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Sinopse:

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A minha opinião:

Depois de passar o mês de Janeiro dedicada ao tema Holocausto, acreditem que soube mesmo bem, entrar na caça deste serial killer. Fazer esta leitura foi agradável por vários aspectos.

1º - Voltei a entrar na minha zona de conforto (thriller / suspense). 2º - Foi tão bom ler um livro de ficção quando passei um mês a ler sobre um tema real e agonizante. 3º - Fiquei agradavelmente surpreendida por este livro de James Patterson "fugir" um pouco dos demais livros dele. 4º - A premissa apresentada é a prova de que os temas de serial killers nunca se esgotam.

 

É certo que a minha admiração pelo autor não tem sido muito consensual, os últimos livros lidos não me arrebataram como gostaria, mas mesmo assim nunca atiro a toalha ao chão. Neste livro, escrito a duas mãos pelo James Patterso e David Ellis, conseguiram que o leitor sem querer avance página após página, até chegar ao fim.

 

Emma Dockery (Emmy) é analista de informação do FBI, encontrando-se em licença administrativa sem vencimento, após ter repelido as investidas (pouco adequadas) do seu presunçoso chefe, Julius Dickinson, não obstante este episódio na sua carreira profissional, Emmy também se debate com um trauma familiar, a perda abrupta da sua irmã gêmea num fogo, lavrado de forma acidental para as autoridades competentes, mas que Emmy insiste (paranoicamente) num padrão não muito acidental, nos vários casos que vão aparecendo e registados como ocorrências acidentais.

Como a sua relação laboral não está nas melhore condições para que possa apresentar os seus argumentos, Emmy vai pedir ajuda a Harrison Bookman (Books), um ex-agente do FBI, que se despediu das suas funções para se dedicar a gerir uma pequena livraria, teve no passado uma ligação amorosa com Emmy.

 

E diante das pesquisas e fundamentos de Emmy, Books vai ajudar a colega, intercedendo por ela junto das mais altas patentes para que se abra um inquérito às últimas mortes ocorridas por fogos acidentais.

Joelle Swanson de Lisle, Illinois e Curtis Valentine de Champaign, Illinois, vão ser as cobaias para determinar se Emmy tem ou não razão nas suas suspeitas.

 

Mas as coisas não correm como Emmy desejava, o assassino é de tal forma organizado, cauteloso e invisível no modo de executar as vítimas, que todas as autoridades competentes corroboram as conclusões já elaboradas de morte acidentais.

Perante a insistência (isolada) e num último esforço de desespero, Emmy consegue fazer com que a Dra. Olympia Janus, patologista forense e agente do FBI, chamada só quando existem casos de extrema dificuldade, efectue a sua própria análise aos corpos e perante as alegadas provas apresentadas por Emmy conclui que:

 

“Foram homicidas. E foram os homicidas mais engenhosos, meticulosos e cruéis que alguma vez vi.”

 

E é assim que Emmy ganha a sua batalha, mas nesta guerra ninguém estava preparado para lidar com um assassino tão impiedoso, muito menos Emmy que deve de lidar com a descoberta do modo de operação do assassino e de como eventualmente a sua irmã sofreu às mãos deste louco.

A escrita é bastante acessível e os capítulos curtos, o que levam a uma leitura fluida e constante movimento.

Os capítulos são alternados entre o corre-corre da descoberta do assassino por parte da equipa de investigação e as divagações (em áudio) do próprio assassino, achei muito interessante acompanhar os seus pensamentos e o que ia fazendo, dando assim á leitura uma sensação de que estar sempre um passo á frente dos investigadores.

 

Ao ler uma das conversas deste psicopata, confesso que fiquei preocupada… É que a minha cor preferida também é o roxo… ;)

 

“Aposto que acham que a minha cor preferida é o vermelho, certo?

Bem, está perto. É o roxo. O roxo é uma cor tão retorcida e complexa… trasmite a paixão do vermelho, a tristeza do azul, a depravação do preto. O roxo não é feliz nem triste. É a dor e desespero, mas igualmente nostalgia: desejo ardente, batido e ferido, mas sempre a lutar, determinado a levar a melhor, a avançar em vez de recuar.

Elem disso, combina bem com o meu cabelo.”

 

Todo o livro é inteiramente compulsivo, com a parte final a alcançar o êxtase total, 4.5*, só não leva as 5*, porque a determinado momento achei a protagonista (Emmy) uma autêntica “tia de Cascais”, com tiques de quero, posso e mando. Mas não deixem de ler, a pesquisa elaborada para nos apresentar os factos sobre mortes “invisíveis” são de colocar qualquer um de boca aberta e com os cabelos em pé.  

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James Patterson é indiscutivelmente um dos grandes nomes do thriller, sendo mesmo o mais popular neste género em todo o mundo, com mais de 150 milhões de exemplares vendidos, traduzidos em 49 línguas.
Patterson publicou a sua primeira obra em 1976 e é autor de um impressionante número de bestsellers. Entre outros prémios, foi distinguido com o Edgar Award, a distinção mais importante do mundo atribuída a este género de romance.
Vive na Florida com a família.

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David Ellis é advogado profissão que exerce em Chicago, é também conselheiro do Speaker da Illinois House of Representatives. Vive em Springfield com a mulher e a filha e dois pugs Otos e Molly. Entre os romances anteriores de David Ellis incluem-se In the Company of Liars, Jury of One, Life Sentence, e Line of Vision, pela qual ganhou um Edgar Award.

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publicado às 20:00

Aquisições Literárias... Janeiro

por Tânia Tanocas, em 03.02.17

Compras de Janeiro:

Uma das minhas resoluções para este ano era e é reduzir a minha pilha de livros por ler e não fazer mais compras de livros do que aquelas que nos próximos tempos consiga ler.

 

Fiz 3 aquisições literárias, uma dessa compras já efectuei a sua leitura, também consegui vender alguns dos meus livros, originando um lucro de 14€, considerando que gastei 14.50€ nas minhas compras de Janeiro, só tive de fazer um gasto de 0.50€. Ainda tenho um cheque-vale com um saldo de 20€ para gastar, se fosse noutra ocasião já o tinha gasto, mas quero cada vez mais seleccionar e dar um "tiro" certo nas minhas compras literárias.

 

Nada mal, para este primeiro mês, espero conseguir controlar as minhas compras durante o longo do ano de 2017 e aproveitar ao máximo para ler e dar um avanço aos livros que por aqui estão um pouco esquecidos.

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Até que este mês não me portei nada mal. ;) Apesar de a minha Whish estar diariamente a subir. :P 

E vocês, conseguiram segurar a carteira?... 

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publicado às 23:07

Conclusão do projecto #hol72

por Tânia Tanocas, em 03.02.17

Dou por concluído com sucesso o primeiro desafio de 2017, “Holocausto em Janeiro” ou #hol72.

Este foi o desafio mais angustiante que já realizei até agora, o mês de Janeiro foi bem produtivo em termos de leituras e também de lágrimas, raiva, desespero, mas igualmente recheado de uma imensa esperança.

 

11 Livros lidos:

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Não me quis limitar a ler a chacina “só” de Judeus, por isso li um pouco de tudo, foram muitas lutas e estórias, em que umas terminaram bem e outras nem por isso. Intercalei leituras de ficção e outras reais, mas tentando nunca sair do contexto a que me tinha proposto.

Sonderkommando” de Shlomo Venezia - Os incompreendidos das câmaras de gás, que eram obrigados a ocultar e fazer o “trabalho” sujo dos nazis.

Memórias de Anne Frank de Theo Coster  – Colegas de escola de Anne Frank recordam a jovem e como sobreviveram aquela época.

O Rapaz no Cimo da Montanha de John Boyne – Como reagiria alguém que convivesse diariamente com Hitler.

Chamava-se Sara de Tatiana de Rosnay – Afinal a França não foi só vítima.

A Mala de Hana de Karen Levine – O Japão quer esquecer que foi aliado de Hitler, mas a sua população não deixa que tais actos fiquem no esqueçimento.

Sobrevivi ao Holocausto de Nanette Blitz Konig – Colega de Anne Frank, relata a sobrevivência num campo de concentração e como foi continuar com a sua vida.

Canção de embalar de Auschwitz de Mario Escobar  – A devastação e esperança da etnia cigana.

Triângulo Rosa de Rudolf Brazda, Jean-Luc Schwab – Um homossexual perseguido e condenado pela sua condição.

Um Saco de Berlindes de Joseph Joffo – Uma fuga de dois meninos com apenas 10 e 12 anos de idade.

A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata de Mary Ann Shaffer, Annie Barrows – As memórias dos habitantes de uma ilha enquanto viviam sob a ocupação nazi, um relato de esperança nos pós guerra.

Aristides de Sousa Mendes - Um Homem Bom” de  Rui Afonso – Um Português que preferiu desobedecer as ordens de um homem e ficar de bem com a sua consciência.

 

Deixei três leituras pelo caminho e umas quantas para mais tarde ler. Não que fossem más, mas naquele momento em que as encarei não me estavam a dar a devida “satisfação”, então preferi colocar em standby para mais tarde as resgatar e retirar o devido mérito que todas as obras acerca do tema merecem.

 

Leituras para retomar mais tarde:

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“Paisagens da Metrópole da Morte” de Otto Dov Kulka – Muito filosófico para altura em que peguei nele.

“O Homem em Busca de um Sentido” de Viktor E. Frankl – Não estava a conseguir compreender a mensagem do autor.

“Maus: A História de um Sobrevivente” de Art Spiegelman – Era para ser a minha última leitura, até estava a gostar, mas acho que já acusava a “sobrecarga” de ter passado o mês todo a ler sobre o tema, e a BD não estava a cativar como eu imaginei que cativasse.

 

E que reflexões concluí com estas leituras?

Que sou muito abençoada pela vida que levo, por acordar todos os dias com algum conforto, ter as minhas comunidades básicas e viver em liberdade. Os meus problemas aos olhos destes sobreviventes são uma autêntica futilidade, em que dou muito valor a quem passou pelo pior dos pesadelos, tento não me queixar e aproveitar cada segundo como se fosse o último, para tirar prazer daquilo que me faz feliz.

Todos fazemos parte de um Mundo cada vez mais incerto e minado por constante guerras e atitudes que se podem traduzir em autênticos descalabros para os vários povos que habitam a terra. Hoje, neste preciso momento, nem todas as pessoas têm a sorte de se sentirem confortáveis e em paz, tal como aconteceu a esta gente que passou pelo Holocausto e I /II Guerra Mundial, uns estarão no paraíso a beneficiar ou retraídos sem fazer nada com todas as crueldades praticadas e outros num autêntico inferno, onde cada minuto, cada segundo parece não ter fim.

 

Deixo para o fim desta minha reflexão um desejo!...

Se cabe a cada um de nós, gerações actuais e mais nova, de todas as raças e credos não deixar cair no esquecimento, nem renunciar ao que se passou há mais de 70 anos, então desejava igualmente que o senhor Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu leia, ou releia as histórias e relatos do seu povo, para que não faça o mesmo com outras religiões, raças e povos que eventualmente sofrem ou sofrerão. Um dia, foi a Europa que dizimou o seu povo, talvez um dia, seja essa mesma Europa que vai acolher os Judeus, cujo destino não está a ser bem liderado por quem os devia dignificar. Também o “Senhor” Presidente dos EUA, não deveria banalizar os soldados que se debateram, tombaram e sofreram para destruir o regime de Hitler e as suas ideologias, nem tão pouco esquecer aquele que foi o passado benemérito do povo Americano.  

 

Agradeço à Dora por ter criado este desafio, que se revelou muito gratificante, é claro que não vou parar de ler sobre o tema, quero sempre que possível ler e tentar compreender mais e mais.

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publicado às 22:03

"Sonderkommando" de Shlomo Venezia - Opinião

por Tânia Tanocas, em 02.02.17

Sinopse

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A minha opinião:

Não foi esquecimento o facto de só agora estar a escrever a minha opinião acerca da primeira leitura do ano de 2017 para o projecto #hol72, foi completamente intencional, pois para mim este foi o pior relato acerca do Holocausto que eu alguma vez li até hoje.

 

No final do ano passado vi “O Filho de Saul”, um filme Húngaro de László Nemes, este filme chamou a minha4 (3).jpg atenção porque, inconscientemente, nunca tinha pensado naqueles presos que tinham de lidar com o “trabalho sujo” dos alemães. Confesso que o filme mexeu bastante comigo e logo comecei uma pesquisa mais pormenorizada em saber quem foram estas pessoas, como eram obrigadas a lidar com a morte e o sofrimento em “primeira mão” e como se organizavam. E foi assim que me deparei com este livro, o relato de Shlomo Venezia, um homem que trabalhou nas câmaras de gás de Auschwitz, agrupado no Sonderkommando.

 

Este livro é o registo de uma sucessão de entrevistas realizadas por Béatrice Prasquier, jornalista francesa, que entre 3 de Abril e 21 de maio de 2006 fez a Shlomo Venezia. Por isso a forma como está elaborado é em jeito de pergunta / resposta. Tendo ainda duas notas históricas bastante interessantes que nos situa em termos intemporais, uma por parte de Marcello Pezzetti, que se intitula de “A Shoah, Ausschwitz e o Sonderkommando” e outra por Umberto Gentiloni que nos explica “A Itália na Grécia: Pequena história de um grande fracasso”, ambas as notas são imprescindíveis para compreendermos o percurso de vida de Shlomo Venezia.

 

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Sonderkommando é a denominação dada a um grupo de pessoas que actuavam nos campos de concentração sob o comando dos nazis. Eram recrutados entre os prisioneiros recém chegados, mais robustos e tinham como função a execução das tarefas mais críticas, tais como enterrar os corpos dos prisioneiros mortos, limpeza das câmaras de gás e outros serviços aos quais os alemães não ousavam executar. Devido à condição de grupo especial, tinham alguns privilégios, tais como, uma alimentação um pouco melhor, melhores condições no alojamento, regalias essas que aos olhos dos outros prisioneiros eram vistas como se o Sonderkommando fossem uma ramificação dos nazis, isto é, para muitos o Sonderkommando era vistos de igual crueldade como os actos praticados pelos alemães.

 

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Entretanto, não duravam muito nesta função, integravam de tempos em tempos, as listas de pessoas a serem exterminadas após algum tempo de serviço, sendo substituídas por novos componentes que mais adiante eram mortos e substituídos por novos membros, e assim sucessivamente. Tudo para manter em segredo as operações de extermínio do conhecimento dos outros prisioneiros do campo de concentração, eram também mantidos isolados.

É angustiante ler o que Shlomo Venezia nos vai relatando, muitas das vezes não consegui avançar na leitura, fiquei chocada com a “visualização gráfica” de algumas cenas relatadas.

 

“ Foi apenas alguns dias após a nossa chegada. Um Kapo procurou-nos e disse que, se quiséssemos fazer um trabalho suplementar, nos era dado uma dupla ração de sopa. Todos quisemos ir, pois a fome era maior do que tudo. Fui incluído nas dez pessoas escolhidas para executar o trabalho.(…) 6c0b4d5bfc1fd4eb55234a9e05bac9aa.gifO Kapo fez-nos pegar numa carroça, como as usadas para transportar feno. Só que para puxar a carroça éramos nos que estávamos no lugar dos cavalos. Fomos ate um barracão na ponto do sector de quarentena. Tinha o nome de Leichenkeller: quarto dos cadáveres. Ao abrirmos a porta, um cheiro atroz nos apertou a garganta, era o fedor de cadáveres em decomposição. (…) Os cadáveres eram deixados naquele lugar até serem levados ao Crematório para serem incinerados. Os cadáveres podiam ficar ali, apodrecendo, durante 15 ou 20 dias. Os que estavam mais por baixo encontravam-se a num estado de decomposição avançado, por causa do calor.

Se soubesse que o trabalho “suplementar” consistia em tirar aqueles cadáveres para levá-los até ao Crematório, teria preferido morrer de fome, em vez de fazer isto.”

 

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Quando Shlomo Venezia nos relata que teria preferido morrer de fome a ter trabalhado no Sonderkommando, já deve dar para perceber o quanto vai ser duro ler o seu relato. Neste livro ele vai aprofundar como era a chegada dos prisioneiros ao campo, quais as patifarias utilizadas pelos soldados nazis para diminuir as reacções diante da morte de quem se aproximava nas câmaras de gás, como eram as selecções de quem viveria (por mais algum tempo) ou morreria imediatamente, o terror, medo, a rotina dos crematórios e o facto de que os próprios integrantes do Sonderkommando, de tempos em tempos, também seriam eliminados.

 

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Durante a sua narração, deparamos com o nome de outro Sonderkommando.

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David Olère foi um pintor e escultor judeu, nascido na Polónia em 1902. Foi prisioneiro dos Alemães, no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, de 1943 a 1945. Tornou-se o prisioneiro n.º 106 144 e concedido ao serviços do Sonderkommando em Birkenau, primeiro no Bunker 2 e mais tarde no Crematório III.

Libertado pelas tropas norte-americanas em princípios de Maio de 1945, empenhar-se-ia depois em testemunhar, através de desenhos e pinturas, a pavorosa experiência que tinha vivido no Sonderkommando. Faleceu em França em 1985.

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Shlomo Venezia nasceu em Salonica, na Grécia, a 29 de Dezembro de 1923, no seio de uma família judaica. A 11 de Abril de 1944, com 21 anos, Shlomo e alguns elementos da sua família chegaram ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde integrou o Sonderkommando. O autor dedicou-se, a dar a conhecer ao mundo o que foi o horror do holocausto. Faleceu a 1 de Outubro de 2013 em Roma, Itália.

 

 

Nota: As imagens deste post são desenhos de David Olère, elas ilustram bem o quanto foi traumatizante fazer parte do Sonderkommando e relatam bem o que os olhos deste sobrevivente não conseguiram esquecer. Por estas imagens podem ter uma pequena ideia do que vão encontrar no livro de Shlomo Venezia. 

Um dia, vou fazer um post só com imagens de Davis Olère, acho que espelham bem o sentimento de quem passou pelo Holocausto, só de olhar para elas dà um aperto no coração e na alma...

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publicado às 22:45

Sinopse

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A minha opinião:

Quando o ano passado li “Uma praça em Antuérpia”, deparei-me com o nome de Aristides de Sousa Mendes, já tinha curiosidade em ler um pouco mais sobre quem tinha sido ao certo este homem, que para mim não interessa se salvou uma, ou centenas de pessoas da deportação e certamente de uma morte quase certa, o que importa é que ele arregaçou as mangas e foi contra as ordens recebidas para tentar salvar essas pessoas. Sendo Portuguesa não poderia ficar indiferente a tão misericordioso gesto efectuado por este Homem Bom.

 

Confesso que houve alturas em que este livro me maçou, mas pelo lado bom, isto é, o livro está elaborado com tantos dados e pesquisas históricas que em determinados momentos torna-se chato para quem, como eu, não está habituado a ler biografias.

 

Neste livro, vamos acompanhando ao pormenor, não só a vida de Aristides, a sua família, as dúvidas, as acusações, como passou os vistos, os refugiados que ajudou, como também o desencadeamento ao pormenor da II Guerra Mundial e a posição do regime Salazarista.

 

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Aristides de Sousa Mendes, nasceu a 19 de Julho de 1885 em Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, na Beira Alta, casado e pai de 12 filhos, com idades entre os 8 e os 30 anos, foi cônsul de Portugal em Bordéus, entre Julho de 1938 e Julho de 1940. Em Junho desse mesmo ano, este homem, ousou, não só não respeitar, como transgredir uma ordem provinda de Salazar, concedendo milhares de vistos a refugiados e opositores ao nazismo e a judeus, arrancando-os às garras de Hitler, tendo sido por esse facto mais tarde, julgado e condenado, acabando por morrer 13 anos depois, a 3 de Abril de 1954. Morreu pobre, desiludido e esquecido por todos, numa triste e extrema pobreza, no meio de muita dor física e moral.

Só no dia 17 de Novembro de 1998 é que Aristides de Sousa Mendes recebeu o reconhecimento e homenagem por parte do Parlamento Europeu de Estrasburgo.

Sem dúvida uma biografia muito interessante e certamente que vou querer ler mais sobre este Homem.

4-estrelas (8).jpgConheça quem foi Aristides de Sousa Mendes, assistindo este video.

"Tenho de salvar estas pessoas, tantas, quantas, eu puder. Se estou a desobedecer a ordens, prefiro estar com Deus e contra os homens, do que com os homens e contra Deus."

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publicado às 01:30

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