), etc. É uma palavra que não tem tradução, tal como a nossa palavra "saudade". O autor vai explicar como é que os dinamarqueses colocam o Hygge em prática o que no entender deles dizem ser a fórmula para o povo Dinamarquês ser o mais feliz.

 

Aspectos Positivos:

Gosto de conhecer culturas diferentes e adorei conhecer a dinamarquesa, não sei se aguentava viver lá, sou bastante friorenta e adoro o "nosso" sol. 

 

Adorei e revi-me completamente na prática do Hygge numa pessoa introvertida (como eu sou), este exercício é uma maneira de confraternizar sem ficar esgotado, pois as pessoas introvertidas buscam a energia dentro de si e os extrovertidos retiram energia dos estímulos externos.   

 

Gostei de saber que os dinamarqueses quando saem dos trabalhos, não ficam "a fazer tempo" na tasca ao lado só para não irem para casa ;), dão muito valor à família, prezam os "pequenos" grandes prazeres da vida e são adeptos de uma máxima que eu adoro: "pouco, mas bom e sempre com algum significado". 

 

Descobri que sou Feliz, graças à prática de alguns dos conceitos Hygge, isto é, muito daquilo que é e faço no meu dia a dia são Hygge praticados pelos dinamarqueses para serem considerados o povo mais feliz, fiquei contente, pois sem saber tenho andado a fazer o caminho certo para continuar a ser feliz ;)

 

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O meu cantinho Hyggekrog 

 

Aspectos Negativos:

Estamos a falar de um país que a nível de apoios estaduais nem se compara ao nosso, sendo assim como é que podemos ser "felizes" quando andamos no limbo da incerteza quanto aos nossos postos de trabalho, quando existem desempregados sem (muita) esperança ou oportunidade no futuro, quando temos de nos "matar" a trabalhar para chegar ao fim do mês com 600€ (já estou a ser amiga), quando esse mesmo trabalho nos pede para fazer horas extras (muitas das vezes não remuneradas) essenciais para poder estar com a nossa família. É caso para se dizer, "é tudo muito bonito mas só para quem pode, não para quem quer".

 

Para quem não sabe, está quase a fazer um ano em que decidi alterar (drasticamente) a minha alimentação (em breve faço um post só referente ao assunto) e esta foi outra questão que me fez muita confusão e fiquei espantada, então um povo que privilegia a natureza acham Hygge ter peles de animais (renas) e têm uma alimentação (farta) com a matéria-prima que eles apelam no seu conceito de felicidade? Fazer um assado de carne no forno e deixar-se inebriar pelo aroma é Hygge? O meu refogado de lentilhas com cogumelos, deixa um aroma incrível pela casa e ninguém adivinharia (pelo cheiro) que não tem nada animal. :)
Vamos a ver se me faço perceber, a "nossa" alimentação (mediterrânica) também tem uma base de carnes, já comi muita, eu de quando em vez (ainda) tenho os meus deslizes, felizmente cada vez menos, mas um povo que se diz orgânico e biológico ainda com uma mente tão retrógrada em relação à alimentação, sinceramente por esta não esperava. :( 
Talvez pense assim porque sempre actuei na base do “comer para viver e não viver para o comer”... Aliás eu até estou desconfiada de que não sei comer, como quando tenho fome e mais nada, não sinto prazer, não sinto nostalgia em relação há comida.

 

Já que falamos de alimentação, os dinamarqueses consomem 8.2 kg de açúcar por pessoa ao ano, outro conceito que não esperava ler para ser considerado Hygge, num ano em que o nosso governo implementou uma taxa extra ao açúcar, onde cada vez mais se alerta a população para a sua redução, este povo ainda "ataca" forte e feio neste pequeno "veneno" para ser feliz. Não quero ser dramática, nem demagógica, de vez em quando a "carência" de um doce também atinge o meu cérebro, mas 8.2 kg? E ainda por cima grande parte só de confeitaria em que além dos açúcares, levam farinhas, natas, ovos, etc. 

 

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"A felicidade consiste mais em pequenas convivências ou prazeres que ocorrem todos os dias do que em grandes pedaços de sorte que acontecem raramente." Benjamim Franklin

 

Enfim, tenho pena querida amiga, gostei de algumas partes (em que me identifico e é também o meu conceito de Hygge), mas infelizmente não fiquei fã, nem maravilhada ao ponto de colocar em prática algumas das outras Hygge descritas no livro. Existe uma referência à série The Killing, que em breve quero ver. Em suma, prefiro continuar a ser Feliz há minha maneira, de preferência com o nosso "solzinho" ;)

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publicado às 22:52


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