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"A Menina Mais Triste do Mundo" de Cathy Glass

por Tânia Tanocas, em 16.11.17

2ª leitura do desafio "Christmas in the Books 2017" 

Categoria 7)  Lê um livro em que as crianças sejam o ponto principal da história

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Opinião:

Já tinha referenciado aqui o quanto admiro o trabalho destas famílias de acolhimento em particular a Cathy que transpõe para o papel a sua vivência pessoal e profissional, não deve de ser fácil ver a rotina familiar ser "importunada" com a vinda destas crianças, carentes de tudo e mais alguma coisa e até da falta de disciplina.

 

Cathy recebe inesperadamente a proposta de acolher Donna de 10 anos que já se encontrava numa outra família de acolhimento com dois irmãos mais novos, os filhos de Cathy na altura estavam com 6 ano (Paula) e 10 anos (Adrian), concordando em acolher a menina, só aos poucos se vai apercebendo do desafio que tem entre mão, mas o primeiro contacto é arrebatador, Donna é uma criança demasiado alta para a sua idade e bem constituída. E era sem dúvida a criança de aspecto mais triste que Cathy alguma vez vira, de acolhimento ou não.

 

Já li alguns livros desta temática, escritos por pessoa que acolhem crianças em risco, mas este tocou-me bastante, a maneira como esta criança é negligenciada por parte da família chega a ser doentio, a determinada altura a autora diz que tem pena da mãe da Donna, eu só pensava em apertar-lhe o pescoço...
Esta é uma história muito mais psicológica do que física, concluindo que a violência psicológica pode fazer tanto ou mais mal do que a física, apesar de ambas serem condenáveis.

 

O facto dos dois filhos de Cathy serem também eles ainda crianças e agirem nas situações mais difíceis como crianças, origina-se aqui uma enorme lição para os adultos, estas crianças vão à sua maneira ensinar a perdoar, amar e apoiar uma outra criança que é constantemente sobressaltada pelos seu medos, anseios e a única coisa que ela quer é ser amada.

 

Adorei o epílogo e mais não posso dizer...

 

Uma história de vida muito emocionante, que ao mesmo tempo arrepia, também nos vai transmitindo uma onda de esperança. Para quem gosta de histórias do género vai adorar. Decididamente um livro em que as crianças são o ponto principal.

 

"Obrigado, obrigado por me darem um aniversário. Nunca tinha tido um aniversário."

 

"Quero que vocês todos gostem de mim. Por favor, não deixem de gostar de mim, Cathy. Eu preciso que gostem de mim."

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Cathy Glass é o pseudónimo literário de uma mãe de acolhimento de nacionalidade britânica. A sua experiência de cerca de 25 anos, durante os quais trabalhou com uma centena de crianças em situações problemáticas, é a sua fonte de inspiração para escrever livros comoventes que invariavelmente conquistam o público.

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publicado às 14:30

"Tua para Sempre" de Luanne Rice - Opinião

por Tânia Tanocas, em 13.11.17

1ª leitura do desafio "Christmas in the Books 2017" 

Categoria 3) Lê um livro epistolar (um livro em forma de carta)

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Opinião:

Livros epistolares dão-me sempre alguma nostalgia, uma maneira de recordar, a bonita forma de comunicação antes de todas as tecnologias existentes.

E sim, eu usei bastante a comunicação por cartas, era uma alegria receber notícias desta forma, apreciar o selo da carta, abrir cuidadosamente o envelope, perceber o cuidado na escolha do papel, sentir o aroma (sim, havia papel de carta perfumado, há falta desse papel, dava-se umas baforadas de perfume no papel), a arte de escrever manualmente cada palavras. Em alturas de festividade ainda envio algumas cartinhas, mas Infelizmente há muito que já não sou correspondida por essa via. 

 

As espectativas nesta leitura não estavam elevadas, pois as opiniões não eram nada favoráveis, este livro já andava cá por casa há alguns anos, comprei-o na fase em que os livros de Luanne Rice ainda não me tinham desiludido e também porque a estrutura gráfica do livro me despertou a atenção (um envelope que envolve o próprio livro, também trazia uns pequenos envelopes com uma folha de papel).

 

Em relação à estória, concordo com a maioria das opiniões, esperava outra coisa, a troca de correspondência até é bastante intimista, sentimentos bastante explícitos transmitidos por ambos, mas depois falta-lhe algo mais substancial.

 

Hadley, e Sam, eram o casal perfeito, mas a perda do filho Paul, num acidente de avião no Alasca altera a vida de ambos, do sofrimento da perda até ao divórcio, tudo é posto a nu nesta troca de cartas, iniciada por Sam, quando refere que se encontra no Alasca, numa iniciativa própria para ir ao sítio onde o avião que matou o filho se despenhou.

As memórias mais profundas são novamente expostas e a dor da perda volta a tomar conta deste casal, que elege a comunicação por cartas para dar uma nova oportunidade ao casamento ou extingui-lo de vez por todas...

 

Não desgostei, mas também não adorei.

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Luanne Rice é autora de mais de duas dezenas de livros, desde cedo revelou talento para a escrita, tendo publicado o primeiro poema aos 11 anos e a primeira história aos 15. Depois de uma passagem pela Universidade do Connecticut, teve vários trabalhos até se dedicar em exclusivo à escrita. 
Luanne Rice vive entre Nova Iorque e Old Lyme, no Connecticut, na casa onde costumava passar os Verões quando era criança.

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publicado às 14:30

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Opinião:

OK, gostei mas esperava outra coisa, quando se lê nas primeiras páginas que Flavia, uma criança órfã de mãe, com 11 anos, tem uma aptidão e paixão por química, usa duas tranças, com duas irmãs detestáveis inclusive uma delas a chamar-se Ophelia, na minha cabeça surgiu um enredo bem mais macabro, tipo o filme "A Órfã"...

 

Afinal de contas Flavia vai surgir como um Sherlock Holmes em ponto pequeno, com mais foco em deslindar um crime e ilibar o pai de que fazer maldades com a química. Ao deparar-se com um cadáver no seu jardim, o seu pai é o suspeito principal e é a pequena Flavia que irá investigar por conta própria, fazendo descobertas que repudiaria a maioria das crianças da sua idade.

 

A estória toma proporções interessantes, mas com descrições que se tornam em determinados momentos um tanto ou quanto aborrecidas e arrastadas, e a filatelia (tema principal) também não é muito do meu interesse.

 

Flavia por conta própria consegue avançar na investigação e depara-se com um caso que teve início há mais de trinta anos, incluindo o homem morto e o seu pai.

Irá Flavia de apenas 11 anos conseguir desvendar um caso de homicídio? Uma investigadora tão precoce que até deixa o comissário de queixo caído.

 

Ainda assim estou curiosa para ler o outro livro que tenho, nem que seja para ver se a "doce" Flavia se torna num potinho de veneno. 

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Alan Bradley nasceu em Toronto, e cresceu em Cobourg, Ontário. Formou-se em Engenharia Electrónica e trabalhou em várias estações de rádio e televisão, em Ontário, e no Instituto Politécnico de Ryerson (agora Ryerson University), em Toronto, antes de se tornar director de Engenharia de Televisão. Resolveu dedicar-se à escrita e publicou vários livros infantis antes de resolver a escrever um para adultos, A Talentosa Flavia de Luce, que se tornou de imediato um fenómeno.

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publicado às 17:00

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Opinião:

Uma autora de sucesso, não é a primeira vez que nos cruzamos, já tinha lido "O Mistério do Beco sem Saída", e gostei bastante, já não posso dizer o mesmo deste livro pois não me conquistou. Não fiquei fã do detective Pitt.

 

Quando existe alguém a desenterrar cadáveres todos ficam em alerta, principalmente quando um desses cadáveres é de um Lord abastado. Será uma forma de enviar uma mensagem para alguém ou talvez encobrir algo mais complicado!

 

Achei a estória com muitas personagens, com nomes tão pomposos que me deixou constantemente perdida, a única utilidade é que baralha por completo as hipóteses de desvendar o culpado e os motivos.

 

Mesmo assim gostei de conhecer os meandros da aristocracia de uma Londres vitoriana, a forma como desdenham dos mais desfavorecidos, a maneira prepotente de levar a vida, achei até interessante juntar e apresentar o lado mais fraco com o lado mais forte.

 

Não tenho mais livros da autora e sem querer desmotivar ninguém, para mim a experiência com a Anne fica por aqui.

 

"Todos nós temos facetas que preferimos não admitir. Facetas que racionalizamos com todo o tipo de argumentos que explicam por que razão são erradas nos outros mas perfeitamente justificadas no nosso caso."

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Anne Perry nasce em Outubro de 1938 em Londres e viveu no estrangeiro durante alguns anos, antes de se instalar na sua actual casa em Portahomack, na Escócia. 
É considerada uma das mais conceituadas escritoras da literatura policial das últimas décadas. No centro das suas histórias encontra-se a Inglaterra vitoriana, fechada como um casulo, num conjunto de rígidas regras de conduta social. 
Escreve duas séries distintas, uma protagonizada por Thomas Pitt, um detective da polícia de origem social modesta, e por Charlotte, uma jovem de boas famílias, e a outra pelo detective amnésico William Monk. Ambas as séries são inspiradas em personalidades da época e os casos em que os detectives se envolvem conservam reminiscências de crimes realmente acontecidos. Anne Perry desvenda-nos, de forma magistral, todo o complexo universo vitoriano.

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publicado às 13:00

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Opinião:

Arnaldur Indridason, já não é uma estreia para mim, li "A Voz", mas não fiquei muito gulosa, achei fraquinho no meio de tanto potencial, mas desejava dar ao autor uma segunda oportunidade e apesar do autor ter outro livro "O Mistério do Lago", este foi o escolhido para a derradeira segunda oportunidade.

 

Confesso que depois de várias leituras medianas, estava sedenta de uma leitura que me preenchesse e sem estar nada à espera eis que surge esta misteriosa estória que nos agarra quase sem darmos conta.

 

Mais uma vez o inspector Elendur é o nosso protagonista, depois de ter sido encontrado um osso humano vamos ter várias linhas de investigação, até porque o crime terá sido realizado à vários anos, tornando quase impossível de desvendar.

 

Em simultâneo com a investigação, Elendur vai travar uma dura prova na sua vida particular, a filha Eva vai lutar pela vida. Enquanto a investigação se revela um caso de violência doméstica e corrupção, Elendur vai também recapitulando a sua vida, até ao ponto de ruptura a que ela chegou.

 

Gostei muito deste livro, não só em relação ao tema, mas a maneira como ele é desenvolvido, houve momentos que pensamos que a conclusão está para breve, mas o autor consegue colocar o suspense até às últimas páginas. 

 

Não tenho mais livros do autor, mas fiquei bastante entusiasmada em ler mais. Não sei se os outros livros será uma continuação da relação familiar do protagonista, mas gostava muito de saber como é a continuação da sua vida pessoal.

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Arnaldur Indridason (Reiquejavique, 1961) é historiador, jornalista e crítico literário e de cinema. Durante vinte anos trabalhou para o Morgunbladid, o mais importante diário da Islândia, antes de se dedicar à escrita a tempo inteiro. Com traduções disponíveis em mais de quarenta línguas, os seus romances rapidamente se tornaram bestsellers. A sua vasta obra tem recebido inúmeros prémios, entre os quais se destacam o The Glass Key (2002 e 2003), atribuído pela Associação Escandinava do Romance Policial, e o CWA Gold Dagger.

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publicado às 17:30


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