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Segunda leitura do desafio #livrosnoecra

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Opinião:

Tenho a certeza de que não existe ninguém que não conheça a estória deste livrinho, começamos logo a conta-lo às nossas crianças, nas escolas ensinam o significado destas palavras, é presença quase essencial em qualquer biblioteca particular e acima de tudo, uma pequena fábula carregada de muitas conclusões e interpretações sobre as acções e comportamentos do ser humano.

 

A Bela e o Monstro foi originalmente escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, em 1740, esta primeira versão incluía mais de cem páginas envolvendo uma fera genuinamente selvagem, mas em 1756, Jeanne-Marie LePrince de Beaumont sintetizou e transformou a obra original.

 

O conto é bastante curtinho, contém o essencial, mas quem visualizar qualquer das várias adaptações cinematográficas vai denotar algumas diferenças e até a falta de vários indícios que não estão contados no livro.

A primeira situação é que só vamos descobrir como o monstro surgiu no final, depois em nenhum momento temos objectos falantes que animam a Bela, não sabia que Bela tinha mais cinco irmãos (duas irmãs e três irmãos) e não existe nenhuma rebelião de populares para atacar o monstro.

 

Tirando estas pequenas diferenças o livro lê-se com bastante afinco e as ilustrações de Aurélie de Sousa dão um toque especial a esta leitura, a comprovar que não são só as crianças que se deliciam com estas estórias, sem dúvida uma fábula para reler até saber a estória na ponta da língua. 

Ganância, humildade, simplicidade, perseverança, dedicação, amor e amizade, são os pontos fortes desde conto, que em tão poucas páginas nos transmite uma enorme lição.

 

“Corrigimo-nos do orgulho, da cólera, da gulodice e da preguiça; mas só um milagre regenera um coração mau e invejoso.”

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Jeanne-Marie LePrince de Beaumont.JPG

 

 

Jeanne-Marie Leprince de Beaumont (1711 – 1780), professora de Francês, jornalista e escritora. Foi a autora de inúmeros contos para crianças e jovens. É considerada uma das primeiras autoras deste género literário na Europa.

 

 

 

Trailer "A Bela e o Monstro" (1991)

Adaptado, cinematografado e encenado inúmeras vezes, o conto apresenta já diversas versões, a mais recente estreou este ano (2017), a mais antiga surgiu em 1946, mas a minha preferida continua a ser a adaptação de 1991.

De salientar que apesar de gostar desta fábula, os meus contos favoritos continuam a ser Branca de Neve e a Cinderela. 

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publicado às 22:04

Palavras (quase) perfeitas… "Liberdade"

por Tânia Tanocas, em 29.04.17

A palavra do mês de Abril para o desafio "Palavras (quase) perfeitas" não podia ser mais apropriada e justa.

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Nota Importante: Este exercício foi elaborado em 2016 para um trabalho do IEFP, no âmbito da conclusão do 12º ano. Acho que se adequa ao tema em questão e continua a ser a minha opinião e visão sobre o mesmo. 

 

"-Ela é tão livre que um dia será presa.
- Presa porquê?
- Por excesso de liberdade.
- Mas essa liberdade é inocente?
- É. Até mesmo ingénua.
- Então porquê a prisão?
- Porque a liberdade ofende."

Clarice Lispector 

 

 

O que é para si a Liberdade?

Liberdade para mim é uma condição humana (nem sempre adquirida) que se rege pelos actos, condições e limites, sem que haja a interferência de terceiros sobre essas acções, quer sejam elas boas ou más. Limites esses que muitas vezes são adquiridos (limites morais) e outros impostos (limites absolutos), desafiando o ser humano à sua constante superação.

Liberdade é a possibilidade de fazer o que se quer e de não fazer o que não se quer, é ter-se a oportunidade de escolher conforme as normas sociais, ou o poder de lutar para que sejam mais abertas referente à realidade actual. 

 

Todos os seres humanos são livres?

Acho que não, isso depende do contexto onde essas pessoas estão inseridas, quer sejam elas razões sócio culturais, profissionais, religiosas, muitas das pessoas profissionalmente não são livres, estão numa situação quase que imposta, por exemplo veja-se o caso dos licenciados, muitos deles estão a trabalhar em caixas de supermercado, será que foram livres de escolher? É claro que não, foram arrastados pela necessidade de ganhar sustento para as obrigações do seu dia-a-dia e de não haver colocação na sua área de trabalho. Veja-se também o caso em ambiente cultural e religioso, nomeadamente a cultura islâmica, na minha opinião também eles não são um povo livre, são regidos pelo Alcorão e é a própria religião e sociedade que os impute um lema de vida e que os incentiva desde que nascem, não sabendo viver de outra maneira, estão de tal maneira ofuscados pela “sua” liberdade que não aceitam, nem compreendem a maneira de ser livres das outras sociedades.

 

Qual a relação entre a liberdade e a dignidade do ser humano?

A liberdade e dignidade complementam-se, com base no reconhecimento enquanto ser humano.

Apesar de achar que dignidade é uma condição emocional que todos sentimos e necessitamos que já reconhecida por termos feito ou adoptarmos um certo comportamento bem-sucedido, basicamente é o respeitar e ser respeitado. Se não houver liberdade o ser humano sente-se reprimido e deixa de haver esse estado emocional, levando a que não haja motivação e até a consciência da sua dignidade. A contraposição da liberdade à dignidade constitui a desconsideração do ser humano no seu todo. A liberdade sem dignidade é uma liberdade “sem rei, nem roque”, em que se usufrui de uma coisa, sem a consciência do bem ou mal que se possa acarretar esses actos. No caso de haver confronto, ou falta de por exemplo a liberdade, deve-se dar-se valor ao respeito da dignidade.

 

Considera-se livre? Porquê?

Na sua vida quotidiana podia ter mais liberdade? Porquê? Em que sentido?

As pessoas, na nossa sociedade, devem ter a liberdade que já têm, ter mais liberdade ou ter menos liberdade?

Na minha opinião, acho que nem eu, nem ninguém é totalmente livre, devido a várias condicionantes impostas no dia-a-dia, especificamente determinações do tipo biológicos, psicológicos, económicos e social, apesar de no geral me sentir livre, sinto que essas limitações muitas das vezes travam a minha liberdade, nomeadamente a opinião dos outros, as obrigações que tenho de realizar diariamente, as responsabilidades familiares, mas será que se não existisse essas limitações, seria mais livre? Talvez não, acho que estamos constantemente a querer aquilo que não temos e insatisfeitos com o que conquistamos, não conseguimos ser livres dos nossos caprichos, mas somos livres para os conquistar, por isso, só nos sentimos livres quando as nossas necessidades não são satisfeitas. Será que ser livre é a procura constante do não temos? Acho que sim, só me considero livre se tiver um objectivo e espaço suficiente para o alcançar, no meu quotidiano se a minha liberdade for afectada durante essa procura, a minha liberdade é posta em causa, por exemplo se não me apetecer vir às aulas sei que a minha liberdade é limitada pelo número de faltas e isso vai trazer consequências, mas será que essa limitação não é uma obstrução necessária? Sim, é necessária, porque senão não havia regras na sociedade o ser humano fazia só o que lhe apetecia, seja com regras há quem não as cumpre e muitas das vezes é o descalabro total, então imagino o que seria da humanidade se não houvesse essas limitações da liberdade. A maioria das sociedades pode dar-se por satisfeita porque sabem o que é viver em liberdade, na minha opinião quem é livre não pensa na liberdade, só os escravos e os oprimidos pensam em liberdade, embora não façam a mais pequena ideia do que é.

Hoje em dia a nossa sociedade mistura liberdade com falta de responsabilidade e até falta de valores humanos e educacionais, tem de haver uma capacidade de nos guiar, de acordo com os nossos valores em paralelo com a sociedade, se agirmos em desrespeito com os outros, estamos a afectar a sua liberdade.

Por isso continuo a achar que a liberdade é a constante procura do que não se tem, os meus antepassados queriam uma liberdade, a minha geração quer mais do que eles conquistaram e há-de vir outros que quererão ainda mais liberdade.

 

Uma pessoa sem recursos económicos é livre? Justifique a resposta.

Hoje em dia, infelizmente atravessamos uma crise económica, mas será que não houve sempre essas dificuldades? É claro que sim, mas a maneira de as contornar é que eram diferentes, antes não havia tantos recursos, tantas necessidades, a maior parte delas impostas pela sociedade, era-se livre com o que se tinha, actualmente a maioria da sociedade só vê a liberdade condicionada simplesmente como um fim a obter bens materiais, esquecendo-se de que ser livre é muito mais do que aquilo que podemos “tocar”, adquirir.

Neste momento sinto-me um pouco limitada e oprimida em termos monetários, mas não deixo de ter a minha liberdade, isso depende muito de como fomos educados e como nos comportamos, face às necessidades. Veja-se o caso dos sem-abrigo, muitos deles não têm nada (comida, tecto para viver), vivem à custa da generosidade e voluntariado da sociedade, mas quando alguém se oferece para os inserir na sociedade impondo-lhes algumas regras a maioria não aceita e nem conseguem viver assim. Conheço o caso de uma família que tem 5 filhos, vivem numa habitação sem condições (não pagam renda, a casa foi cedida por caridade), não têm sequer um frigorífico para acondicionar bens de primeira necessidade para os filhos (leite) e recebem apoios monetários do estado e a ajuda de terceiros. Alegam que não têm condições económicas para os bens de primeira necessidade, mas têm telemóveis topo de gama, os miúdos têm consolas de jogos portáteis, tablet, etc. Que educação e valores estão a passar para os filhos ao viverem assim? Na minha opinião estão presos aos bens materiais impostos pela sociedade, negligenciando que o futuro dos filhos vai depender do que aprendem. Resumindo não deixam de ser livres, simplesmente vivem condicionados aos valores em que acreditam no momento (hoje tenho, amanhã, logo se vê!!!).

 

E para vocês, o que é que a palavra Liberdade vos transmite? 

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publicado às 16:46

"Por Treze Razões" de Jay Asher - Opinião

por Tânia Tanocas, em 28.04.17

Terceira leitura do desafio #livrosnoecra

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Opinião:

Depois de ter lido este livro, fico um pouco chocada com alguns comentários, nomeadamente ao destacarem de que os motivos apresentados por Hannah Baker, não eram suficientemente graves para ela ter cometido o suicídio e que ela não tinha o direito de passar a "batata quente" para os colegas ao enviar aquelas fitas depois de não ter tido a coragem de ultrapassar as situações apresentadas.

 

Na minha perspectiva, os motivos apresentados são mais do que suficientes para gerar um conflito emocional em alguém que se encontra fragilizada, para muitos jovens as suas acções de divertimento para com os outros podem ser o motivo de ferir as emoções dos outros, por isso é que fazem "brincadeiras" para se insinuar, para serem vistos como heróis, independentemente da outra parte não gostar, aceitar ou serem os alvos, por norma quem fica sempre mal sem conseguir demonstrar é a pessoa visada.  Por isso é que achei bem a Hannah, ter deixado bem claro quem eram os "culpados" e quais os seus actos inconsequentes, por mais que não seja para que jamais voltem a ser repetidos a outras pessoas. Muitas vezes estas pessoas não conseguem exprimir a sua dor e vão acumulando situações que culminam em tragédias ou em revolta, raiva e ódio.

 

Mesmo assim, aconselho a lerem este livro como se fossem adolescentes, para poderem entrar ao máximo na pele da protagonista, muitas das vezes temos a tendência de analisar as situações como adultos que somos, esquecendo que a adolescência é uma caixinha de surpresas sempre em constante mudança e que basta um pingo de água para fazer crer que de uma tempestade se trata.

 

Tal como foi referido no livro, também acho que o suicídio ainda é um assunto tabu, todos sabem, alguns até pensam, mas ninguém quer discutir, porque acham sempre que quem comete tal acto é que não soube gerir a pressão e será sempre visto como um fraco.

 

Por mais que se queira, não é fácil exprimir a revolta, não é fácil dizer não quando "temos" de dizer sim para não ser excluído, não é fácil ser forte quando já estamos na merda e continuamos a caminhar como se estivesse tudo bem, não é fácil ter de sorrir quando já só queremos chorar, não é fácil abrir os olhos quando já só pensamos em fechá-los, enfim, não é fácil ser a pressa quando o(s) predador(es) coloca(m) as suas garras de fora.

 

Para mim é sempre um martírio ler sobre o suicídio, alguns livros não conseguem abordar a questão de forma convincente, outros (como este) conseguem fazer com que nunca me esqueça de que há muitos anos atrás, também eu fui uma "fraca"...

 

 Trailer da adaptação (série):

Quero muito ver a série, assim que tiver oportunidade, apesar de ter gostado do livro, algo, me diz que vou adorar ainda mais a adaptação.

 

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Jay Asher é um californiano nascido a 30 de Setembro de 1975. Tem trabalhado como livreiro e bibliotecário público, o que foi sem dúvida determinante para o início da sua carreira de escritor. 


"Por Treze Razões" é seu primeiro romance que discretamente se tornou um bestseller, por um verdadeiro fenómeno de passa-palavra, permanecendo durante um total de 45 semanas nas listas de vendas do New York Times. 

Um livro que a imprensa especializada não deixou passar despercebido, contando já com vários prémios e distinções.

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publicado às 19:01

Projecto de Maio... #adaptações

por Tânia Tanocas, em 25.04.17

Projecto de Maio, #adaptações, idealizado pela Dora do canal “Book and Movies”

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Imagem daqui 

Achei curioso porque este projecto vai dar continuidade ao desafio #livrosnoecra que está a decorrer este mês da autoria da Daniela do blog Mente Literária, e que eu estou a participar (mesmo que a conta gotas ).

 

Sendo assim vou continuar a fazer leituras relativo ao tema, até porque (felizmente) existe muita oferta cá por casa e é sempre uma forma de conseguir “despachar” essas leituras “encalhadas”. 

 

Dos livros da TBR da Dora, tenho estes:

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Como é habitual não vou fazer nenhuma TBR, vamos ver o que o tema me vai levar a ler durante o mês 

 

Apesar de não fazer nenhuma TBR, admito que estes desafios me ajudam imenso, principalmente na escolha das leituras, já não fico infinitos minutos em frente às estantes na indecisão de escolher o que ler 

Vou usar as duas # (#adaptações e #lernoecra), pois como se enquadram os dois no mesmo tema, acho justo continuar a divulgar os dois projectos e porque não os prolongar durante o resto do ano! 

 

E vocês têm muitas #adaptações para #livrosnoecra

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publicado às 16:03

"Rapid Fire Book Tag"

por Tânia Tanocas, em 24.04.17

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Tag, vista e retirada daqui, a Cristina também tem o blog Books&Beers.

 

1. Ebook ou livro físico?
Livro físico (sempre que possível), mas não tenho problemas em ler ebook, nas noites de insónia, para não incomodar o companheiro, são os ebooks que me salvam. 

 

2. Paperback ou hardback?
Gosto dos livros em hardback, mas se não tiver não faço drama ou procurar desesperadamente.

 

3. Loja online ou loja física?
Loja online sem dúvida, fazem mais promoções e descontos do que as lojas físicas.

 

4. Trilogias ou séries?
Séries, mesmo que exista um "fio condutor", pode-se saltar livros sem grandes problemas.

 

5. Heróis ou vilões?
Heróis que procurem e punem vilões. 

 

6. Um livro que queres que toda a gente leia!
"Cidade de Ladrões" de David Benioff.

 

7. Recomenda um livro subvalorizado!

Qualquer um de Guillaume Musso.

 

8. O último livro que terminaste de ler?

"Homens, Mulheres & Filhos" de Chad Kultgen

 

9. O último livro que compraste?
"O Diário de Helga" de Helga Weiss

 

10. A coisa mais esquisita que já usaste como marcador de livros?

Fios do meu cabelo. 

 

11. Livros usados: sim ou não?
Sim, nos últimos tempos é assim que tenho arranjado os meus livros.

 

12. Top 3 de Géneros preferidos!
Thriller, Drama, Romance.

 

13. Emprestado ou comprado?
Comprado, não gosto de emprestar, nem de pedir emprestado.

 

14. Personagens ou enredo?

Gosto mais do enredo, por vezes há personagens que não me cativam, mas se o enredo for bom, até me esqueço desse pormenor. 

 

15. Livros longos ou curtos?
Os livros longos intimidam-me, mesmo que muitas das vezes o que custe é iniciar. A média de páginas dos meus livros são 300 páginas.

 

16. Capítulos longos ou curtos?
Capítulos curtos, parece que nos agarra mais ao livro do que os capítulos longos.

 

17. Nomeia os três primeiros livros de que te lembrares!
"O Rouxinol", "Vozes de Chernobyl" e "A Amiga Genial"

 

18. Livros que te façam rir ou livros que te façam chorar?
Livros que me fazem chorar, não tenho preconceitos em verter lágrimas ao ler, é sinal de que a leitura tocou nos meus sentimentos mais escondidos.

 

19. O mundo real ou mundos fictícios?
Gosto muito do Mundo Fictício, mas ultimamente tenho adorado ler cada vez mais sobre o Mundo Real, mas têm de ser temas que me cativam.

 

20. Audiobooks: sim ou não?
Não.

 

21. Costumas julgar o livro pela capa?
Infelizmente sim, pois por vezes perco excelentes leituras e vice versa.

 

22. Adaptações para cinema ou adaptações para TV?
Tanto faz, gosto dos dois.

 

23. Um filme ou série que preferiste ao livro?
Filme "Coraline", Série "O Exorcista".

 

24. Séries ou livros individuais?
Livros individuais, sou preguiçosa em seguir séries, por vezes dou por mim a baralhar tudo. 

 

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publicado às 19:35

Primeira leitura do desafio #livrosnoecra

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Opinião:

"Vidas Opostas" ou "Vidas Duplas", seriam os títulos que eu daria a este livro...

Muitos caracterizam esta leitura de chocante, por vezes bastante pornográfica, eu acho que é simplesmente realista, mas que deixa algum amargo na boca.

É certo que o livro tem muitas personagens, cada uma com os seus desaires e frustrações, mas é um acompanhamento que vai fluindo sem grandes dificuldades.

De salientar que à excepção dos pais, vamos acompanhando a vida de adolescentes e como eles lidam com as novas tecnologias.

 

Adultos - Kent, Dawn, Patrícia, Don, Rachel, Traceye Jim.

  • Dois casais, um que enfrenta uma crise no casamento e com a ajuda das novas tecnologias vão alcançar fora de casa aquilo que já não existe na união, outro que tem uma relação estável, mas que divergem numa situação.
  • Um pai desesperado que não sabe como lidar com o divórcio, nem tão pouco como dar ânimo ao filho.
  • Duas mães, uma obcecada em divulgar para os outros pais os perigos da Internet, em consequência faz um constante controlo á filha, a outra mãe gere um web site "semi" pornográfico da filha menor.

 

Adolescentes - Tim, Hannah, Chris, Allison, Brandy, Danny e Brooke.

  • Uma filha sufocada pelo controlo excessivo da mãe, que contorna a fiscalização de forma hábil.
  • Um filho transtornado com a partida da mãe e que se refugia num jogo online.
  • Um casal de namorados que deseja iniciar a vida sexual.
  • Uma jovem que segue sites online, com o intuito de manter e ocultar o seu problema de anorexia.
  • Uma rapariga que deseja deixar de ser virgem a todo o custo.
  • Um jovem que está tão viciado em pornografia online que não consegue fazer sexo “normal” ou ter orgasmos, sem a ajuda desses vídeos.

 

Relações frágeis, quer aquelas que se esmoreceram com o passar dos anos, quer as que estão a dar os primeiros passos, vidas desfeitas pela separação, anorexia, fantasias sexuais, pornografia e tudo a desenvolver-se diariamente com a ajuda da Internet.

Vidas descaracterizadas pela ânsia de ser-mos mais do que somos, pais que negligenciam os filhos e as suas próprias relações, filhos que se "auto-dominam" de "experts" em relação ao sexo, as novas tecnologias, usando-as sem controlo, facilitando o contacto entre a presa e o predador.

Utilizar a Internet para reter informações de como se tornar magra, ao ponto de ver técnicas para induzir os vómitos aliados à sua já extrema magreza, ou ver e incentivar a pornografia em todas as variantes.

 

Vamos agora às partes (para mim) negativas do livro e que influenciaram a minha avaliação.

  • Detesto futebol americano, não conheço as regras, nem acho piada a este desporto, e uma grande parte do livro centrasse em acompanhar a equipa, em que alguns protagonistas fazem parte dela ou da claque.
  • Mas que final é este? É o mesmo que ser-mos convidados a ir a casa de um amigo e de repente, sem justificações ser-mos postos porta fora. Personagens que ficaram com as suas estórias suspensas sem nenhum final que nos deixe um fio condutor. Reacções que despertaram atitudes que me deixaram completamente "WTF" quando cheguei há última página.

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 Trailer da adaptação no cinema

Homens, Mulheres & Filhos foi dirigido pelo aclamado Jason Reitman e actores bastante conhecidos, Adam Sandler, Jennifer Garner, Emma Thompson, Judy Greer e Ansel Elgort (o jovem actor que interpretou o personagem Gus no filme "A culpa é das estrelas").

Ainda não vi o filme, mas estou bastante curiosa para ver como termina e como os personagens vão expôr os seus problemas.

 

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Chad Kultgen (nasceu em 16 de Junho de 1976) é um romancista e jornalista americano. Publicou peças de opinião no The Huffington Post , e foi um escritor de pessoal para Hits e o Weekly World News .

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publicado às 18:57

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Primeiro livro lido do mês de abril, um livro curtinho com apenas 86 páginas, lê-se em menos de duas horas. Não conta para o desafio #livrosnoecra porque não existe nenhuma adaptação do mesmo (pelo menos que eu tenha conhecimento).


Este livro foi a minha primeira descoberta literária desde que descobri novos blogs por aqui, nomeadamente o blog "Desabafos da Mula", onde vi pela primeira vez este livro.

Nem sei bem o que dizer desta leitura, pois o facto de ser pequeno condiciona um pouco aquilo que se pode dizer para não "spoilar" ninguém.

 

Primeiro achei que o título é altamente revelador, talvez algo como "a contadora de sonhos" seria bem mais adequado para o leitor ser apanhado de surpresa. Mas desenganem-se que fica a saber tudo através do título / sinopse, a estória vai muito mais além daquilo que imaginamos e neste aspecto adorei ser surpreendida o que fez com que adorasse ainda mais este livro.

Maria Margarida, é a filha mais nova de cinco irmãos, também é a nossa protagonista e narradora, através dela iremos conhecer a sua família e como o amor pelo cinema alterou completamente a sua vida.

 

Foi estranho ler algo que se passou numa época em que o cinema era uma das poucas distrações culturais e que não era acessível a todas as pessoas. Hoje em dia temos o cinema, televisão, Internet, etc. Por isso é imprescindível conseguir colocar toda essa tecnologia de parte para nos concentrarmos exclusivamente naquilo que Maria Margarida nos vai transmitindo.

Uma estória crua, que expõem a vivência (que poderia) ser a de uma qualquer família extremamente pobre do povo Chileno. O sofrimento e submissão do povo mais fraco em relação ao mais rico, as alegrias e as tristezas, as desilusões e as conquistas desta família vão fazer com que rapidamente nos esquecemos do desapontamento do título.

 

Gostei muito de fazer esta leitura, a escrita do autor é bastante prazerosa e gostava de ter oportunidade de ler mais livros do autor, porque apesar de ter adorado acompanhar a aventura de Maria Margarida, confesso que me soube a pouco.

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Hernán Rivera Letelier nasceu no Chile em 1950. Catapultado para a fama com o romance A Rainha Isabel Cantava Rancheras, é autor de diversos romances multipremiados que se encontram publicados em vários países. Em 2001 foi nomeado Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras pelo Ministério da Cultura de França.

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publicado às 20:41

Desabafo... #4

por Tânia Tanocas, em 21.04.17
Nunca pensei que ficar sem máquina de lavar desse tanto transtorno e trabalho... 

 

TGSE01326_m.jpg Imagem retirada daqui

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publicado às 20:07

Projecto de Abril... #livrosnoecra

por Tânia Tanocas, em 08.04.17

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Imagem daqui 

 

Andei no final do mês passado à procura de incentivos para este mês e não encontrei nada que me motivasse. 

 

Mas ontem, andava eu a "cuscar" por aqui, saltando de blog em blog e deparei-me com o post da Daniela do blog Mente Literária em que ela propõe um desafio bem interessante para Abril, pelos vistos o blog faz 2 aninhos (desde já os meus Parabéns) e para assinalar essa data criou o "projecto Livros no Ecrã e, tal como indica o título, consiste em ler livros que foram adaptados, em filmes ou em séries. Livros recentes, livros mais antigos, filmes deste ano, filmes de há 10 anos, enfim tudo conta desde que exista!" 

 

Não vou fazer nenhuma TBR, porque já sei que é prometer o que não consigo cumprir, mas felizmente não terei grandes problemas em arranjar leituras, porque tenho por aqui vários livros que já foram adaptados para o cinema ou televisão e vou actualizando as minhas leituras por aqui. 

 

Nem de propósito, parece que já estava a adivinhar este desafio, pois a minha actual leitura é precisamente um livro que já foi adaptado para o cinema. 

 

Se participarem não se esqueçam de utilizar a hashtag #livrosnoecra, para "cuscar" as vossas adaptações literárias. 

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publicado às 23:47

Aquisições Literárias... Março

por Tânia Tanocas, em 06.04.17

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Mais um mês que terminou, "infelizmente" foi mais um mês de desgraça... 

 

Descontei um cheque prenda de 15€ (caducava no final do mês), comprei o "Carrasco do Medo".

 

Em segunda mão adquiri "Morte nas Trevas" por 6.00€ (já com portes incluídos), "A Contadora de Filmes" por 3€ (já com portes) e a desilusão do mês foi não ter recebido "As Raízes do Mal", 6.50€ (um miminho dos CTT, em vésperas de aumentarem os seus preços)...

 

A Fnac esteve a fazer 30% de desconto nas bandas desenhadas ou o termo mais moderno, graphic novels, e eu aproveitei para comprar o já muito desejado "Presépolis" por 13.90€.

 

Depois a Wook fez 25%, sendo que 5% iam para saldo em cartão, como tinha saldo para descontar (1.60€) e já lá tinha uns livrinhos que queria e com mais esse desconto ficaram a um preço bem jeitosos. Gastei um total de 17.52€.

 

Em termos de vendas, arrecadei 11€. Deu para colocar no mealheiro dos livros lidos 8€, correspondente aos 8 livros lidos este mês. 

 

Digamos que este mês, foi o primeiro mês do ano em que tive prejuízo...  O próximo será certamente melhor. 

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publicado às 17:16

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