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Conclusão do projecto... #marçofemenino

por Tânia Tanocas, em 21.04.18

Como habitual, devo ser a última a fazer o meu balanço do projecto de Março (marçofeminino)... 

Mesmo assim não queria deixar de o fazer e (mais uma vez) felicitar a mentora do projecto, a Sandra do blog sayhellotomybooks, que para o ano venha mais um "marçofeminino"... 

A Sandra fez no seu blog o balanço do projecto com o nome das (muitas) autoras lidas neste desafio, cada ano que passa a adesão vai sendo mais e é sempre curioso ver as escolhas e as leituras dos outros participantes.

 

Para o projecto li 8 livros de autoras femininas, houve três leituras que me arrebataram por completo, "Dores" de Maria Teresa Horta, "O Castelo de Vidro" de Jannette Walls e "A Cor Púrpura" de Alice Walker.

 

Para ver a opinião de cada leitura é só clicar na imagem...

 

(A opinião do último livro só estará disponiveis no decorrer da próxima semana)

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 Para o ano há mais... 

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publicado às 21:24

Nunca é tarde... Projecto - #marçofeminino

por Tânia Tanocas, em 09.03.18

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Acho que nunca é tarde para incentivar outros leitores e divulgar este projecto... 

Desde o início do mês de Março que estou empenhada neste desafio, que apesar de já ser repetente, não deixa de ter o mesmo prazer e entusiasmo.  

A impulsionadora, para quem não se lembra, ou não sabe, é a menina Sandra do blog sayhellotomybooks.

 

Até ao momento já completei três leituras e estou a meio de mais duas. 

Leituras completas (ainda sem opiniões):

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I) "A Condessa Sangrenta" de Alejandra Pizarnik

 

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II) Dois contos - "Dores" de Maria Teresa Horta e "Chave de Entendimento para uma Sinfonia Perdida" de Patrícia Reis

 

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III) "O Castelo de Vidro" de Jannette Walls 

 

Leituras em andamento:

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IV) "Caraval" de Stephanie Garber

 

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V) "A Câmara Escura" de Minette Walters

 

Façam óptimas leituras no feminino e dê o vosso contributo com a astag #marçofeminino. 

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publicado às 22:00

Conclusão do projecto #marçofemenino

por Tânia Tanocas, em 03.04.17

Conclusão do desafio #marçofeminino realizado pela Sandra do sayhellotomybooks.

 

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Em termos individuais correu bem, em termos de interacção foi uma miséria... 

Logo no início do mês, fiquei como o tempo, uma desgraça, o bicho atacou forte e feio, nunca gastei tantos lenços de papel como neste mês, não tinha vontade para nada, só ficar enroscada no quentinho e ler o que conseguisse, ainda tentei ver alguns filmes, mas desisti quando adormecia logo que iniciava a sessão.

Depois apetecia ler tudo, menos o que tinha escolhido para a minha TBR, mas já tinha avisado que a coisa podia não ser tão linear.
Por fim, estas duas últimas semanas já me senti bem melhor, mas tive vergonha de interagir com o pessoal, era como apanhar o comboio a meio de uma viagem, sentia-me uma "abelhuda", sendo assim, continuei o desafio por aqui, colocando as minhas opiniões do que ia lendo e sempre com as perspectivas elevadas em conhecer novas autoras.

 

Adorei este desafio, porque li autoras que tão cedo não saiam das estantes e vi excelentes filmes, (que também já estavam à espera na lista) comprovando de que as mulheres realizadoras não ficam atrás do universo masculino.

 

Como já disse, descabei na minha TBR do projecto, mesmo que em oito leituras, quatro foram menos boas, as restantes superaram em grande o saldo menos positivo.

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Tive óptimas surpresas com,"A Vida não é Justa" de Andréa Pachá, "Um Grito de Socorro" de Casey Watson, "Uma Duas" de Eliane Brum, "Jogos da Fome" de Suzanne Collins e as menos boas, "O Meu Nome É..." de Alastair Campbell, "No Tempo em que Éramos Adultos" de Anne Tyler, "Aqua Toffana" de Patrícia Melo e "Sete Mulheres" de Almudena Grandes.

 

Em termos de cinema e com muita pena minha, só vi dois filmes,"The Innocents" de Anne Fontaine e "As Sufragistas" de Sarah Gavron, como se costuma dizer, "poucos, mas bons".

 

Realmente a parte que falhei redondamente foi na promessa de interagir mais e desde já peço desculpa há Sandra, ela merecia que eu tivesse feito um esforço, porque me proporcionou um desafio estimulante, numa altura em que fui atacada por uma virose.

Mas tenho a certeza de que haverá outras oportunidades e quem sabe a minha timidez já não esteja tão saliente.  

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publicado às 22:29

Sétima e Oitava leitura para o desafio #marçofeminino

Esta opinião será um dois em um, porque nenhuma destas leituras me suscitou o prazer de fazer comentários separados. 

Duas escritoras completamente desconhecidas para mim, cujos livros já divagavam nas estantes à algum tempo e por puro acaso, dois livros de contos (pensava que o Aqua Toffana, não fosse contos).

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Opinião:

Dois contos, que nos colocam lado a lado com os (psedo) assassinos. Podemos sentir o que sentem, a raiva, o desespero, a impotência de controlar os seus actos. Pessoas mentalmente perturbadas que nos tentam deixar sem nenhum controlo nas nossas emoções mais escondidas.
Apesar de no Aqua Toffana os contos serem virados mais para o meu gosto e até ter "suportado" minimamente toda a leitura, não me conseguiu convencer.
Da Patrícia Melo, não tenho e dificilmente terei, mais nenhum livro para ler.

 

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Opinião:

Almudena Grandes também não me encantou, apesar de ter gostado de apenas dois dos sete contos que compõem o livro, ao contrário de Aqua Toffana, aqui vemos textos muito distintos uns dos outros, a própria autora faz uma breve introdução a explicar a origem destes contos e o porquê de todas as protagonistas serem mulheres. 
Desta autora tenho ainda para ler "Os Ares Difíceis", pode ser que me renda aos seus encantos neste romance.

 

Tenho pena, mas sinceramente, não achei piada ou interesse a nenhum deles. 

 

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publicado às 21:51

"Jogos da Fome" de Suzanne Collins - Opinião

por Tânia Tanocas, em 26.03.17

Sexta leitura para o desafio #marçofeminino

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Opinião:

Acho que não existe quase ninguém que não saiba a premissa deste livro, ou até já o tenha lido, confesso que não é dos meus temas favoritos, mas passados quase 8 anos, resisti à tentação (várias vezes) de ver o filme e só consegui dominar-me porque queria ter o prazer de ler o livro antes de ver o filme.

 

Foi uma leitura fluida e compulsiva, com poucos momento mortos, infelizmente (a meu ver) com algumas repetições, mas nada que destrua as boas horas passadas nestes Jogos da Fome.

 

Um pouco agonizante o infortúnio anual destes 12 distritos às mãos do Capitol, mas não é sempre assim? Fiquei com a sensação de não ser um tema assim tão "distópico", cada vez mais estamos como cobaias de diversão para as altas chefias, o "Big Brother" há muito que deixou de ser uma novidade, estando cada vez mais presente no nosso dia a dia e vale de tudo para ganhar-mos vantagem sobre os nossos adversários.

 

Por isso gostei muito da personalidade da Katniss, e do Peeta, dois jovens puros e humildes que só traem os seus valores em casos de necessidade. A maneira como os Produtores instigam a violência para conseguir mais audiência é mais uma forma de fazer ver que muitas das vezes, os actos e respectivas reacções não dependem só de nós.

 

Estou curiosa para saber os desenvolvimentos seguintes, mas não vou já retomar a leitura, até porque pode não parecer, mas para mim foi um livro duro, muito violento até, agora em breve irei ver o filme e perceber se o filme consegue captar os mesmos sentimentos da mesma forma que o livro conseguiu.

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Suzanne Collins é autora de literatura infantojuvenil e argumentista de programas televisivos infantis, nomeadamente da Nickelodeon. Em conjunto, os seus livros já venderam mais de 87 milhões de exemplares, sendo a sua obra mais conhecida a trilogia Os Jogos da Fome, com a qual conquistou os leitores dos mais de 50 países onde se encontra publicada, tornando-se bestseller à escala mundial.
Considerado o melhor livro de ficção juvenil de 2008 pelo New York Times e pela Publishers Weekly

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publicado às 23:35

"Uma Duas" de Eliane Brum - Opinião

por Tânia Tanocas, em 26.03.17

Quinta leitura para o desafio #marçofeminino

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Opinião:

Por norma escreve-se e lê-se o lado bom entre o relacionamento de pais e filhos, este livro é uma (boa) excepção. Aqui não há metáforas bonitas para escamotear a verdade que se quer contar, não existe clichés de "viveram felizes para sempre", aqui encontramos a realidade tal e qual como ela é, ficando tão paranóicos e agonizados tanto ou mais quanto as personagens desde excelente livro.

 

Quantos de nós vimos idosos largados à sua mercê, quer seja isolados nas suas casas, quer em lares, alguns tão solitários quanto as suas casas. Dos filhos só uma curta visita de tempos a tempos (algum desse tempo alastra-se por anos a fio). Logo vem ao nosso pensamento, como é que um filho faz isto aos seus próprios pais? Pois é, como se costuma dizer "só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro", ninguém quer saber o que sentem os filhos que fazem tais actos, ninguém acredita naquele ditado que eu concordo a 100 %, "filho és, pai serás" e é aqui que entra a mãe (Maria Lúcia) que através do poder das palavras, começa a escrever textos em que relata a sua infância, adolescência e fase adulta, numa forma de tentar dar a entender ao leitor que só é assim devido a algumas vicissitudes da sua própria vida, nunca houve um diálogo sério com a filha, as duas se afastam porque a mãe nunca soube o que era o poder do amor e a sua forma de amar era tão sem sentido que a filha também acabou por nunca se sentir amada.

 

Atenção, não quero com isto dizer que concordo com o abandono dos idosos, também para lá caminho e não sei o que me acontecerá, mas em vez de criticar, talvez seja melhor primeiro compreender algumas acções, quantas delas surgem em contextos pouco esclarecidos que se arrastaram por longos anos, sem que ambos (pais e filhos) manifestam desejo de remediar o assunto, originando assim casos de solidão na parte mais fragilizada...

 

Dou-me bem com os meus pais, mas nos últimos anos o desgaste da minha tolerância em relação ao meu pai anda em níveis que nunca pensei alcançar, situações que ele condenava nos pais está a fazer o mesmo aos filhos. Para tentarem compreender, a minha relação com o meu pai, foi sempre tipo uma relação de imposição, porque era ele que governava a casa, porque morava debaixo do tecto dele, porque só ele é que tinha e tem razão e desde que achou que o álcool é que é o seu melhor amigo tem sido insuportável, resumindo nunca foi uma relação de amor (não duvido que ele goste de mim, mas nunca o demonstrou), mas sim de um negócio em que ele acha que despendeu o seu dinheiro e tempo na minha educação, saúde e que agora sou eu que lhe tenho de valer com algum retorno da maneira que ele quer. E atendendo ao facto de ter sido sempre uma miúda que não deu grandes dores de cabeça, é com alguma consternação que não compreendo as suas atitudes, infelizmente também não sei como controlar as minhas e com muito receio em relação ao futuro, sinto que é uma obrigação e não algo que se faça naturalmente para demonstrar o meu amor por ele.

 

Bem, tudo isto para realçar que percebo perfeitamente o sentimento de Laura para com a sua mãe, sentimento e acções que a autora soube caracterizar muito bem.

 

Este livro foi uma experiência muito enriquecedora, não se deixem enganar pela capa rosa fofinha, pois vão ter uma leitura dura e crua, o livro é pequeno mas tive que o pousar várias vezes. Tenho lido alguns ebooks em PT/BR e este (até agora) tenho mesmo muita pena de não haver em Portugal e vou de certeza imprimir porque quero sentir a sensação de ler estas palavras perpetuada numa folha de papel.

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Eliane Brum é jornalista, escritora e documentalista. Trabalhou 11 anos como repórter do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, e 10 como repórter especial da Revista Época, em São Paulo. Desde 2010, actua como freelancer. Actualmente, escreve artigos para os jornais El País (português e espanhol) e The Guardian (inglês).
Publicou seis livros – cinco de não ficção e um romance -, além de participar de colectâneas de cronicas, contos e ensaios.

 

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publicado às 23:34

"Um Grito de Socorro" de Casey Watson - Opinião

por Tânia Tanocas, em 26.03.17

Quarta leitura para o desafio #marçofeminino

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Opinião:

Mais uma escritora nova, perita em desenvolver um dos meus temas preferidos, crianças tristes, traumatizadas, mal amadas, feridas emocionalmente, a receita perfeita para eu continuar a afirmar de que existem muitas crianças que simplesmente não deviam sequer ter nascido e que muita mulher não devia ser capaz de gerar vida humana.

 

Ingredientes:

Uma menina de 12 anos, com um corpo de 19, com visíveis sinais de rebeldia, mal educada e que padece de uma doença chamada de Addison.
Uma família de acolhimento, já com alguma experiência.
Um filho de 19 anos que tem Síndrome de Asperger.

 

Preparação:
Juntem todos os ingredientes numa casa em lume brando e vá "remexendo" lentamente.
Por fim, pode não ter uma receita perfeita ou saborosa, mas certamente terá uma sensação de dever cumprido.

 

Casey neste seu relato demonstra perfeitamente a incompetência de avaliação em relação a este caso, quais as necessidades que casa crianças precisa de acordo com o seu passado.

 

Gostei particularmente da necessidade de transmitir como era verdadeiramente o comportamento da Sophia alternando as suas acções entre o angelical e o demoníaco, fazer crer que não é qualquer pessoa que se sujeita a acolher estas crianças. Muitas das vezes Casey desculpava as acções de Sophia, porque detectou (quase) logo que aquela menina carecia de outro tipo de ajuda que não a dela (apesar de a informação disponibilizada ser escassa), mas mesmo assim nunca atirou a toalha ao chão.

 

Se já era fã de Torey Hayden, encontrei em Casey Watson outra forma de ajuda para quem mais precisa de carinho, compreensão e acima de tudo muito amor. Tenho muita estima e consideração por estas mulheres que sujeitam-se a si e as suas famílias para dar algum conforto a estas crianças.

 

Este caso, também despertou a minha atenção, porque não são só as famílias pobres que negligenciam e provocam estas situações, muitas das vezes falta de amor não é sinónimo de falta de dinheiro.

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Casey Watson é uma mãe de acolhimento especializada em casos extremamente problemáticos. Ela e o marido recebem crianças com passados traumáticos. Enquanto estão ao seu cuidado, estas crianças são orientadas através de um programa comportamental que lhes permitirá voltar à sua família biológica ou entrar no sistema de acolhimento convencional.

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publicado às 23:33

Terceira leitura para o desafio #marçofeminino

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Opinião:

Um livro de leitura lenta, dá até a sensação de que não desenvolve, mas ao mesmo tempo é fascinante entrar na cabeça de Rebecca e ir acompanhando as suas dúvidas, frustrações e revoltas.

 

Rebecca é uma mulher de 53 anos, com uma extensa família, mesmo que três das quatro filhas não sejam suas, a sua vida tomou um rumo que só passado tantos anos é que ela se questiona quanto ao seu envolvimento com Joe. Enviuvou muito cedo, viveu sempre em função da família e da continuidade do negócio da família do marido, e agora que todos estão criados e a viver as suas vidas ela questiona-se de como seria a sua vida se não tivesse conhecido Joe e vai tentar reconstruir laços com o passado.

 

Nunca questionei o meu passado, nem mesmo as decisões erradas, não alterava nada, acredito que só assim é possível fazer de mim o que sou hoje, então porquê remexer no passado se não o podemos alterar? E mesmo que pudesse alterar, as consequências poderiam ser bem piores, então viveria numa constante reconstrução do passado em vez de construir o presente e o futuro.

 

É a minha primeira leitura desta autora, revelou-se uma boa surpresa, mas não conquistou o meu gosto, gostei da escrita, mas não me interessou de todo a premissa do livro. A determinada altura, olhava para o livro e só pensava "vamos lá, só mais umas páginas, para ver o que acontece e terminar", quando é assim é sinal de que estou a arrastar a leitura e não estou minimamente interessada em continuar, prova disso é também o tempo que levei entre começar e terminar.

 

Ainda tenho outro livro da Anne para ler, talvez a estória seja diferente e me conquiste ou então (lamentavelmente) talvez não seja escritora para mim. 

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Anne Tyler nasceu em Minneapolis em 1941, mas cresceu em Raleigh, na Carolina do Norte. Licenciou-se aos dezanove anos pela Universidade de Duke e foi investigadora em Estudos Russos na Universidade de Columbia. O seu décimo primeiro romance, Breathing Lessons, foi galardoado com o Prémio Pulitzer em 1988. É membro da American Academy and Institute of Arts and Letters. Vive em Baltimore.

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publicado às 23:32

"A Vida não é Justa" de Andréa Pachá - Opinião

por Tânia Tanocas, em 14.03.17

Segunda leitura do desafio #marçofeminino

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Opinião:

Primeira derrapagem na minha Tbr, não estava prevista esta leitura, mas nas noites de insónia em que é desconfortável (para quem quer descansar, neste caso o meu companheiro) ter a luz acesa, agarro no tablet e escolho uma leitura, que vou lendo até o sono decidir chegar, e esta foi a leitura escolhida, uma leitura leve, sem fugir ao tema #marçofeminino.

 

O que se passa para lá das portas dos tribunais aquando existe uma situação de divórcio, quer seja a nível de bens, custódia parental ou até de mero orgulho? A autora, uma Juíza de uma Vara de Família (designação brasileira, não sei que enquadramento jurídico e nome se dá aqui em Portugal) vai responder a esta questão com casos que lhe passaram pelas mãos, alguns dramáticos, outros caricatos, outros ainda repugnantes, desengane-se quem acha que todo o divórcio é triste ou alegre, é pacífico ou revoltante.

 

Contados em modo de contos, cada caso tem a participação directa dos envolvidos, mas principalmente a mão e algumas palavras sábias (que tenta ser benéfica e justa para ambas as partes) da juíza Andréa. Todos os casos têm ilações que retiramos e que podemos e devemos fazer uma reflexão do que para as pessoas é o casamento, o amor ou as relações parentais.

 

Estes casos são a compilação de mais de 15 anos de experiência da juíza, os nomes e alguns contextos são fictícios, mas não deixam de ser a realidade do dia-a-dia destas pessoas que têm de lidar com milhares de casos. Estes textos estão divididos em quatro fases. Parte I (Amores Líquidos), Parte II (Pais e Filhos) e Parte III (Realidade Ampliada) e Parte IV (Recomeços).

 

Gostei de vários textos, os que mais mexeram comigo foram os casos que incluíam o poder paternal, pois fazem das crianças uma lança para poder atingir e tirar proveito dos ódios e vinganças entre adultos. Uma leitura bastante prazerosa.

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Este livro, já foi adaptado no Brasil, para uma série que se intitula de “Segredos de Justiça”, com episódios nunca excedendo os 15 minutos, caracterizam cada caso da juíza transcrito no livro.

 

Assista ao episódio "Papai Noel não existe"

 

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Andréa Maciel Pachá, nasceu a 4 de janeiro de 1964 e é uma juíza brasileira.

Formou-se em Direito. Como membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), criou o Cadastro Nacional de Adoção e a Comissão de Conciliação e Acesso à Justiça, além de actuar na implantação das Varas de Violência contra a Mulher em todo o Brasil. Também promoveu campanhas para simplificar a linguagem utilizada nos processos.

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publicado às 21:18

"As Sufragistas" de Sarah Gavron

por Tânia Tanocas, em 14.03.17

Segundo filme visto para o desafio #marçofeminino

Realizado por Sarah Gavron, roteiro de Abi Morgan, produzido por Faye Ward e com um elenco recheado de actrizes fantásticas, tudo grandes mulheres.

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Opinião:

Baseado em factos reais, por isso quando penso em algumas acções básicas para nós mulheres, tal como direito ao voto, salários (quer sejam eles mais ou menos) equilibrados, poder de escolha, ao ver este filme é que tive bem a noção do que verdadeiramente significa alguns feitos históricos para que a mulher fosse vista como uma parte da sociedade em que poderia também ter uma palavra a dizer.

 

Nunca se chega ao que temos de forma fácil, algumas coisas requerem esforço, luta, dedicação e força de vontade. Então porque não recordar e admirar essas mulheres de coragem e quando abdicamos de coisas que demoraram séculos a conquistar mais ainda.

 

O filme não aborda só a questão de dar o direito ao voto às mulheres, mas retrata muito bem o quanto as mulheres passavam por humilhações, tratadas como animais repugnantes em que não havia direitos, só deveres, submissão e obediência.

 

Estas mulheres, deram a sua vida, muitas foram privaram de liberdade para que pudessem dar às mulheres do futuro uma vida com mais dignidade e puderem contribuir também para um mundo mais livre e igual para o sexo feminino.

 

O mundo masculino sabia e muito bem, que teríamos sempre uma palavra a dizer e que nada, nem ninguém nos conseguia ou consegue demover quando nos juntamos e lutamos por algo em que acreditamos.

Logo quando estreou, ficou na lista de visionamentos e só me arrependo de não o ter visto mais cedo, pois gostei mesmo muito deste filme, escusado será dizer que está recomendadíssimo.

 

Só para termos uma noção da nossa sorte, muitos anos já se passaram e em muitos países do Mundo ainda não existe direito de voto para as mulheres, somo mesmo umas sortudas.

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Da esquerda pra direita em pé: Sarah Gavron (diretora), Helen Pankhurst (bisneta da verdadeira Emmeline Pankhurst), Laura Pankhurst (tataraneta da verdadeira Emmeline Pankhurst), Alison Owen (produtora). Da esquerda pra direita sentadas: Abi Morgan (roteirista), Anne-Marie Duff (atriz), Meryl Streep (atriz), Carey Mulligan (atriz), Helena Bonham Carter (atriz), Faye Ward (produtora).

(Imagem e descrição retiradas daqui)

 

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publicado às 03:06


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