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Segunda leitura do #bookbingoleiturasaosol

Categoria: "BD"

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Opinião:

Conheci o Armandinho, quando um dia me deparei com esta tirinha, a partir dai fiquei fã...

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Algures (acho que foi no Goodreads) li uma opinião que descrevia o Armandinho como uma mistura de Mafalda e Calvin & Hobbes, e é essa também a minha opinião.

 

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Armandinho não gosta da escola, de comer, tomar banho e arrumações...

 

 

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 Adora doces, comidas nada saudáveis, animais, natureza, ver TV e jogar videogame...

 

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Não compreende algumas atitudes dos humanos, principalmente a falta de tempo dos pais para com ele...

 

Tem um raciocínio de criança, mas que deixa qualquer adulto sem palavras, principalmente a sua argumentação. Apesar das tiras serem facilmente encontradas na Internet, adquiri estes dois exemplares em papel, quando terminei o Armandinho zero, não me contive e devorei logo de seguida o Armandinho um.

 

Ainda não sei se irei completar o resto da colecção (Armandinho vai evoluindo e eu gosto da sua evolução, cada vez mais preocupado com o meio ambiente e questões sociais), mas de uma coisa tenho a certeza, o Armandinho já conquistou o meu coração e de lá não irá sair...

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Alexandre Beck passou pelas faculdades de agronomia (sempre foi um grande apreciador do meio ambiente, e dos animais), publicidade e jornalismo. Numa busca para se encontrar , que contrasta com a certeza absoluta da sua vida: a paixão por desenhar.
Em 2002 surgiu uma vaga num jornal para fazer tirinhas e então criou os seus personagens. Alguns eram baseados em amigos seus. Alexandre ocupava a metade de um dia a fazê-los. 

Em 2010, pediram-lhe três tirinhas para uma matéria sobre economia onde os pais conversavam com as crianças. Assim nasceu o Armandinho.

O nome do Armandinho foi escolhido num concurso. Segundo o vencedor, este nome deve-se ao facto do personagem sempre está armando algo.

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publicado às 15:57

Primeira leitura para o #bookbingoleiturasaosol

Categoria: "Esquecido na estante" 

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Opinião:
Dos 629 livros que tenho para ler (só em papel ), decidi que o livro 125 já estava à muito esquecido na estante e decidi pegar neste pequeno grande miminho.

Desengane-se quem achar que este é um livro "fofinho" que fala de um velho que só lê romances de amor, esta pequena novela, é como um estalada à civilização que se intromete e destrói aquilo que deveria preservar e adorar.

"António José Bolívar ocupava-se de as manter à distância, enquanto os colonos devastavam a floresta construindo a obra prima do homem civilizado: o deserto."

Primeiro, achei que é bastante educativo em termos de preservação das nossas florestas (neste caso, uma das mais importantes, a Amazónia), a fauna e a flora são tão, ou mais importantes do que o progresso, as pessoas caçam o essencial para sobreviver, vivem na pacatez do seu dia a dia, a sabedoria é imensa, não compreendem os colonos que por outro lado também não compreendem o estilo de vida dos habitantes destes lugarejos, muitas das vezes, para seu belo prazer devastam o sossego destes sítios sem terem a consciência de que o fazem...

António José Bolívar é um velho, que conseguiu sobreviver na floresta graças ao conhecimento que adquiriu ao longo da sua vida com os índios, vive numa pequena aldeia (El Idilio), onde duas vezes por ano o dentista Rubicundo Loachamín surge para "remediar" os pacientes das suas mazelas bucais, exactamente como o funcionário dos correios, que raramente leva correspondência para os habitantes.
É por ocasião de uma dessas visitas que se desenrola a acção, o humor sarcástico do médico, dá logo a entender a antipatia que sente em relação ao poder político, a sua condescendência para com os pacientes também não é a mais saudável, mas é dos poucos que aparece para lhes auxiliar em alguma coisa...
O velho António José Bolívar e o médico começaram uma ligação que se revelou bem mais importante do que qualquer valor monetário deste mundo, nesse dia algo acontece, e as consequências vão levar o velho a desfolhar o livro do seu passado e dar-nos a conhecer o seu conhecimento da floresta e amor pelos romances (só de amor).

O autor dedica este livro (que foi prémio Tigre Juan) a Chico Mendes, um dos mais lídimos defensores da Amazónia, que "a muitos milhares de quilómetros e de ignomínia um bando de assassinos armados e pagos por outros criminosos mais importantes, daqueles que usam fatos de bom corte, unhas cuidadas e dizem actuar em nome do «progresso», liquidavam a vida de uma das figuras mais destacadas e consequentes do Movimento Ecologista Universal."

Certamente, um autor que desejo continuar a acompanhar, pois a sua escrita é bastante audaz, com uma mensagem muito elucidativa e educativa.
De salientar que este livro faz parte do plano nacional de leitura, apesar de ter alguns relatos mórbidos que podem chocar, acho que se enquadra totalmente no contexto da preservação e impulsionadora para amar os livros.

"Quando havia uma passagem que lhe agradava especialmente, repeti-a muitas vezes, todas as que achasse necessárias para descobrir como a linguagem humana também podia ser bela."

"O prémio também é teu, e de todos os que hão-de continuar o teu caminho, o nosso caminho colectivo em defesa deste único mundo que possuímos."

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Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Da sua vasta obra (toda ela traduzida em Portugal), destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas Mundo do Fim do Mundo, Patagónia Express, Encontros de Amor num País em Guerra, Diário de um Killer Sentimental ou A Sombra do que Fomos (Prémio Primavera de Romance em 2009), por exemplo, conquistaram também, em todo o mundo, a admiração de milhões de leitores. Em 2016, recebeu o Prémio Eduardo Lourenço.

 

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publicado às 18:36

Segunda leitura do projecto #adaptações

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Opinião:

Por incrível que pareça este filme fez parte do terror da minha adolescência, perdi a conta das vezes que o vi (ainda no auge das videocassetes), quem vir este filme agora, com toda a certeza vai chamar-me maluca, mas só eu sei quantas noites espreitei debaixo da cama antes de adormecer, quantas vezes ficava em pânico quando a televisão assumia aquele estado de formigueiro sem imagem, quantas vezes contei para avaliar a distância de uma tempestade.

 

Fiquei bastante contente em ler esta estória, apesar de a adaptação estar bem retratada, gostei de ler um, ou outro apontamento que não está no filme, por exemplo o envolvimento da médium Tangina, na estória surge de maneira diferente no livro, mas a essência da estória está lá toda, quer seja no livro, quer no filme, gostei muito das duas versões, apesar de já conhecer o enredo, não tirou o mérito à leitura, em determinado momento estava tão absorvida que me assustei com o toque do meu telemóvel... 

 

Sem dúvida que o Steve Spielberg se esmerou ao máximo na recriação desta adaptação (ou talvez ao contrário, não consegui perceber se este livro surgiu antes ou depois do filme), pois apesar de ter o filme muito presente, houve situações que sem dúvida eu imaginava tal como ele reproduziu, muito fiel mesmo...

 

Acho que a estória dispensa apresentações, uma família normal, que vive numa casa que esconde um segredo que vai ser revelado por meio de acções fantasmagóricas, até ao desaparecimento da pequena Carol Anne tudo parece inofensivo, depois tudo se desmorona... E quando se pensava que tudo tinha terminado, eis que surge uma nova reviravolta...  

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Trailer da adaptação (1982)

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publicado às 17:51

Segunda leitura do desafio #livrosnoecra

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Opinião:

Tenho a certeza de que não existe ninguém que não conheça a estória deste livrinho, começamos logo a conta-lo às nossas crianças, nas escolas ensinam o significado destas palavras, é presença quase essencial em qualquer biblioteca particular e acima de tudo, uma pequena fábula carregada de muitas conclusões e interpretações sobre as acções e comportamentos do ser humano.

 

A Bela e o Monstro foi originalmente escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, em 1740, esta primeira versão incluía mais de cem páginas envolvendo uma fera genuinamente selvagem, mas em 1756, Jeanne-Marie LePrince de Beaumont sintetizou e transformou a obra original.

 

O conto é bastante curtinho, contém o essencial, mas quem visualizar qualquer das várias adaptações cinematográficas vai denotar algumas diferenças e até a falta de vários indícios que não estão contados no livro.

A primeira situação é que só vamos descobrir como o monstro surgiu no final, depois em nenhum momento temos objectos falantes que animam a Bela, não sabia que Bela tinha mais cinco irmãos (duas irmãs e três irmãos) e não existe nenhuma rebelião de populares para atacar o monstro.

 

Tirando estas pequenas diferenças o livro lê-se com bastante afinco e as ilustrações de Aurélie de Sousa dão um toque especial a esta leitura, a comprovar que não são só as crianças que se deliciam com estas estórias, sem dúvida uma fábula para reler até saber a estória na ponta da língua. 

Ganância, humildade, simplicidade, perseverança, dedicação, amor e amizade, são os pontos fortes desde conto, que em tão poucas páginas nos transmite uma enorme lição.

 

“Corrigimo-nos do orgulho, da cólera, da gulodice e da preguiça; mas só um milagre regenera um coração mau e invejoso.”

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Jeanne-Marie Leprince de Beaumont (1711 – 1780), professora de Francês, jornalista e escritora. Foi a autora de inúmeros contos para crianças e jovens. É considerada uma das primeiras autoras deste género literário na Europa.

 

 

 

Trailer "A Bela e o Monstro" (1991)

Adaptado, cinematografado e encenado inúmeras vezes, o conto apresenta já diversas versões, a mais recente estreou este ano (2017), a mais antiga surgiu em 1946, mas a minha preferida continua a ser a adaptação de 1991.

De salientar que apesar de gostar desta fábula, os meus contos favoritos continuam a ser Branca de Neve e a Cinderela. 

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publicado às 22:04

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Primeiro livro lido do mês de abril, um livro curtinho com apenas 86 páginas, lê-se em menos de duas horas. Não conta para o desafio #livrosnoecra porque não existe nenhuma adaptação do mesmo (pelo menos que eu tenha conhecimento).


Este livro foi a minha primeira descoberta literária desde que descobri novos blogs por aqui, nomeadamente o blog "Desabafos da Mula", onde vi pela primeira vez este livro.

Nem sei bem o que dizer desta leitura, pois o facto de ser pequeno condiciona um pouco aquilo que se pode dizer para não "spoilar" ninguém.

 

Primeiro achei que o título é altamente revelador, talvez algo como "a contadora de sonhos" seria bem mais adequado para o leitor ser apanhado de surpresa. Mas desenganem-se que fica a saber tudo através do título / sinopse, a estória vai muito mais além daquilo que imaginamos e neste aspecto adorei ser surpreendida o que fez com que adorasse ainda mais este livro.

Maria Margarida, é a filha mais nova de cinco irmãos, também é a nossa protagonista e narradora, através dela iremos conhecer a sua família e como o amor pelo cinema alterou completamente a sua vida.

 

Foi estranho ler algo que se passou numa época em que o cinema era uma das poucas distrações culturais e que não era acessível a todas as pessoas. Hoje em dia temos o cinema, televisão, Internet, etc. Por isso é imprescindível conseguir colocar toda essa tecnologia de parte para nos concentrarmos exclusivamente naquilo que Maria Margarida nos vai transmitindo.

Uma estória crua, que expõem a vivência (que poderia) ser a de uma qualquer família extremamente pobre do povo Chileno. O sofrimento e submissão do povo mais fraco em relação ao mais rico, as alegrias e as tristezas, as desilusões e as conquistas desta família vão fazer com que rapidamente nos esquecemos do desapontamento do título.

 

Gostei muito de fazer esta leitura, a escrita do autor é bastante prazerosa e gostava de ter oportunidade de ler mais livros do autor, porque apesar de ter adorado acompanhar a aventura de Maria Margarida, confesso que me soube a pouco.

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Hernán Rivera Letelier nasceu no Chile em 1950. Catapultado para a fama com o romance A Rainha Isabel Cantava Rancheras, é autor de diversos romances multipremiados que se encontram publicados em vários países. Em 2001 foi nomeado Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras pelo Ministério da Cultura de França.

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publicado às 20:41


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