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"Mr. Clarinet" de Nick Stone - Opinião

por Tânia Tanocas, em 20.09.17

Oitava leitura do desafio #bookbingoleiturasaosol
Categoria: "Passado num continente diferente"

Leitura também inserida no desafio #septemberthrills

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Opinião:

Este é um dos livros, que quem ler a sinopse jamais vai imaginar o conteúdo avassalador que o espera.
Aconteceu comigo, pensei que seria uma investigação de rapto, que com toda a certeza teria alguma peripécias e perigos pelo meio, mas o que fui lendo revelou-se uma ficção inserida na dura realidade da vida dos haitianos.

 

Haiti, um país inserido na América Central, referente ao continente americano, um país que estamos habituados a ver como paradisíaco, com paisagens únicas, mas a realidade diária deste povo é bem diferente e por incrível que pareça este livro aborda de forma exemplar a sua (sobre)vivência desumana, a economia deste povo é a mais pobre do continente americano.

 

Conhecemos Max Mingus que vai ser aliciado a partir para o Haiti em busca de um menino, alegadamente, raptado, apesar do falhanço e destino dos seus antecessores, Max aceita a missão, mas vai enveredar por caminhos altamente minados. Na cultura do povo haitiano ainda persiste o culto da magia negra, o chamado vudu, rituais, os feiticeiros "ajudam" aqueles que não encontram mais nenhuma esperança do que submeter-se a este tipo de lavagens cerebrais. Inclusive, Mr. Clarinet retrata uma peculiar superstição, acerca de um mostro que hipnotiza crianças quando toca clarinete, acabando por as raptar.

 

Para ser bem sucedido Max, vai ter de lidar com o fanatismo deste culto e o que descobre vai deixar qualquer um de boca aberta, com consequências nunca antes imaginadas.
Cheguei ao fim deste livro com o terrível pensamento: até que ponto a realidade mistura-se com a ficção, ou vice versa?! Tive de fazer algumas pesquisas extras, pois alguns factos abordados eram demasiados fantasiosos (a meu ver) para serem verosímeis, mas infelizmente correspondem à realidade.

 

Também ficamos com uma noção de como é que aquele país foi liderado pelos vários governantes e acima de tudo como é que chegou ao ponto de ruptura, quer seja política e social. Compreende-se perfeitamente o porquê de haver tantas pessoas a querer uma oportunidade noutro local, que não a sua terra natal.

 

O autor escreve de uma forma, em que a descrição da miséria é tão realista que por momentos, senti o cheiro da podridão, mas acima de tudo a indignidade que se apoderou de mim foi o suficiente para (diversas vezes) ter uma bola na garganta e pousar o livro. Esta leitura tem uma das cenas mais fortes que eu alguma vez li, uma descrição de uma tortura extremamente diabólica.

 

Apesar de tudo, foi um livro que conseguiu deixar-me constantemente empolgada na sua estória, querendo chegar ao fim o mais rápido possível.
Chocou-me o seu conteúdo, conhecer o Haiti desta forma deixou-me triste, bastante triste...

 

Nick Stone, deixou em aberto o rumo de Max Mingus, rumo esse que eu adorava acompanhar, mas infelizmente não existe mais nenhum livro do autor em Portugal, de salientar que este livro faz parte da já extinta editora "Difel", colecção Nocturnos, uma colecção que eu adoro.
Tenho pena de só agora ter conhecido o Max, principalmente, das várias vezes que hesitei ao pegar nele, mas acho que ainda fui bem a tempo...

 

"A tradição oral consegue manter coisas vivas com mais facilidade do que os livros. O papel arde."

 

"As mulheres fazem o trabalho todo neste país excepto mandar. Se mandassem, o Haiti não estaria na merda em que está."

 

"Os mentirosos tropeçavam em inconsciência e impossibilidades, por vezes nos pormenores mais insignificantes, nas pontas soltas que, quando puxadas, destruíam toda a tapeçaria."  

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Nick Stone nasceu em Cambridge a 31 de Outubro de 1966, filho de pai escocês e mãe haitiana, fez formação na Universidade de Cambridge.

Mr. Clarinet foi o seu primeiro livro no mundo da escrita, acabou por ser o vencedor do Ian Fleming Steel Dagger, para o melhor thriller de 2006.

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publicado às 22:20

Sétima leitura do #bookbingoleiturasaosol

Categoria: "Recomendado"

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Opinião:

A primeira vez que tive conhecimento deste livro foi no canal da "a mulher que ama livros", em que ela recomendava a sua leitura, depois surgiram outras opiniões favoráveis e este ano na feira do livro de Lisboa trouxe-o comigo.

 

O livro é curto, tem "apenas" 106 páginas, mas o seu conteúdo revelou-se muito complicado de "ingerir" de uma assentada só, por isso é que levei mais de um mês para o concluir.

 

A estrutura do livro é bastante interessante, inicia com uma excelente introdução da autora, que nos vai elucidar como e porque surgiu este tema, a autora frisa que este livro não é contra os agressores e muito menos contra os homens, já que ambos os sexos são vítimas de violência.

Apesar de o sexo feminino ser o mais afectado, acho que faltou a inclusão de um testemunho masculino para que esta imparcialidade não se notasse.

 

Vão surgir três partes centrais:
Parte I
Um relato de uma adolescente, hoje com 39 anos, que assistiu ao assassinato da sua mãe às mãos do pai. O incidente deu-se na década de 90, altura em que pouco ou nada se fazia e conhecia acerca deste tipo de violência e que deixou marcas para sempre nesta filha.

 

Parte II
Nove mulheres, acolhidas em casas de abrigo (excepto uma) vão relatar as suas vivências e consequências da violência às mãos de quem lhes devia proteger e não aterrorizar. Estes relatos são intercalados com comentários de vários especialistas nesta área e com conhecimento da causa.

 

Parte III
A autora reescreve um dos contos dos irmãos Grimm, "A Menina Sem Mãos", uma metáfora da condição agredida das mulheres, mas acima de tudo a possibilidade das mulheres, corajosamente, aceitar as feridas emocionais e conseguir seguir em frente.

 

Por fim são apresentado os números, costumo dizer que o ser humano está constantemente refém de números, para tudo é nos aplicado um número, por isso é muito importante ler atentamente estes números da violência doméstica (dados de 2015), as várias estruturas de apoio para casos de violência doméstica e uma vasta bibliografia para aprofundar mais este tema, que infelizmente ainda sacrifica muitas vítimas. 

 

Este livro fez-me recuar a um passado que (quase) nunca quero recordar, mas são situações que fazem parte da minha vida e isso não posso alterar.
Era uma criança e depois uma adolescente, quando tive de assistir calada e impotente aos meus próprios "telhados de vidro", não, ninguém fez nada, não, ninguém pediu ajuda, não, tudo era ocultado...
E o que é que isto originou? Originou uma mulher em que a primeira vez que foi vítima de violência achou normal, porque era o que via acontecer dentro da sua família, felizmente, na altura já havia alguma informação, o meu amor próprio e força de vontade fizeram o resto... Tudo o que assisti e vivi fez de mim uma pessoa insegura e com vários bloqueios na minha personalidade... Mas não vivo só com o trauma da minha própria violência, apesar desse incidente consegui libertar-me (pouco a pouco) e construir uma vida feliz, vivo sim e não consigo seguir em frente, com a revolta de alguém que amo ter passado pelo que passou e ninguém ter colocado um ponto final...

Diz-se que "colhemos o que semeamos" e eu concordo plenamente... 

 

«As crianças vítimas de violência doméstica vão ser adultas repletas de medos. Sejam do tipo impulsivo ou introvertido, vão ter muitos medos. Reagem demasiado aos estímulos, sobretudo negativos, ou ao que as pessoas lhe dizem. Pensam;" Aquela pessoa não gosta de mim, nunca ninguém vai gostar de mim". A ansiedade vai estar sempre presente. É a falta do lugar seguro.»

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Carla Maria Almeida, nasceu em Matosinhos, em 1969, é jornalista freelancer, escritora, formadora e tradutora na área do livro infantil. Actualmente é responsável pelas páginas de divulgação e crítica de livros para crianças na revista LER. Licenciada e pós-graduada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa, tem uma pós-graduação em Livro Infantil pela Universidade Católica Portuguesa. Os direitos dos seus livros já foram vendidos para: Alemanha, América Latina, Itália, Brasil, Holanda, Sérvia.

 

 

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publicado às 20:07

"Noite" de Elie Wiesel - Opinião

por Tânia Tanocas, em 08.09.17

Quinta leitura do #bookbingoleiturasaosol

Categoria: "Género Favorito"

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Opinião:

Desde que li a sinopse deste livro, desejei instantaneamente compra-lo e ler, assim aconteceu, chegou o mês passado e foi (quase) devorado.
A parte mais difícil foi encaixar esta leitura numa das categorias do projecto #bookbingoleiturasaosol, a minha primeira ideia era completar a categoria do prémio literário, depois percebi que o prémio que Elie Wiesel tinha ganho era o Nobel da Paz, não sendo um prémio literário, tive de optar por outra categoria.
Não é novidade que "adoro" e tenho um certo "fascínio" e apreço por livros que abordem este tema, sendo assim achei bastante pertinente integrar esta leitura na categoria "Género Favorito".

 

"Nunca irei eu esquecer aquela noite, a primeira noite no campo, que transformou a minha vida numa longe noite sete vezes selada.

Nunca irei eu esquecer aquele fumo.
Nunca irei eu esquecer as pequenas faces das crianças cujos corpos eu vi serem transformados em fumo sob um céu silencioso.
Nunca irei eu esquecer aqueles chamas que consumiram a minha fé para sempre.
Nunca irei eu esquecer o silêncio nocturno que me privou toda a vida da vontade de viver.
Nunca irei eu esquecer esses momentos que assassinaram o meu Deus e a minha alma e transformaram os meus sonhos em cinzas.
Nunca irei eu esquecer essas coisas, mesmo sendo eu condenado a viver tanto tempo quanto o próprio Deus.
Nunca."

 

Não sei explicar, porque é que leio tantas histórias acerca deste tema, deveria ficar enfadada por ser mais do mesmo, mas para mim nunca é mais do mesmo, cada experiência é única, cada texto acrescenta sempre novos conteúdos, só o contexto é que é igual.

 

Noite é um livro com umas míseras 133 páginas, mas o suficiente para nos dar a conhecer o relato (bem escuro) da deportação do autor e da sua família, uma família judia que vive na Roménia, que não vai escapar ao destino de muitas outras famílias, primeiro são enclausurado num dos dois guetos de Sighet - Transilvânia ("Não eram os alemães nem os judeus que reinava no gueto - era a ilusão"), de seguida enviados para Birkenau - Auschwitz ("Aqui existia um campo de trabalho. Com boas condições. As famílias não seriam separadas. Somente os homens iriam trabalhar na fábricas. Os velhos e os doentes tratariam da terra. O barómetro da confiança deu um salto. Era a súbita libertação de todos os terrores das noites anteriores. Demos graças a Deus") e por fim vão efectuar a tão mortal caminhada da morte ("Um vento glacial soprava com violência. Mas nós marcháva-mos sem vacilar. Os SS obrigaram-nos a apressar o passo. «Mais depressa, canalha, cães sarnentos!» Porque não? O movimento aquecia-nos um pouco. O sangue corria mais facilmente nas veias. Tínhamos a sensação de voltarmos à vida...")

 

O que é que torna este pequeno livro num grande livro? Os momentos de reflexão que o autor faz acerca da religião, do bem e do mal que é tentar sobreviver num campo de concentração com os vários desafios que vão surgindo, o facto de ter de se preocupar não só consigo, mas com outros elementos da família, descrever as atrocidades que a sua visão assistiu.

 

Pode o ser humano ser tão "mesquinho" ao ponto de perder a benevolência para com os outros? Pode, mas é um acto que instintivamente jamais se apagará e marcará a mente e o espírito de quem passou por todo este caos, sofrimento e sobrevivência...

 

"Um dia em que estávamos parados, um operário tirou da sua sacola um bocado de pão e atirou-o para o vagão. Foi uma correria. Dezenas de homens esfomeados lutaram desesperadamente por causa de algumas migalhas. Os operários interessaram-se profundamente por este espectáculo.

Anos depois, assisti a um espectáculo semelhante em Adém. Os passageiros do nosso navio divertia-se a lançar moedas aos «nativos», que mergulhavam para as apanhar. Uma parisiense de porte aristocrático divertia-se muito com este jogo. De súbito, avistei duas crianças que se agrediam brutalmente, uma tentando estrangular a outra, e implorei à senhora:
- Peço-lhe que não atire mais moedas!
- Porque não? - perguntou ela. - Gosto de praticar a caridade..."

 

Para quem gosta do tema, este livro, certamente não vai desiludir.
"Este livro relata essas circunstâncias, e deixo aos leitores - que deveriam ser tão numerosos quanto os de" O Diário de Anne Frank" - descobrirem por si o milagre pelo qual aquela criança conseguiu escapar da morte." 

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Elias "Elie" Wiesel, (Sighetu Marmaţiei, 30 de Setembro de 1928 – Manhattan, 2 de Julho de 2016) foi um escritor judeu, sobrevivente dos campos de concentração nazistas, que recebeu o Nobel da Paz de 1986, pelo conjunto de sua obra de 57 livros, dedicada a resgatar a memória do holocausto e a defender outros grupos vítimas das perseguições. O pai de Elie era romeno e mãe proveniente da Hungria.

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publicado às 22:12

Terceira leitura do #bookbingoleiturasaosol
Categoria: "Autor Lusófono"

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Opinião:

Confesso, sou chorona por natureza, mas este pequeno livrinho deu cabo do meu stock de lágrimas, acho que nunca tive uma leitura tão chorosa quanto esta, em determinados momentos, queria ler e não conseguia, de tão turvados que estavam os meus olhos...

 

A primeira edição deste livro foi em 1968 (quase a completar meio século de vida), nessa altura (e até mesmo agora), ser criança nem sempre era (é) fácil, mas ser criança numa família numerosa e extremamente pobre pior ainda...

 

É isso que vamos aprender com o Zezé, um menino de cinco anos, o pai está desempregado, só a mãe trabalha num fábrica para sustentar a família, por vezes toma conta do irmão mais novo (Luís) tornando-se o seu protector para que este não sinta a mesma falta de carinho, traquinas como todos os meninos da sua idade, mas totalmente incompreendido, tornando-se o alvo perfeito das descargas emocionais dos mais velhos, sendo até considerado um diabo, termina (quase) sempre como se de um saco de pancada se tratasse, um dia conta o seu segredo, inexplicávelmente aprendeu a ler, em vez de ser apoiado, vai ser "despachado" para a escola e continuar a vaguear pelas ruas ao Deus dará.

 

Mas as traquinices estão sempre presentes na sua vida e é assim que as conversar secretas com o seu Pé de laranja Lima (Minguinho), a sua interminável imaginação, a ligação com o Ariovaldo, a adoração da sua professora Cecilia ou a improvável amizade com o Manuel Valadares (o português) vão alterar por completo a sua vida.

 

Zezé, procura constantemente compreensão, carinho e amor dentro da sua casa, mas infelizmente a sua procura só vai ser realizada fora de portas, por meros desconhecidos ao ponto de ele guardar para si o segredo dessas amizades para não correr o risco de elas se desfazerem. Mas nada dura para sempre e Zezé irá sofrer como ninguém imagina uma dor bem maior do que a falta de carinho recebido até aí...

 

Um excelente hino à amizade, à incompreensão, até mesmo à falta de disponibilidade por parte da família em acompanhar o crescimento e necessidades desta criança, quantas crianças por este mundo fora não se chamarão Zezés...

 

"Pensei na fábrica um momento. Não gostava dela. O seu apito triste de manhã tornava-se mais feio às cinco horas. A fábrica era um dragão que todo o dia comia gente e de noite vomitava o pessoal muito cansado."

 

"- Olha Minguinho, não precisa ficar desse jeito. Ele é o meu maior amigo. Mas você é o rei absoluto das árvores, como o Luís é o rei absoluto dos irmãos.
Você precisa saber que o coração da gente tem que ser muito grande e caber tudo que a gente gosta."

 

"- Mas tu também não disseste que me matavas?
- Disse no comêço. Depois matei você ao contrário.
Fiz você morrer nascendo no meu coração.
...
- Adeus?
Sério. Você vê, eu não presto para nada, estou cansado de sofrer pancada e puxões de orelha. Vou deixar de ser uma boca a mais..."

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 José Mauro de Vasconcelos, escritor brasileiro, descendente de portugueses, nascido em 1920, no Rio de Janeiro, e falecido em 1984. Depois de ter tido várias profissões, viajou pelo interior do país, região que inspirou quase toda a sua obra. Um dos seus romances mais famosos, O Meu Pé de Laranja Lima , tornou-se o exemplo vivo da presença do tema da infância na sua escrita.

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publicado às 22:12

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Opinião:
Muito raramente leio um livro que no momento todos falam, mas não sei explicar este conseguiu fazer com que desejasse pegar logo nele e simplesmente o devorei...

O enredo é bastante complexo, assim como o tema em questão "até onde conseguiria ir para matar alguém"?!

O ser humano é cada vez mais complexo e imprevisível, as suas acções (em determinados momentos) deixam de ser racionais e tornam-se monstruosas, tentando construir os crimes perfeitos, mas será que existe o crime perfeito?
É o que vamos descobrir com os protagonistas desta estória, o que leva Lilly Kintner a vingar-se, o que passa na cabeça de Ted Severson para conspirar contra a sua mulher...
Lilly e Ted, duas personagens que se encontram por acaso (ou não) e logo estabelecem uma relação perigosa, será que o desejo de vingança se sobrepõe à razão? E terão eles êxito nos seus planos? Existe, ou não o crime perfeito?

Tenho muita vontade de vos falar mais deste livro, mas tenho a sensação de que por mais que dissesse não iria conseguir transmitir o valor dele... Só sei que o autor conseguiu fazer com que gostasse e sentisse empatia com assassinos (pelo menos neste caso).

O livro deixa-nos em constante sobressalto, tal não é a intensidade do mistério, tipo, escapas ou és apanhada, és apanhada ou escapas? E o final, completamente imprevisível e fora da nossa imaginação, todo o livro é perfeitamente eloquente e até bastante elucidativo para ninguém ceder aos próprios instintos e pensamentos sem pensar nas consequências...

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Peter Swanson é autor de três romances: The Girl with a Clock for a Heart, finalista do LA Times Book Award; Aqueles que Merecem Morrer, vencedor do New England Society Book Award e finalista do CWA Ian Fleming Steel Dagger; e Her Every Fear, o mais recente. 

Peter Swanson frequentou o Trinity College, a Universidade de Massachusetts, em Anherst, e o Emerson College. Vive em Massachusetts com a sua mulher e um gato.

Os seus livros estão traduzidos em 30 línguas.

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publicado às 18:38


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