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"Noite" de Elie Wiesel - Opinião

por Tânia Tanocas, em 31.07.17

Quinta leitura do #bookbingoleiturasaosol

Categoria: "Género Favorito"

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Opinião:

Desde que li a sinopse deste livro, desejei instantaneamente compra-lo e ler, assim aconteceu, chegou o mês passado e foi (quase) devorado.
A parte mais difícil foi encaixar esta leitura numa das categorias do projecto #bookbingoleiturasaosol, a minha primeira ideia era completar a categoria do prémio literário, depois percebi que o prémio que Elie Wiesel tinha ganho era o Nobel da Paz, não sendo um prémio literário, tive de optar por outra categoria.
Não é novidade que "adoro" e tenho um certo "fascínio" e apreço por livros que abordem este tema, sendo assim achei bastante pertinente integrar esta leitura na categoria "Género Favorito".

 

"Nunca irei eu esquecer aquela noite, a primeira noite no campo, que transformou a minha vida numa longe noite sete vezes selada.

Nunca irei eu esquecer aquele fumo.
Nunca irei eu esquecer as pequenas faces das crianças cujos corpos eu vi serem transformados em fumo sob um céu silencioso.
Nunca irei eu esquecer aqueles chamas que consumiram a minha fé para sempre.
Nunca irei eu esquecer o silêncio nocturno que me privou toda a vida da vontade de viver.
Nunca irei eu esquecer esses momentos que assassinaram o meu Deus e a minha alma e transformaram os meus sonhos em cinzas.
Nunca irei eu esquecer essas coisas, mesmo sendo eu condenado a viver tanto tempo quanto o próprio Deus.
Nunca."

 

Não sei explicar, porque é que leio tantas histórias acerca deste tema, deveria ficar enfadada por ser mais do mesmo, mas para mim nunca é mais do mesmo, cada experiência é única, cada texto acrescenta sempre novos conteúdos, só o contexto é que é igual.

 

Noite é um livro com umas míseras 133 páginas, mas o suficiente para nos dar a conhecer o relato (bem escuro) da deportação do autor e da sua família, uma família judia que vive na Roménia, que não vai escapar ao destino de muitas outras famílias, primeiro são enclausurado num dos dois guetos de Sighet - Transilvânia ("Não eram os alemães nem os judeus que reinava no gueto - era a ilusão"), de seguida enviados para Birkenau - Auschwitz ("Aqui existia um campo de trabalho. Com boas condições. As famílias não seriam separadas. Somente os homens iriam trabalhar na fábricas. Os velhos e os doentes tratariam da terra. O barómetro da confiança deu um salto. Era a súbita libertação de todos os terrores das noites anteriores. Demos graças a Deus") e por fim vão efectuar a tão mortal caminhada da morte ("Um vento glacial soprava com violência. Mas nós marcháva-mos sem vacilar. Os SS obrigaram-nos a apressar o passo. «Mais depressa, canalha, cães sarnentos!» Porque não? O movimento aquecia-nos um pouco. O sangue corria mais facilmente nas veias. Tínhamos a sensação de voltarmos à vida...")

 

O que é que torna este pequeno livro num grande livro? Os momentos de reflexão que o autor faz acerca da religião, do bem e do mal que é tentar sobreviver num campo de concentração com os vários desafios que vão surgindo, o facto de ter de se preocupar não só consigo, mas com outros elementos da família, descrever as atrocidades que a sua visão assistiu.

 

Pode o ser humano ser tão "mesquinho" ao ponto de perder a benevolência para com os outros? Pode, mas é um acto que instintivamente jamais se apagará e marcará a mente e o espírito de quem passou por todo este caos, sofrimento e sobrevivência...

 

"Um dia em que estávamos parados, um operário tirou da sua sacola um bocado de pão e atirou-o para o vagão. Foi uma correria. Dezenas de homens esfomeados lutaram desesperadamente por causa de algumas migalhas. Os operários interessaram-se profundamente por este espectáculo.

Anos depois, assisti a um espectáculo semelhante em Adém. Os passageiros do nosso navio divertia-se a lançar moedas aos «nativos», que mergulhavam para as apanhar. Uma parisiense de porte aristocrático divertia-se muito com este jogo. De súbito, avistei duas crianças que se agrediam brutalmente, uma tentando estrangular a outra, e implorei à senhora:
- Peço-lhe que não atire mais moedas!
- Porque não? - perguntou ela. - Gosto de praticar a caridade..."

 

Para quem gosta do tema, este livro, certamente não vai desiludir.
"Este livro relata essas circunstâncias, e deixo aos leitores - que deveriam ser tão numerosos quanto os de" O Diário de Anne Frank" - descobrirem por si o milagre pelo qual aquela criança conseguiu escapar da morte." 

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Elias "Elie" Wiesel, (Sighetu Marmaţiei, 30 de Setembro de 1928 – Manhattan, 2 de Julho de 2016) foi um escritor judeu, sobrevivente dos campos de concentração nazistas, que recebeu o Nobel da Paz de 1986, pelo conjunto de sua obra de 57 livros, dedicada a resgatar a memória do holocausto e a defender outros grupos vítimas das perseguições. O pai de Elie era romeno e mãe proveniente da Hungria.

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publicado às 19:33

Terceira leitura do #bookbingoleiturasaosol
Categoria: "Autor Lusófono"

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Opinião:

Confesso, sou chorona por natureza, mas este pequeno livrinho deu cabo do meu stock de lágrimas, acho que nunca tive uma leitura tão chorosa quanto esta, em determinados momentos, queria ler e não conseguia, de tão turvados que estavam os meus olhos...

 

A primeira edição deste livro foi em 1968 (quase a completar meio século de vida), nessa altura (e até mesmo agora), ser criança nem sempre era (é) fácil, mas ser criança numa família numerosa e extremamente pobre pior ainda...

 

É isso que vamos aprender com o Zezé, um menino de cinco anos, o pai está desempregado, só a mãe trabalha num fábrica para sustentar a família, por vezes toma conta do irmão mais novo (Luís) tornando-se o seu protector para que este não sinta a mesma falta de carinho, traquinas como todos os meninos da sua idade, mas totalmente incompreendido, tornando-se o alvo perfeito das descargas emocionais dos mais velhos, sendo até considerado um diabo, termina (quase) sempre como se de um saco de pancada se tratasse, um dia conta o seu segredo, inexplicávelmente aprendeu a ler, em vez de ser apoiado, vai ser "despachado" para a escola e continuar a vaguear pelas ruas ao Deus dará.

 

Mas as traquinices estão sempre presentes na sua vida e é assim que as conversar secretas com o seu Pé de laranja Lima (Minguinho), a sua interminável imaginação, a ligação com o Ariovaldo, a adoração da sua professora Cecilia ou a improvável amizade com o Manuel Valadares (o português) vão alterar por completo a sua vida.

 

Zezé, procura constantemente compreensão, carinho e amor dentro da sua casa, mas infelizmente a sua procura só vai ser realizada fora de portas, por meros desconhecidos ao ponto de ele guardar para si o segredo dessas amizades para não correr o risco de elas se desfazerem. Mas nada dura para sempre e Zezé irá sofrer como ninguém imagina uma dor bem maior do que a falta de carinho recebido até aí...

 

Um excelente hino à amizade, à incompreensão, até mesmo à falta de disponibilidade por parte da família em acompanhar o crescimento e necessidades desta criança, quantas crianças por este mundo fora não se chamarão Zezés...

 

"Pensei na fábrica um momento. Não gostava dela. O seu apito triste de manhã tornava-se mais feio às cinco horas. A fábrica era um dragão que todo o dia comia gente e de noite vomitava o pessoal muito cansado."

 

"- Olha Minguinho, não precisa ficar desse jeito. Ele é o meu maior amigo. Mas você é o rei absoluto das árvores, como o Luís é o rei absoluto dos irmãos.
Você precisa saber que o coração da gente tem que ser muito grande e caber tudo que a gente gosta."

 

"- Mas tu também não disseste que me matavas?
- Disse no comêço. Depois matei você ao contrário.
Fiz você morrer nascendo no meu coração.
...
- Adeus?
Sério. Você vê, eu não presto para nada, estou cansado de sofrer pancada e puxões de orelha. Vou deixar de ser uma boca a mais..."

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 José Mauro de Vasconcelos, escritor brasileiro, descendente de portugueses, nascido em 1920, no Rio de Janeiro, e falecido em 1984. Depois de ter tido várias profissões, viajou pelo interior do país, região que inspirou quase toda a sua obra. Um dos seus romances mais famosos, O Meu Pé de Laranja Lima , tornou-se o exemplo vivo da presença do tema da infância na sua escrita.

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publicado às 06:40

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Opinião:
Muito raramente leio um livro que no momento todos falam, mas não sei explicar este conseguiu fazer com que desejasse pegar logo nele e simplesmente o devorei...

O enredo é bastante complexo, assim como o tema em questão "até onde conseguiria ir para matar alguém"?!

O ser humano é cada vez mais complexo e imprevisível, as suas acções (em determinados momentos) deixam de ser racionais e tornam-se monstruosas, tentando construir os crimes perfeitos, mas será que existe o crime perfeito?
É o que vamos descobrir com os protagonistas desta estória, o que leva Lilly Kintner a vingar-se, o que passa na cabeça de Ted Severson para conspirar contra a sua mulher...
Lilly e Ted, duas personagens que se encontram por acaso (ou não) e logo estabelecem uma relação perigosa, será que o desejo de vingança se sobrepõe à razão? E terão eles êxito nos seus planos? Existe, ou não o crime perfeito?

Tenho muita vontade de vos falar mais deste livro, mas tenho a sensação de que por mais que dissesse não iria conseguir transmitir o valor dele... Só sei que o autor conseguiu fazer com que gostasse e sentisse empatia com assassinos (pelo menos neste caso).

O livro deixa-nos em constante sobressalto, tal não é a intensidade do mistério, tipo, escapas ou és apanhada, és apanhada ou escapas? E o final, completamente imprevisível e fora da nossa imaginação, todo o livro é perfeitamente eloquente e até bastante elucidativo para ninguém ceder aos próprios instintos e pensamentos sem pensar nas consequências...

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Peter Swanson é autor de três romances: The Girl with a Clock for a Heart, finalista do LA Times Book Award; Aqueles que Merecem Morrer, vencedor do New England Society Book Award e finalista do CWA Ian Fleming Steel Dagger; e Her Every Fear, o mais recente. 

Peter Swanson frequentou o Trinity College, a Universidade de Massachusetts, em Anherst, e o Emerson College. Vive em Massachusetts com a sua mulher e um gato.

Os seus livros estão traduzidos em 30 línguas.

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publicado às 18:38

"Persépolis" de Marjane Satrapi - Opinião

por Tânia Tanocas, em 01.05.17

Quarta leitura do desafio #livrosnoecra

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Opinião:

Só me apetece dizer bem alto :"Lêem este livro assim que puderem!!!", apetece-me também retomar novamente a leitura.

Há muito que desejava este livro, o mês passado chegou cá a casa e nem chegou a ir para a pilha dos livros para ler, comecei a folhear, a ler algumas cenas e não mais o larguei.

 

Ri, chorei, revoltei-me, tive piedade, uma mistura de sentimentos que quando estava quase a chegar ao fim, já andava a ler duas a três cenas por dia para que ele durasse mais tempo.

Narjane Satrapi é a autora e protagonista desta BD (que agora tem um nome mais pomposo, Graphic Novel), a história (não ficção) desenrola-se em dois momentos, mas eu acho que três momentos teriam sido o mais adequado, por isso vou dar-vos a conhecer esses três momentos.

 

Primeira Parte - A autora vai descrever a infância vivida no Irão em plena revolução islâmica, guerra com o Iraque e algum contexto histórico daquele país.
Segunda Parte - Acompanhamos as dificuldades culturais (e não só) de Narjane quando vai viver para outro país
Terceira Parte - A determinada altura Narjane regressa às suas origens, mas o país já não é igual àquele que deixou antes de partir.

 

Este livro é muito mais do que a "biografia" de Marjane, conta-nos a história de uma civilização (o próprio título é uma referência) que sempre foi fustigada pela cobiça da sua riqueza (petróleo) e que actualmente é conhecido e rotulado de impulsionador de fanatismos, terroristas e fundamentalistas, mas Marjane encaminha-nos por uma história em que o seu objectivo é desmistificar a imagem negativa do seu povo.

 

Não quer isso dizer que a autora defenda os fanáticos religiosos e extremistas, antes pelo contrário, descendente de Persas, não reza a Alá, os seus pais são uns revolucionários que incutiram na filha valores que em nada se revêm no actual modelo de vida iraniano, mas o principal objectivo deste livro é dar-nos a conhecer de que o povo sempre se uniu para poder viver em liberdade e que jamais devem ser esquecidos, tal como aqueles que ainda lutam e nunca deixaram o seu lar.

 

Numa época em que fazem cada vez mais muros, fecham fronteiras, impedem os fustigado de procurar alguma paz e reconforto, também é imprescindível ler este livro para compreender o que passam os refugiados, exilados, quando têm de se adaptar a uma nova cultura, novos costumes, como encaram e quais as consequências da xenofobia e racismo daqueles que gozam de um bom conforto.

 

"Podemos perdoar, mas não devemos nunca esquecer."

 

Trailer da adaptação (2007):

Já estive para ver a adaptação, mas decidi adiar porque queria mesmo ler o livro antes de ver o filme. E não me arrependi, neste caso, acho que vou gostar do filme, mas sem sombras de dúvidas de que esta preciosidade já entrou para os meus favoritos. Além do roteiro, o filme tem a direcção da própria autora. 

 

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Marjane Satrapi nasceu em Rasht, no Irão, em 1969, e actualmente vive em Paris. Estudou no liceu francês de Teerão, onde passou a sua infância. Bisneta de um imperador do país, teve uma educação que combinou a tradição da cultura persa com valores ocidentais e de esquerda.

 

Aos catorze anos, partiu para a Áustria, e depois retornou ao Irão para estudar belas-artes. Estabelecida em França como autora e ilustradora,

 

Marjane conquistou a fama mundial com Persépolis, obra que ganhou alguns dos mais prestigiados prémios deste género literário.

 

As ilustrações de Marjane são publicadas em revistas e jornais de todo o mundo, incluindo The New Yorker e The New York Times.

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publicado às 23:31

"Uma Duas" de Eliane Brum - Opinião

por Tânia Tanocas, em 26.03.17

Quinta leitura para o desafio #marçofeminino

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Opinião:

Por norma escreve-se e lê-se o lado bom entre o relacionamento de pais e filhos, este livro é uma (boa) excepção. Aqui não há metáforas bonitas para escamotear a verdade que se quer contar, não existe clichés de "viveram felizes para sempre", aqui encontramos a realidade tal e qual como ela é, ficando tão paranóicos e agonizados tanto ou mais quanto as personagens desde excelente livro.

 

Quantos de nós vimos idosos largados à sua mercê, quer seja isolados nas suas casas, quer em lares, alguns tão solitários quanto as suas casas. Dos filhos só uma curta visita de tempos a tempos (algum desse tempo alastra-se por anos a fio). Logo vem ao nosso pensamento, como é que um filho faz isto aos seus próprios pais? Pois é, como se costuma dizer "só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro", ninguém quer saber o que sentem os filhos que fazem tais actos, ninguém acredita naquele ditado que eu concordo a 100 %, "filho és, pai serás" e é aqui que entra a mãe (Maria Lúcia) que através do poder das palavras, começa a escrever textos em que relata a sua infância, adolescência e fase adulta, numa forma de tentar dar a entender ao leitor que só é assim devido a algumas vicissitudes da sua própria vida, nunca houve um diálogo sério com a filha, as duas se afastam porque a mãe nunca soube o que era o poder do amor e a sua forma de amar era tão sem sentido que a filha também acabou por nunca se sentir amada.

 

Atenção, não quero com isto dizer que concordo com o abandono dos idosos, também para lá caminho e não sei o que me acontecerá, mas em vez de criticar, talvez seja melhor primeiro compreender algumas acções, quantas delas surgem em contextos pouco esclarecidos que se arrastaram por longos anos, sem que ambos (pais e filhos) manifestam desejo de remediar o assunto, originando assim casos de solidão na parte mais fragilizada...

 

Dou-me bem com os meus pais, mas nos últimos anos o desgaste da minha tolerância em relação ao meu pai anda em níveis que nunca pensei alcançar, situações que ele condenava nos pais está a fazer o mesmo aos filhos. Para tentarem compreender, a minha relação com o meu pai, foi sempre tipo uma relação de imposição, porque era ele que governava a casa, porque morava debaixo do tecto dele, porque só ele é que tinha e tem razão e desde que achou que o álcool é que é o seu melhor amigo tem sido insuportável, resumindo nunca foi uma relação de amor (não duvido que ele goste de mim, mas nunca o demonstrou), mas sim de um negócio em que ele acha que despendeu o seu dinheiro e tempo na minha educação, saúde e que agora sou eu que lhe tenho de valer com algum retorno da maneira que ele quer. E atendendo ao facto de ter sido sempre uma miúda que não deu grandes dores de cabeça, é com alguma consternação que não compreendo as suas atitudes, infelizmente também não sei como controlar as minhas e com muito receio em relação ao futuro, sinto que é uma obrigação e não algo que se faça naturalmente para demonstrar o meu amor por ele.

 

Bem, tudo isto para realçar que percebo perfeitamente o sentimento de Laura para com a sua mãe, sentimento e acções que a autora soube caracterizar muito bem.

 

Este livro foi uma experiência muito enriquecedora, não se deixem enganar pela capa rosa fofinha, pois vão ter uma leitura dura e crua, o livro é pequeno mas tive que o pousar várias vezes. Tenho lido alguns ebooks em PT/BR e este (até agora) tenho mesmo muita pena de não haver em Portugal e vou de certeza imprimir porque quero sentir a sensação de ler estas palavras perpetuada numa folha de papel.

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Eliane Brum é jornalista, escritora e documentalista. Trabalhou 11 anos como repórter do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, e 10 como repórter especial da Revista Época, em São Paulo. Desde 2010, actua como freelancer. Actualmente, escreve artigos para os jornais El País (português e espanhol) e The Guardian (inglês).
Publicou seis livros – cinco de não ficção e um romance -, além de participar de colectâneas de cronicas, contos e ensaios.

 

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publicado às 23:34


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