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Aquisições Literárias... Novembro

por Tânia Tanocas, em 02.12.17

Novembro foi sinónimo de "Black Friday", não sei como, mas consegui controlar-me. Achei que foi uma promoção normal e que durante o ano existem ofertas bem melhores...

Mesmo assim o mês passado entraram alguns livrinhos novos, vamos lá apresentá-los... 

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 No OLX, custou 8€.

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Compra no Continente com 30% de desconto, ainda descontei 2.20€ que tinha no cartão. Paguei 10.18€.

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Ainda no rescaldo das prendas do meu aniversário em Outubro, o meu irmão ofereceu-me um cartão presente com o saldo de 15€, foi descontado neste livro, dei 0.26€.

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A única compra na "Black Friday", custou 5.50€ na Bertrand.

 

Acho que este mês consegui conter-me perante algumas tentações, fui meiga com a minha carteira, o mesmo já não posso dizer da carteira de alguns familiares, é que aproveitei a "Black Friday" para pedir as prendinhas de Natal, desgraçar a carteiras dos outros é bem mais interessante do que só a minha... 

Não percam as aquisições de Dezembro... E vocês aproveitaram bem a "Black Friday"? Beijokas 

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publicado às 15:00

"Quero-te Morta" de Peter James - Opinião

por Tânia Tanocas, em 25.11.17

4ª leitura do desafio "Christmas in the Books 2017" 

Categoria 11)  Lê um livro que te foi oferecido

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Opinião:

Este livro foi-me oferecido o ano passado numa troca de Natal, era a sensação do momento, mas para mim o autor Peter James já não era uma novidade, já li e adorei "Despedida de Solteiro" e tenho mais dois livros para ler.
Por isso fiquei um pouco apreensiva quando cheguei até à página 193 e a leitura continuava um pouco aborrecida, já estava tão farta do ódio de Bryce, do fraco desenvolvimento das personagens e da acção, nem o facto de ser baseado em factos reais e do tema ser do meu agrado, contribuiu para o meu entusiasmo.
Até aqui não foi uma daquelas leituras ávidas que a todo o momento queria abrir o livro e ler mais umas páginas.

Depois, já em mais de metade do livro, as coisas começaram a ganhar algum andamento, mas mesmo assim fiquei um pouco desiludida com esta leitura.

 

Durante o livro vão surgindo peças aleatórias que aos poucos se vão encaixando, de salientar que este é o 10º livro da série "Roy Grace", mas que em nada afecta esta leitura. 

 

As peças principais são a Red e o seu ex namorado Bryce, mas também acompanhamos a vida privada e profissional do inspector Roy Grace, que é o anfitrião da série.

 

Red decide terminar a relação que tinha com o seu namorado, e é desafiada a colocar um anúncio num site de relacionamentos. Aparece um pretendente que se demonstra um autêntico príncipe, mas, existe sempre um mas...
Bryce não é bem aquilo que aparenta, mas Red está encantada, mesmo já sofrendo de alguma violência doméstica, só depois de ver as provas é que Red encara o Bryce como uma farsa e termina com o príncipe "desencantado".

 

Bryce tem uma vasta lista de nomes falsos, tal é a sua astúcia em se camuflar, com um passado sombrio e sem aceitar o final da relação, Bryce começa a perseguir Red, completamente paranóico, cego de desgosto e de ciúmes, a única finalidade da sua vida é destruir Red.

 

Será que este relato (baseado em factos reais) de "stalker" vai ter um final feliz, ou infeliz?

 

Não sei se tinha as minhas expectativas elevadas com esta leitura, mas em comparação com "No Canto Mais Escuro de Elizabeth Haynes, ou "Aqueles Que Merecem Morrer" de Peter Swanson, este livro ficou um pouco aquém do desejado.

Mesmo assim gostei do desfecho e de ler a percepção de um perseguidor e a perspectiva da vítima.

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Peter James estudou em Charterhouse, e depois na escola de cinema. Viveu nos Estados Unidos durante vários anos, onde trabalhou como argumentista e produtor de filmes, antes de regressar a Inglaterra. 
Os seus romances já foram traduzidos em 26 línguas. Todos os seus livros reflectem um profundo interesse pela medicina, a ciência e o paranormal.

Já venceu os Prémios de Melhor Escritor Policial do Ano de 2005 da Krimi-Blitz, na Alemanha, e Despedida de Solteiro venceu o Internacional Prix Polar 2006 e o Le Prix Coeur Noir 2007 em França. Peter James divide o seu tempo entre as suas casas em Notting Hill, Londres, e no Sussex.

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publicado às 14:00

"Tua para Sempre" de Luanne Rice - Opinião

por Tânia Tanocas, em 13.11.17

1ª leitura do desafio "Christmas in the Books 2017" 

Categoria 3) Lê um livro epistolar (um livro em forma de carta)

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Opinião:

Livros epistolares dão-me sempre alguma nostalgia, uma maneira de recordar, a bonita forma de comunicação antes de todas as tecnologias existentes.

E sim, eu usei bastante a comunicação por cartas, era uma alegria receber notícias desta forma, apreciar o selo da carta, abrir cuidadosamente o envelope, perceber o cuidado na escolha do papel, sentir o aroma (sim, havia papel de carta perfumado, há falta desse papel, dava-se umas baforadas de perfume no papel), a arte de escrever manualmente cada palavras. Em alturas de festividade ainda envio algumas cartinhas, mas Infelizmente há muito que já não sou correspondida por essa via. 

 

As espectativas nesta leitura não estavam elevadas, pois as opiniões não eram nada favoráveis, este livro já andava cá por casa há alguns anos, comprei-o na fase em que os livros de Luanne Rice ainda não me tinham desiludido e também porque a estrutura gráfica do livro me despertou a atenção (um envelope que envolve o próprio livro, também trazia uns pequenos envelopes com uma folha de papel).

 

Em relação à estória, concordo com a maioria das opiniões, esperava outra coisa, a troca de correspondência até é bastante intimista, sentimentos bastante explícitos transmitidos por ambos, mas depois falta-lhe algo mais substancial.

 

Hadley, e Sam, eram o casal perfeito, mas a perda do filho Paul, num acidente de avião no Alasca altera a vida de ambos, do sofrimento da perda até ao divórcio, tudo é posto a nu nesta troca de cartas, iniciada por Sam, quando refere que se encontra no Alasca, numa iniciativa própria para ir ao sítio onde o avião que matou o filho se despenhou.

As memórias mais profundas são novamente expostas e a dor da perda volta a tomar conta deste casal, que elege a comunicação por cartas para dar uma nova oportunidade ao casamento ou extingui-lo de vez por todas...

 

Não desgostei, mas também não adorei.

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Luanne Rice é autora de mais de duas dezenas de livros, desde cedo revelou talento para a escrita, tendo publicado o primeiro poema aos 11 anos e a primeira história aos 15. Depois de uma passagem pela Universidade do Connecticut, teve vários trabalhos até se dedicar em exclusivo à escrita. 
Luanne Rice vive entre Nova Iorque e Old Lyme, no Connecticut, na casa onde costumava passar os Verões quando era criança.

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publicado às 14:30

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Opinião:

OK, gostei mas esperava outra coisa, quando se lê nas primeiras páginas que Flavia, uma criança órfã de mãe, com 11 anos, tem uma aptidão e paixão por química, usa duas tranças, com duas irmãs detestáveis inclusive uma delas a chamar-se Ophelia, na minha cabeça surgiu um enredo bem mais macabro, tipo o filme "A Órfã"...

 

Afinal de contas Flavia vai surgir como um Sherlock Holmes em ponto pequeno, com mais foco em deslindar um crime e ilibar o pai de que fazer maldades com a química. Ao deparar-se com um cadáver no seu jardim, o seu pai é o suspeito principal e é a pequena Flavia que irá investigar por conta própria, fazendo descobertas que repudiaria a maioria das crianças da sua idade.

 

A estória toma proporções interessantes, mas com descrições que se tornam em determinados momentos um tanto ou quanto aborrecidas e arrastadas, e a filatelia (tema principal) também não é muito do meu interesse.

 

Flavia por conta própria consegue avançar na investigação e depara-se com um caso que teve início há mais de trinta anos, incluindo o homem morto e o seu pai.

Irá Flavia de apenas 11 anos conseguir desvendar um caso de homicídio? Uma investigadora tão precoce que até deixa o comissário de queixo caído.

 

Ainda assim estou curiosa para ler o outro livro que tenho, nem que seja para ver se a "doce" Flavia se torna num potinho de veneno. 

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Alan Bradley nasceu em Toronto, e cresceu em Cobourg, Ontário. Formou-se em Engenharia Electrónica e trabalhou em várias estações de rádio e televisão, em Ontário, e no Instituto Politécnico de Ryerson (agora Ryerson University), em Toronto, antes de se tornar director de Engenharia de Televisão. Resolveu dedicar-se à escrita e publicou vários livros infantis antes de resolver a escrever um para adultos, A Talentosa Flavia de Luce, que se tornou de imediato um fenómeno.

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publicado às 17:00

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Opinião:

Uma autora de sucesso, não é a primeira vez que nos cruzamos, já tinha lido "O Mistério do Beco sem Saída", e gostei bastante, já não posso dizer o mesmo deste livro pois não me conquistou. Não fiquei fã do detective Pitt.

 

Quando existe alguém a desenterrar cadáveres todos ficam em alerta, principalmente quando um desses cadáveres é de um Lord abastado. Será uma forma de enviar uma mensagem para alguém ou talvez encobrir algo mais complicado!

 

Achei a estória com muitas personagens, com nomes tão pomposos que me deixou constantemente perdida, a única utilidade é que baralha por completo as hipóteses de desvendar o culpado e os motivos.

 

Mesmo assim gostei de conhecer os meandros da aristocracia de uma Londres vitoriana, a forma como desdenham dos mais desfavorecidos, a maneira prepotente de levar a vida, achei até interessante juntar e apresentar o lado mais fraco com o lado mais forte.

 

Não tenho mais livros da autora e sem querer desmotivar ninguém, para mim a experiência com a Anne fica por aqui.

 

"Todos nós temos facetas que preferimos não admitir. Facetas que racionalizamos com todo o tipo de argumentos que explicam por que razão são erradas nos outros mas perfeitamente justificadas no nosso caso."

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Anne Perry nasce em Outubro de 1938 em Londres e viveu no estrangeiro durante alguns anos, antes de se instalar na sua actual casa em Portahomack, na Escócia. 
É considerada uma das mais conceituadas escritoras da literatura policial das últimas décadas. No centro das suas histórias encontra-se a Inglaterra vitoriana, fechada como um casulo, num conjunto de rígidas regras de conduta social. 
Escreve duas séries distintas, uma protagonizada por Thomas Pitt, um detective da polícia de origem social modesta, e por Charlotte, uma jovem de boas famílias, e a outra pelo detective amnésico William Monk. Ambas as séries são inspiradas em personalidades da época e os casos em que os detectives se envolvem conservam reminiscências de crimes realmente acontecidos. Anne Perry desvenda-nos, de forma magistral, todo o complexo universo vitoriano.

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publicado às 13:00

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Opinião:

Arnaldur Indridason, já não é uma estreia para mim, li "A Voz", mas não fiquei muito gulosa, achei fraquinho no meio de tanto potencial, mas desejava dar ao autor uma segunda oportunidade e apesar do autor ter outro livro "O Mistério do Lago", este foi o escolhido para a derradeira segunda oportunidade.

 

Confesso que depois de várias leituras medianas, estava sedenta de uma leitura que me preenchesse e sem estar nada à espera eis que surge esta misteriosa estória que nos agarra quase sem darmos conta.

 

Mais uma vez o inspector Elendur é o nosso protagonista, depois de ter sido encontrado um osso humano vamos ter várias linhas de investigação, até porque o crime terá sido realizado à vários anos, tornando quase impossível de desvendar.

 

Em simultâneo com a investigação, Elendur vai travar uma dura prova na sua vida particular, a filha Eva vai lutar pela vida. Enquanto a investigação se revela um caso de violência doméstica e corrupção, Elendur vai também recapitulando a sua vida, até ao ponto de ruptura a que ela chegou.

 

Gostei muito deste livro, não só em relação ao tema, mas a maneira como ele é desenvolvido, houve momentos que pensamos que a conclusão está para breve, mas o autor consegue colocar o suspense até às últimas páginas. 

 

Não tenho mais livros do autor, mas fiquei bastante entusiasmada em ler mais. Não sei se os outros livros será uma continuação da relação familiar do protagonista, mas gostava muito de saber como é a continuação da sua vida pessoal.

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Arnaldur Indridason (Reiquejavique, 1961) é historiador, jornalista e crítico literário e de cinema. Durante vinte anos trabalhou para o Morgunbladid, o mais importante diário da Islândia, antes de se dedicar à escrita a tempo inteiro. Com traduções disponíveis em mais de quarenta línguas, os seus romances rapidamente se tornaram bestsellers. A sua vasta obra tem recebido inúmeros prémios, entre os quais se destacam o The Glass Key (2002 e 2003), atribuído pela Associação Escandinava do Romance Policial, e o CWA Gold Dagger.

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publicado às 17:30

"A Cidade Ilhada" de Milton Hatoum - Opinião

por Tânia Tanocas, em 01.11.17

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Opinião:

Este livro surgiu porque recentemente reeditaram um livro deste autor (Dois Irmãos), Milton Hatoum já conquistou variados prémios e queria muito conhecer a sua escrita e como este livro estava a um preço simpático não hesitei em o acolher.

 

Sinceramente não gostei, não me disse nada, nem tão pouco consegui tirar grandes ilações destes 14 contos. Estava com alguma curiosidade, gosto de ler sobre um Brasil mais rural, fugindo do reboliço das grandes cidades e da violência brasileira, mas tirando três contos que gostei (Varandas da Eva, Dois poetas da província e Encontros na península), uma ou outra frase interessante o resto foi muito penoso de ler e compreender.

 

Se surgir a oportunidade gostava de ler um livro do autor sem ser de contos, mas não faço grande questão, talvez quando o namorado ler o "Dois Irmãos" me entusiasme, ou perca de vez a vontade, conforme a sua opinião...

 

"E já não era jovem. A gente sente isso quando as complicações se somam, as respostas se esquivam das perguntas. Coisas ruins insinuavam-se, escondidas atrás da porta. As gandaias, os gozos de não ter fim, aquele arrojo dissipador, tudo vai se esvaindo. E a aspereza de cada ato da vida surge como um cacto, ou planta sem perfume. Alguém que olha para trás e toma um susto: a juventude passou. "

 

" Um jovem encara a velhice como se fosse uma pura abstração. E eu vejo a juventude como uma quimera... Um tempo quase fora de tempo. "

 

" A viagem, além de tornar o ser humano mais silencioso, depura o olhar. "

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Milton Hatoum nasceu em Manaus, em 1952. É autor dos romances Relato de um certo Oriente (Cotovia, 1999) e Dois irmãos (2000), ambos galardoados com o Prémio Jabuti, e publicados também nos Estados Unidos, Alemanha, Espanha, França, Grécia, Inglaterra, Itália, Holanda e Líbano.

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publicado às 10:00

Aquisições Literárias... Outubro

por Tânia Tanocas, em 01.11.17

Preparem-se para um mês bem recheado de livrinhos, não tive culpa, Outubro foi o mês do meu aniversário, e nada melhor do que livros para me parabenizar...  

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Fui passar uns dias a Peniche (local de eleição para repor baterias) e no OLX pesquisei por livros nesta zona, e quando me deparei com o anúncio destes livros, não hesitei, além de ser a edição que procurava o preço foi divinal, 5€ cada um e o vendedor foi bastante prestável em fazer a entrega em mãos, poupando assim o preço dos portes...  

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Pela primeira vez fui há Feira da Ladra, confesso que adoro o ambiente destas feiras, aquilo que é o "lixo" de muitos pode ser o tesouro de outros, quer sejam livros ou outros objectos, o meu foco principal foram os livros e apesar de não ter comprado mais nada além de livros, podem crer que pisquei o olho a uns tantos objectos.

 

Só para terem uma ideia, o livro mais caro que trouxe foi o "1984" por 4€, a maioria foi 0.50€, 1€ ou 2€...

 

Depois desta primeira visita certamente que irei dar um saltinho por lá muitas mais vezes. 

Também fui ao Chiado onde vários alfarrabistas se juntam na Rua Anchieta (mesmo ao lado da Bertrand) e realizam todos os Sábados a Feira de Alfarrabistas, mas não encontrei nada do meu interesse, achei mais interessante para coleccionadores do que para propriamente para quem quer encontrar uma pechincha. 

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Neste mesmo dia (Feira da Ladra), também fui conhecer a livraria Ler Devagar, confesso que fiquei um pouco desiludida, a livraria é gira, mas em termos de preços não é para a minha bolsa, arrisca-se a tornar-se numa livraria turística, ao vasculhar a secção dos alfarrabistas (que por sinal está muito mal iluminada, se calhar o objectivo é afastar o consumidor deste lado) encontrei este livrinho por 5€ que trouxe para marcar a minha presença.

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Este livrinho chegou há minha biblioteca porque o namorado leu as primeiras páginas e não gostou, disse que era a minha cara, mas pelas opiniões que já li, não sei se será... 

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Na Wook, aproveitei um desconto de 5€ referente aos meus anos e uma acção de 20% de desconto...

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Já estava na minha lista de desejos e aproveitando um desconto de 5€ da Fnac esta foi a prenda de aniversário do namorado, esta edição da Guerra e Paz é simplesmente fabulosa, não me importo nada de ter esperado tanto tempo para adquirir este livro.

O mundo dos livros é mesmo fascinante, como é que conseguem fazer de um livro proibido, um livro extremamente apelativo!

 

Estas compras foram todas efectuadas nos primeiros 15 dias do mês, depois ganhei juízo e portei-me bem, não sei é até quando!!!  E vocês portaram-se bem?...

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publicado às 00:00

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Opinião:

Quem viu o filme "A Lista de Schindler" vai de certeza reconhecer o personagem deste livro. O seu nome é Leib Lejzon, embora seja conhecido como Leon Leyson, um dos sobreviventes de Oskar Schindler.

 

O objectivo deste livro é de certa forma um agradecimento a Oskar, o autor tem esperança que ele se torne parte integrante da nossa memória, tal como ele foi parte integrante da dele.
Mas não só, Leon quer partilhar a história da sua vida e de como ela se cruzou com a de Schindler, por isso o livro inicia com a apresentação da sua família e como eram os tempos antes e durante a guerra, no geral todos os que puseram as suas vidas em perigo para salvar a sua merecem aqui um reconhecimento, aos olhos de Leon todos são heróis.

 

Foi a primeira vez que li o relato de alguém que (sobre)viveu num gueto, apesar de não ser um relato longo tem o essencial para perceber as condições desumanas a que eram sujeitos.

 

É incrível as voltas que deu a vida do autor, o que teve de passar até ao dia em que foi incluído na lista de Schindler, como tantos judeus sofreu para poder sobreviver e com uma escrita bastante acessível temos bem a noção de como foi o sofrimento destas vítimas, que Leon teve uma segunda oportunidade e que a aproveitou da melhor forma possível constituindo uma família.

 

Na minha opinião este livro é mais uma excelente opção do Plano Nacional de Leitura o livro é recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma, com descrições na medida certa em termos de sensibilidade, vai com toda a certeza fazer os nossos jovens (e adultos) terem a noção e compreenderem o que foi o Holocausto, contado por um sobrevivente que infelizmente já faleceu, mas que deixou este relato para jamais ninguém se esquecer.

 

"Aos olhos dos nazis, nós, judeus, éramos um único grupo odiado, o exato oposto do ideal louro e de olhos azuis dos «arianos» puros. Na realidade, esse alegado contraste não era de todo real. Muitos judeus tinham olhos azuis e cabelo loiro, e muitos alemães e austríaco, incluindo Adolfo Hitler, tinham olhos e cabelos escuros. Mas o dogna nazi metia os judeus todos no mesmo saco, como o odiado inimigo dos arianos. Para eles, ser judeus não tinha a ver com aquilo em que acreditávamos, mas com a nossa alegada raça.
Aquilo não fazia sentido para mim e cheguei a perguntar-me como podiam os próprios nazis acreditar em tais condições. Se se tivessem dado ao trabalho de olhar realmente para nós, teriam visto seres humanos tal e qual como eles: alguns com olhos azuis, alguns com castanhos. Teriam visto famílias tal e qual como as suas: filhos e filhas, mães e pais, médicos, advogados, professores, artesãos e alfaiates, indivíduos de todas as classes."

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Leon Leyson (1929-2013), de seu verdadeiro nome Leib Lezjon, nasceu a 15 de Setembro de 1929, em Narewka, uma cidade a nordeste de Varsóvia. Após a Segunda Guerra Mundial, passou três anos num campo de refugiados perto de Frankfurt, na Alemanha. Partiu para os Estados Unidos em 1949, onde se radicou. Alistou-se no Exército durante a Guerra da Coreia e mais tarde tornou-se professor de artes industriais no ensino secundário em Hunting Park, na Califórnia, profissão que exerceu durante 39 anos. Foi distinguido pela Universidade Chapman pelo seu trabalho de educador e na sua qualidade de testemunha do Holocausto. Faleceu no início de 2013, um dia depois de entregar o manuscrito final deste livro à editora.

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publicado às 22:30

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Opinião:

Aproveite a disponibilidade do autor, que gentilmente colocou à disposição dos leitores este livro em formato ebook, em troca pediu que os leitores dessem uma opinião deste seu trabalho.

 

A verdade é que comecei a ler e só parei no fim, a vontade de saber o que acontecia a seguir fez com que devorasse a estória em algumas horas, só por isto o autor já conquistou a minha atenção.

Achei o enredo bastante arriscado e eu que até gosto de finais felizes, estava a torcer para que o desfecho fosse o mais infeliz possível.

 

Se algum dia me passar pela cabeça (espero bem que não) cometer um homicídio já tenho aqui dicas que não posso desprezar, algumas nem me passavam pela cabeça, por isso fiquei a pensar que eu seria uma assassina fácil de apanhar. Não tenho dúvidas de que é preciso muito sangue frio para se matar, houve momentos em que senti essa frieza do assassino e isso só acontece quando um autor consegue criar personagens fortes que me cativam.

 

Quantos de nós não vibrava, ou ainda vibra com séries de televisão tipo CSI, pois é, ali aparece sempre um fio de cabelo, uma unha, uma beata, uma patilha mascada, etc, tudo no sitio certo para apanhar o assassino, mas aqui tudo é diferente não é a televisão, é apenas uma possibilidade da realidade, por mais que o polícia, ou inspector tenha a certeza de que sabe quem é o assassino vê-se na encruzilhada de não o poder acusar por falta de provas.

 

Nota-se na sua escrita, a pouca "experiência", mas é com o tempo que se aprende a melhorar, existem aqueles autores experientes que escrevem um livro óptimo e depois é sempre a descair... Também achei que houve algumas repetições desnecessárias, tive pena de ter terminado como terminou, estive sempre à espera de uma reviravolta, mas ela nunca surgiu, (imaginei uma que até era capaz de ser interessante) e por fim acho que o autor tem que aprofundar mais as suas pesquisas para que a credibilidade daquilo que escreve crie impacto no leitor, sem o deixar com aquela sensação de que lhe estão a atirar areia para os olhos.

 

Não deixem de ler este "Manual de um Homicida", vão-se surpreender de como a realidade é tão injusta. Não hesitarei em acompanhar a evolução do autor, nunca se sabe que surpresas o futuro nos reserva. 

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Gonçalo J. N. Dias nasceu em Lisboa em 1977, é licenciado em Eng.ª do Ambiente e Recursos Naturais, em Castelo Branco. Vive actualmente no País Basco, Espanha. 
Em Fevereiro de 2016, lançou o seu primeiro romance: O Bom Ditador - O Nascimento de um Império. Primeiro livro de uma trilogia que foi o livro português mais descarregado em Amazon no mês de Abril. Em consequência, foi traduzido, até à data, a três  idiomas mais: Inglês, Espanhol, Italiano. 
Em Setembro lançou o seu segundo romance: Manual de um Homicídio. 
Actualmente está a trabalhar na 2ª parte do Bom Ditador. 
Além de ser um autor independente, é um perito em sobreiros e estudo de aves

 

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publicado às 22:00


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